Elvis 1956




quinta-feira, 30 de março de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 2

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CONTINUAÇÃO DO LIVRO Elvis e EU  Elvis And Me   CAPITULO 2



Esperava nunca mais ter notícias dele. Poucos dias depois, no entanto, o telefone tocou. Era Currie. Disse que acabara de receber um telefonema de Elvis, querendo saber se ele poderia me levar de novo à sua casa naquela noite. Fiquei extasiada.

— Está falando sério, Currie? Ele quer mesmo me ver? Por quê? quando ele ligou?

Incapaz de responder a todas as minhas perguntas ansiosas, Currrie limitou-se a dizer calmamente:

— Você quer que eu fale com seu pai?

Meus pais se mostraram tão surpresos quanto eu. Relutantes, aceitaram o pedido de Currie.

A visita foi muito parecida com a anterior — uma conversa descontraída, Elvis tocando piano e cantando,todos comendo os pratos prediletos da avó. Mas tarde, porém, depois que terminou de cantar, Elvis me procurou e disse: — Quero ficar a sós com você, Priscilla. Estávamos frente a frente, fitando-nos olhos. Dei uma olhada ao redor. Não havia mais ninguém por ali.

— Estamos a sós — murmurei, nervosamente.

Ele chegou mais perto, encostando-me na parede, sussurrando:

— "Realmente" a sós. Não quer subir para o meu quarto?

O convite me deixou em pânico. "O quarto"? Até aquele momento não me passara pela cabeça que Elvis Presley pudesse estar interessado em mim sexualmente. Ele podia ter qualquer mulher do mundo. Por que haveria de me querer?

— Não precisa ficar com medo, meu bem.

Enquanto falava, ele me alisava os cabelos.

— Juro que não farei nada para prejudicá-la. — Ele parecia absolutamente sincero. — Vou tratá-la como uma irmã.

Afogueada e confusa, desviei os olhos.

— Por favor...



Parada ali, fitando-o nos olhos eu me sentia atraída, quase contra a minha vontade. Acreditava nele; não era difícil acreditar. Descobrira àquela altura que suas intenções eram afetuosas e sinceras. Os momentos passavam e eu ainda não era capaz de fazer coisa alguma. Mas acabei acenando com a cabeça e murmurei:

— Esta bem.

Ele pegou-me a mão e levou-me para a escada, murmurando qual era o seu quarto e acrescentando:

— Vá na frente e eu irei ao seu encontro dentro de alguns minutos. Será melhor assim.

Elvis encaminhou-se para a cozinha, enquanto eu subia a escada, lentamente, especulando: O que ele exigiria de mim? O que esperava? Ficarei completamente a sós com ele pela primeira vez, desde que o conheci, tenho sonhado com este momento, convencida de que nunca chegaria. Agora, estou no meio de uma realidade que jamais pensei que pudesse acontecer.

Cheguei ao segundo andar e encontrei seu quarto. Era tão simples e impessoal quanto os outros cômodos da casa. Entrei e sentei empertigada numa cadeira de encosto reto... e fiquei esperando. Como Elvis ainda não tivesse aparecido, depois de alguns minutos, comecei a olhar ao redor. Era um quarto comum, sem nada excepcional, certamente não havia nada que indicasse ser o quarto de um famoso cantor de rock. Havia livros, uma coleção de discos, uniformes e botas. Havia também muitas cartas de garotas dos Estados Unidos na mesinha-de-cabeceira. Muitas eram de alguém chamada Anita. Elvis raramente mencionava Anita, mas todos sabiam que ele tinha uma namorada em casa. Senti vontade de ler as cartas, mas fiquei com medo de que ele me surpreendesse.

Mais vinte minutos transcorrera antes que Elvis finalmente aparecesse. Ele entrou e tirou o casaco, ligou o rádio e sentou na cama. Eu mal olhava para ele, apavorada. Imaginava-o a me agarrar, jogar na cama, fazer amor. Em vez disso, falou suavemente:

— Por que vem sentar ao meu lado? — Relutei, mas ele se apressou em garantir que eu nada tinha a temer. — Juro que gosto de você, Priscilla,


é uma presença revigorante. E é muito bom conversar com uma garota americana. Sinto falta disso. Fico meio solitário aqui.

Sentei ao seu lado, sem dizer nada, mas comovida com seu ar vulnerável, um pouco infantil. Elvis disse que nosso relacionamento seria muito importante para ele e que precisava de mim. Era o mês de outubro e ele deveria retornar aos Estados Unidos dentro de seis meses. Conhecia muitas garotas e não eram poucas as que vinham visitá-lo, como eu estava fazendo, mas nunca sentira uma intimidade genuína com qualquer outra, como acontecia agora.

Aninhei-me em seus braços, certa de que ele não se mostraria precipitado. Elvis abraçou-me, murmurando:

— Gostaria que mamãe estivesse aqui para conhecer você. — Ele suspirou e uma expressão transtornada surgiu em seu rosto. — Ela gostaria de você tanto quanto eu gosto.

— Eu também gostaria de conhecê-la — sussurrei, comovida com sua sinceridade.

Eu saberia depois que a mãe de Elvis, Gladys, era o grande amor de sua vida. Ela morrera a 14 de agosto de 1958, aos 42 anos de idade, de insuficiência cardíaca, depois de um longo padecimento com hepatite aguda.

Elvis comentou como a amava profundamente e sentia sua falta, como temia voltar a Graceland sabendo que não iria encontrá-la ali. Fora o seu presente para a mãe, uma propriedade que comprara por cem mil dólares, um ano antes de sua morte.

Elvis estava convencido de que a mãe renunciara a continuar a viver. Sua saúde começara a se deteriorar quando ele fora convocado. O amor que tinha por Vernon e Elvis era tão grande que nunca poderia suportar a perda de qualquer dos dois e muitas vezes comentara que queria ser a primeira a morrer. Para Gladys, ingênua, a Alemanha ainda representava a guerra e o perigo. Nunca fora capaz de compreender que agora prevaleciam condições de paz.

Ele tinha o hábito de ligar para Gladys todos os dias. Fiquei surpresa ao saber que ele nunca passara uma noite fora de casa até o momento em que começara a se apresentar em shows. Ele me contou sobre a ocasião em


ELVIS E EU

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que seu carro pegara fogo na estrada e mal conseguira escapar com vida. Embora estivesse a quilômetros de distância, Gladys sentara na cama abruptamente e gritara seu nome, o que demonstrava como era forte o vínculo intuitivo entre os dois. Sua preocupação com o bem-estar do filho era tão grande que passava as noites sem dormir, quando ele se encontrava em excursão, até que recebia seu telefonema, dizendo que estava bem. Quando fazia o treinamento básico, no Forte Hood, Texas, Elvis alugara uma casa perto da base para Vernon, Gladys e a avó. Senti que a morte da mãe afetara mais que qualquer pessoa poderia compreender plenamente. Ele se culpava por não estar a seu lado quando ela caíra doente e fora enviada para a casa em Menphis, sob cuidados médicos.

Ele descobrira que Gladys andava bebendo para se consolar e receava que isso pudesse se tornar um problema grave. Por mais que a consolasse e garantisse que voltaria para sua companhia dentro de dezoito meses, até mesmo suplicasse que o acompanhasse, o medo de Gladys de perder o filho único a levara à sepultura. A depressão profunda de Elvis pela morte de Gladys fora agravada por seu conflito mental em relação a Dee Stanley, a quem Vernon conhecera na Alemanha. Dee e seu pai haviam se tornado inseparáveis pouco depois da morte de Gladys, cedo demais para o gosto de Elvis. Uma loura atraente, na casa dos trinta anos, Dee estava se divorciando do marido, separada dele e de seus três filhos quando começara a se encontrar com Vernon. A possibilidade do pai sequer conceber em substituir Gladys deixava Elvis transtornado. Ele também tinha dúvidas sobre as intenções de Dee e se eram no melhor interesse de seu pai.

— O que Dee está tentando fazer? — Elvis indagava às vezes, desconfiado. — Transformá-lo no dândi que ele não é? Por que não pode aceitá-lo como ele é? Nunca o vi tão apaixonado. Eles se encontraram num restaurante e trocam bilhetes amorosos durante o dia inteiro.

Meu coração se confrangeu por Elvis naquela noite, enquanto ele confidenciava seus problemas e preocupações. Era um artista de fama internacional, um grande astro, mas apesar disso continuava a ser um homem profundamente solitário.

 
Outra vez a visita pareceu terminar cedo demais. Elvis me deu um beijo de despedida, meu primeiro beijo de verdade. Eu jamais experimentara uma mistura tão intensa de afeição e desejo. Fiquei atordoada, mas presa à realidade em que me encontrava-nos braços de Elvis, minha boca contra a sua. Consciente da minha reação-e da minha juventude — ele tomou a iniciativa de romper o abraço, dizendo:

— Temos muito tempo, menina.

E ele me deu um beijo na testa, despachou-me para casa. Na altura de nosso quarto encontro, papai decidiu.

— Se você quer continuar a se encontrar com Elvis, nós temos de conhecê-lo.

Meus pais estavam tão fascinados pela celebridade de Elvis que se mostravam dispostos a abrir mão de seus princípios. No começo, era conveniente que Currie fosse me buscar e levar em casa, mas agora meus pais indagavam por que Elvis não fazia isso pessoalmente. Acabei dizendo a Elvis, numa noite de sábado:

— Meus pais querem conhecer você. Querem que vá me buscar em casa.

Ele ficou irritado.

— O que isso significa?

— Significa que não posso mais vê-lo se não for me buscar e conhecer meus pais — expliquei, muito nervosa.

Ele concordou... desde que pudesse levar seu pai junto. No dia marcado cumpri a minha rotina habitual, só que em vez de uma hora fiquei pronta duas horas antes. Fiquei parada ao lado da janela, à espera de seu carro, enquanto tocava seus discos, "Old Shep", "I Was the One" e "I Want You, I Need You, I Love You", até que papai gritou da cozinha:

— Tem que tocar esses discos agora? Afinal, o homem estará aqui dentro de poucos minutos e você o verá praticamente durante a noite inteira.

Era de se imaginar que quisessem algum descanso um do outro. Eu estava nervosa. Sabia que papai queria que Elvis fosse me buscar e me levar em casa... e tencionava dizer-lhe isso. Não sabia como papai pretendia


abordá-lo, se planejava se mostrar cordial ou firme... e sabia muito bem como papai podia ser firme e áspero. Esperava pelo pior.

Cerca de uma hora depois o BMW parou diante da casa e Elvis e o pai saltaram. Elvis viera devidamente preparado; usava o seu uniforme a fim de impressionar papai. Sabia que o serviço militar era a ligação entre os dois e tencionava tirar o máximo proveito.

Estava com uma aparência sensacional. Ele tirou o quepe e beijou-me no rosto. Convidei-o e ao pai a entrarem e levei-os para a sala de estar, onde Elvis ficou se mexendo, inquieto, parecendo que não sabia o que dizer, pela primeira vez. Acabou indagando:

— Seus pais estão em casa? — Só pude acenar com a cabeça afirmativamente e ele acrescentou: — Sei que estamos um pouco atrasados, mas eu tinha que ma aprontar direito... e tivemos alguma dificuldade para descobrir o lugar.

Achei engraçado... imagine só, Elvis Presley se desculpando! Já conhecia bastante bem os seus hábitos àquela altura para saber que ele precisava de pelo menos três horas para trocar de roupa, conversar com os amigos, desfrutar uma das vastas refeições da avó e dar alguns autógrafos ao sair. A não ser quando estava trabalhando, ele não se preocupava com horários. Enquanto Vernon se acomodava no sofá, Elvis apontou para os retratos da família na parede e disse:

— Dê uma olhada, papai... aqui está Priscilla com toda a família. Acho que ela parece com a mãe. Não vejo muita semelhança com os irmãos e a irmã... mas também eles ainda são muito pequenos. Não corte os cabelos, Baby. Adoro quando estão compridos assim. Você é uma garota muito bonita. Como é que fui esbarrar com você? Deve ter sido obra do destino. Os últimos comentários foram pronunciados num sussurro, enquanto meus pais entravam na sala. Em vez de dizer "Oi", como faria a maioria dos jovens, Elvis estendeu a mão e disse:

— Como têm passado? Sou Elvis Presley e este é meu pai, Vernon. Parecia-me um absurdo, meus pais sabiam perfeitamente quem ele era, assim como o mundo inteiro. Mas Elvis era o cavalheiro em pessoa. Papai ficou visivelmente impressionado e daquele momento em diante Elvis sempre o tratou de Capitão Beaulieu ou Senhor. Era uma característica de


 
Elvis. Qualquer que fosse a posição de uma pessoa na vida — se médico ou advogado, professor ou diretor de cinema ele raramente a tratava pelo primeiro nome, mesmo quando a conhecia há anos, a não ser que pertencesse a seu círculo íntimo. Ele me explicou um dia:

— É muito simples. As pessoas se esforçaram para chegar onde estão. Os outros devem respeitá-las.

A conversa com meus pais naquela noite foi irrelevante. Elvis comentou que tivera um dia movimentado na "Kaserne", o que levou a uma conversa sobre o serviço militar.

— Para que serviço foi destacado aqui? — perguntou papai, insinuando que era melhor ser algo objetivo, se Elvis queria sair com sua filha.

— Neste momento, senhor, sou basicamente um motorista de jipe da Quarta Blindada, estacionada em Bad Neuheim.

— Pode ser um trabalho difícil nesta época do ano.

— E é mesmo, senhor. Temos algumas noites muito frias. Preciso tomar bastante cuidado. Pego uma amigdalite quando minha resistência diminui, o que não é bom para minha voz.

— Acho que está ansioso em voltar para casa.

— Tem toda razão, senhor. Agora, só faltam cinco meses para concluir o serviço.

Elvis perguntou a meus pais se estavam gostando da Alemanha.

— E muito — respondeu papai. — Planejamos ficar por três anos. Houve um súbito silêncio. Papai convidou os dois para jantar, mas Elvis disse que não tinham tempo. Eu me mantinha em silêncio, observando a apreensão de Elvis e lembrando sua descontração que o tornava cativante. Mamãe estava revisando seu julgamento sobre aquele astro do rock, por quem declarara antes sentir a maior aversão. Percebi que o charme sulista de Elvis a estava conquistando.

Papai explicou finalmente as regras dos Beaulieu. Se queria me ver, Elvis tinha de ir me buscar e levar em casa. Elvis explicou que a noite acabaria num instante se saísse do quartel, fosse para casa, tomasse um banho e trocasse de roupa, viesse a Wiesbanden e voltasse. Haveria algum

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problema se o pai dele viesse me buscar? Papai pensou a respeito por um momento e depois manifestou sua preocupação:

— Quais são realmente as suas intenções? Vamos ser francos. Você é Elvis Presley, tem todas as mulheres do mundo a seus pés. Por que esse interesse por minha filha?

Tanto Elvis como Vernon foram apanhados desprevenidos. Vernon remexeu-se na cadeira, provavelmente pensando: Muito bem, Elvis, quero ver como você vai se sair dessa.

— Acontece, senhor, que gosto muito de sua filha — Respondeu Elvis. — Ela é bastante madura para as garotas da mesma idade e gosto de sua companhia. Não tem sido fácil para mim, longe de casa e tudo mais. Sinto-me um pouco solitário. Acho que se pode dizer que preciso de alguém com quem conversar. Não se preocupe com Priscilla, Capitão. Cuidarei muito bem dela.

A sinceridade de Elvis desarmou papai e encantou mamãe. Juntei-me a Elvis quando ele se levantou, pegou o quepe e disse:

— E agora temos de ir, senhor. É um longo percurso.

Foi imposta uma condição; Elvis deveria me trazer pessoalmente. Ele concordou, garantindo outra vez que eu seria muito bem cuidada, havia uma porção de pessoas de sua família na casa. Poderia ter escarnecido do pedido de papai, mas aceitou a condição de me levar em casa todas as noites. Fiquei emocionada, mas contive o excitamento. Elvis queria mesmo a minha companhia.

Na noite seguinte,quando me levou para casa,Elvis parou o carro diante do prédio. Contou-me tudo o que tinha no coração, como continuaria a fazer pelo resto de nossa permanência na Alemanha. Sentia-se solitário. Não sabia como seria recebido pelos fãs ao voltar aos Estados Unidos. Estava no auge da fama quando ingressara no exército. Gravara dezessete discos que haviam vendido mais de um milhão de cópias e estrelara quatro filmes, todos se tornando sucessos de bilheteria. Ao ser convocado, aventara-se a possibilidade de ele ir para os Serviços Especiais, em que poderia cantar e manter algum contato com o público. Mas o Coronel Parker, seu agente, e a RCA estavam convencidos de que ele deveria servir


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o país como um soldado comum, argumentando que o público respeitaria Elvis como um homem se ele tornasse um simples soldado raso. Agora, Elvis estava com receio de ter perdido o apoio dos fãs.

Enquanto estávamos parados ali, uma das "Fräuleins" que moravam na pensão passou pelo carro. Ela cumprimentou-me e no instante seguinte, ao olhar para Elvis, escancarou a boca, numa expressão de incredulidade.


ELVIS E EU





CONTINUA,,,,,,,,


 



 
 

domingo, 26 de março de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 1

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amigos fãs de Elvis e seguidores do ELVIS THE MAN O BLOG DO REI DO ROCK

aqui damos inicio ao mais novo trabalho do blog a postagem completa do livro Elvis e Eu um dos livros mais lidos pelos Fãs do REI no brasil no livro Priscilla Presley que esteve casada com o astro de 1967 até 1973 revela detalhes de sua vida ao lado da personalidade mais famosa do planeta,, ELVIS AARON  PRESLEY



ELVIS E EU CAPITULO 1

Era 16 de agosto de 1977, um dia nublado e depressivo, que não era típico do sul da Califórnia. Quando saí de casa, havia uma quietude no ar, uma calma no estranha, que nunca mais experimentei desde então. Quase tornei a entrar, incapaz de reprimir a apreensão. Tinha uma reunião naquela manhã e por volta de meio-dia deveria me encontrar com minha irmã Michelle. A caminho de Hollywood, notei que a atmosfera não mudara. Parecia excepcionalmente silenciosa e depressiva, começara a chuviscar. Ao descer a Melrose Avenue, avistei Michelle parada na esquina, com uma expressão preocupada.

— Cilla, acabei de receber um telefonema de papai — disse ela, no instante em que parei o carro. — Joe vem tentando entrar em contato com você. É alguma coisa com Elvis no hospital.

Joe Esposito era o agente de shows e o braço direito de Elvis. Senti um choque. Se ele estava tentando entrar em contato comigo, então alguma coisa devia estar terrivelmente errada. Pedi a Michelle que pegasse seu carro e me seguisse até em casa. Fiz uma volta em U no meio da rua e voltei para casa a toda velocidade, como uma louca. Todas as possibilidades imagináveis afloraram em minha cabeça. Elvis passara o ano inteiro entrando e saindo do hospital; houvera ocasiões em que nem mesmo estava doente, apenas se internava para descansar, escapar das tensões ou por puro tédio. Nunca por qualquer motivo mais sério.

Pensei em nossa filha, Lisa, que estava visitando Elvis em Graceland e deveria voltar para casa naquele mesmo dia. Oh, Deus, orei, por favor, faça com que tudo esteja bem. Não deixe que nada aconteça, por favor.

Avancei todos os sinais vermelhos e quase bati em uma dúzia de carros. Finalmente cheguei em casa; enquanto entrava pelo caminho,



derrapando, podia ouvir o telefone tocando lá dentro. Por favor, não desligue, supliquei, saltando do carro e correndo para a porta.

— Já estou indo! — berrei. Tentei enfiar a chave na fechadura, mas a mão não parava de tremer. Acabei conseguindo entrar, peguei o fone e gritei:

— Alô? Alô?

Por um instante, escutei apenas o zumbido da ligação interurbana, logo seguida por uma voz débil e abalada:

— Cilla, sou eu, Joe.

— O que aconteceu, Joe?

— É Elvis.

— Oh, Deus, não diga nada!

— Ele está morto, Cilla.

— Não me diga isso, Joe! Pelo amor de Deus!

— Nós o perdemos.

— Não! Não!

Supliquei para que ele retirasse aquelas palavras, mas Joe permaneceu em silêncio. Só depois de algum tempo é que ele repetiu:

— Nós o perdemos...

Ele não pôde continuar e ambos começamos a chorar.

— Joe, onde está Lisa?

— Ela está bem. Ficou com a avó.

— Graças a Deus! Joe, mande um avião me buscar, por favor. O mais depressa possível. Quero ir para casa.

Enquanto eu desligava, Michelle e mamãe, que haviam acabado de chegar me abraçaram e ficamos chorando. Poucos minutos depois o telefone tornou a tocar. Por um instante, esperei por um milagre; estavam ligando para informar que ELVIS ainda estava vivo, que estava tudo bem, que tudo não passara de um pesadelo.

Mas os milagres não passara de um pesadelo.

Mas os milagres não existem e ouvi a voz de Lisa pelo telefone:

— Mamãe, mamãe! Alguma coisa aconteceu com papai!



— Sei disso, Baby — sussurrei. — Já estou indo para aí. Um avião vem me buscar.

— Todo mundo está chorando, mamãe.

Eu me senti impotente. O que podia dizer a ela? Não podia sequer encontrar palavras para confortar a mim mesma. Temi pelo que ela poderia estar ouvindo. Ainda não sabia que o pai morrera.

Só podia lhe dizer, várias vezes:

— Estarei aí o mais depressa possível. Procure ficar no quarto de vovó, longe de todo mundo.

Ao fundo, eu podia ouvir a voz trêmula de Vernon, em murmúrios de agonia:

— Meu filho se foi! Oh, Deus, perdi meu filho!

Felizmente a inocência de uma criança lhe proporciona uma proteção. A morte ainda não era uma realidade para Lisa. Ela disse que sairia para brincar com Laura, sua amiga.

Desliguei e comecei a andar de um lado para o outro, ainda atordoada pelo choque. A notícia logo chegou aos meios de comunicação. Meus telefones não paravam de tocar, com amigos tentando absorver o choque, pessoas da família querendo explicações e a imprensa exigindo declarações. Fui me trancar no quarto e deixei instruções que não queria falar com ninguém, queria permanecer sozinha.

Para dizer a verdade, eu queria morrer. O amor é muito enganador. Embora estivéssemos divorciados, Elvis ainda era uma parte essencial na minha vida. Durante os últimos anos nos tornáramos bons amigos, reconhecendo os erros cometidos no passado e começando a rir de nossas imperfeições. Agora, eu não era capaz de enfrentar a realidade de que nunca mais tornaria a vê-lo vivo.

Elvis sempre estivera ali, ao alcance. Contava com ele, assim como ele contava comigo. Tínhamos um vínculo profundo. Éramos mais íntimos agora, tínhamos mais compreensão e paciência um com o outro, do que durante a vida conjugal. Até falávamos em algum dia... E agora ele estava morto.

Lembrei de nossa última conversa pelo telefone, apenas poucos dias antes. Seu ânimo era o melhor possível e me falou da excursão que o

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coronel, como sempre, espalhara seus cartazes pela primeira cidade do itinerário e que seus discos estavam sendo tocados constantemente, no preparativo para o espetáculo.

— O velho Coronel não é de brincadeira — comentara Elvis.

— Percorremos um longo caminho, mas ele continua a usar a mesma tática antiga. É de admirar que as pessoas ainda estejam comprando.

Eu adorava ouvir Elvis rir, algo que acontecia cada vez menos.

Poucos dias antes desse último telefonema, eu soubera que ele andava deprimido e estava pensando em romper com Ginger Alden, sua namorada. Eu o conhecia bastante bem para saber que não seria uma iniciativa fácil para ele. E se soubesse que aquela seria a última vez que conversaria com ele, eu lhe diria muito mais coisas... as coisas que sempre quisera dizer e nunca o fizera, as coisas que reprimira por muitos anos, porque nunca aparecia a ocasião oportuna.

Elvis fora parte de minha vida por dezoito anos. Quando nos conhecêramos, eu acabara de completar quatorze anos. Os primeiros seis meses que passei em sua companhia foram repletos de ternura e afeição. Ofuscada pelo amor, eu não percebia nenhum dos seus defeitos ou fraquezas. Ele se tornaria a paixão de minha vida.

Elvis ensinou-me tudo: como me vestir, como andar, como aplicar maquilagem e arrumar os cabelos, como me comportar, como retribuir o amor... à sua maneira. Ao longo dos anos, ele se tornou meu pai, marido e quase Deus. Agora ele estava morto e eu me sentia mais sozinha e com mais medo do que qualquer outra ocasião de minha vida.

As horas foram se arrastando lentamente até a chegada do avião particular de Elvis, o "Lisa Marie". Por trás de portas fechadas, fiquei sentada, esperando, lembrando nossa vida em comum — a alegria, a angústia, a tristeza e os triunfos — desde a primeira vez em que ouvi o seu nome.

Era o ano de 1956. Eu morava com minha família na Base Bergstrom, da força Aérea, em Austim, Texas, onde meu pai, então Capitão Joseph Paul Beaulieu, um oficial de carreira estava estacionado. Ele chegou tarde para o jantar e me entregou um disco.



— Não sei de nada sobre esse tal de Elvis, mas deve ser muito especial — comentou ele. — Entrei na fila com metade da Força Aérea para comprar esse disco no reembolsável. Todo mundo está querendo.

Pus o disco na vitrola e ouvi a música de rock de "Blue Suede Shoes". O disco chamava-se Elvis Presley. Era o seu primeiro lançamento.

Como quase todos os jovens dos Estados Unidos, eu gostava de Elvis, embora não com o fanatismo de muitas de minhas amigas na Escola Secundária Del Valley. Todas tinham camisas de Elvis, chapéus de Elvis e meias soquetes de Elvis, além de batons em cores como "Hound Dog Orange" e Heartbreak Pink". Elvis estava em toda parte, nas figurinhas de goma de mascar e em bermudas, em diários e carteiras, em fotografias que brilhavam no escuro. Os garotos na escola começavam a tentar parecer com ele, com os cabelos penteados trás, com muita gomalina, costeletas compridas e golas levantadas.

Havia uma garota tão louca por Elvis que dirigia o seu fã clube local. Ela disse que eu poderia ingressar por 25 cents, o preço de um livro que encomendara para mim pelo reembolso postal. Ao recebê-lo, fiquei chocada ao deparar com uma fotografia de Elvis autografando os seios de duas garotas, um ato sem precedentes na ocasião.

E depois o vi na televisão, no Stage Show, de Jimmye Tommy Dorsey. Ele era sensual e bonito, olhos profundos e meditativos, lábios espichados, sorriso insinuante.

Ele avançou para o microfone, abriu as pernas, inclinou-se para trás e dedilhou a guitarra. Pôs-se a cantar com extrema confiança, remexendo o corpo numa sensualidade desenfreada. Contra a vontade, eu me senti atraída.

Algumas pessoas na audiência adulta não se mostraram muito entusiasmadas. Não demorou muito para que suas apresentações fossem rotuladas de obscena. Minha mãe declarou de forma taxativa que ele era "uma péssima influência sobre as adolescentes". E acrescentou:

— Ele desperta coisas nas moças que deveriam ficar adormecidas. Se houvesse uma marcha das mães contra Elvis Presley, eu estaria na primeira fila.



Mas eu ouvira dizer que Elvis, apesar de sua extravagância e sensualidade no palco, tivera uma rigorosa educação cristã do sul.

Era um garoto do interior que não fumava nem bebia, que amava e honrava os pais e que tratava todos os adultos como "senhor" ou "senhora".

Eu era uma típica filha de oficial da Força Aérea, uma garota bonita e tímida, que jamais se acostumara a mudar de uma base para outra a cada dois ou três anos. Aos onze anos de idade eu já vivera em seis cidades diferentes; com receio de não ser aceita, permanecia retraída ou esperava que alguém tomasse a iniciativa de fazer amizade. Descobria ser especialmente difícil ingressar numa escola no meio do ano, quando os grupos já estavam formados e os novos alunos eram considerados forasteiros.

Uma garota pequena, de cabelos castanhos compridos, olhos azuis e nariz arrebitado, eu era sempre observada pelas colegas. A princípio, as garotas me encaravam como uma rival, receando que eu pudesse tomar seus namorados. Eu tinha a impressão de que me sentia mais à vontade com os rapazes... e geralmente eles se mostravam mais amistosos.

As pessoas sempre diziam que eu era a mais bonita da escola, mas nunca me senti assim. Era magra, quase esquelética; e mesmo que fosse tão atraente quanto diziam, queria ter algo mais que apenas boa aparência. Só com minha família é que eu me sentia totalmente amada e protegida. Afetivos e solidários eles me proporcionavam estabilidade.

Modelo fotográfico antes do casamento, minha mãe se devotava inteiramente à família. Como a mais velha, era minha responsabilidade ajudá-la com os menores. Depois de mim, havia Don, quatro anos mais moço, e Michelle, minha única irmã que era cinco anos mais moça do que Dom. Jeff e os gêmeos, Tim e Tom, ainda não haviam nascido.

Minha mãe era inibida demais para falar sobre as coisas da vida e por isso recebi toda a educação sexual na escola, no sexto ano.

Alguns garotos estavam circulando um livro que parecia a Bíblia por fora, mas quando se abria o que se encontrava eram ilustrações de homens fazendo amor com mulheres e homens fazendo amor entre si.


Meu corpo estava mudando e se agitando com novas sensações. Eu recebia olhares constantes dos rapazes na escola e houve uma ocasião em que uma fotografia minha, numa suéter justa de gola rolê, foi roubada do quadro de avisos da escola. Contudo, eu ainda era uma criança, embaraçada por minha sexualidade. Fantasiava interminavelmente sobre o beijo de língua, mas quando a turma brincava de girar a garrafa eu levava meia hora para permitir que algum rapaz me beijasse de lábios fechados.

Meu pai, forte e bonito, era o centro de nosso mundo. Um homem muito esforçado e determinado, formara-se em Administração de Empresas pela Universidade do Texas. Em casa, mantinha tudo sobre controle. Acreditava firmemente na disciplina e responsabilidade e tínhamos conflitos freqüentes. Quando me tornei animadora de torcida, aos treze anos, não era fácil convencê-lo a me deixar ir aos jogos em outras cidades. Havia ocasiões em que não havia choro, súplicas ou apelos a minha mãe que pudessem fazê-lo mudar de idéia. Quando ele tomava uma decisão, era ponto final.

Eu conseguia envolvê-lo de vez em quando. Quando ele não deu permissão para que eu usasse uma saia justa, ingressei nas bandeirantes, a fim de poder vestir seu uniforme bem justo.

Meus pais eram sobreviventes. Muitas vezes se debatiam com dificuldades financeiras, mas os filhos eram os últimos a sentir.

Quando eu era pequena, minha mãe costurava lindas toalhas de mesa para cobrir os engradados de laranjas que usávamos como mesinhas. Em vez de ficar sem, procurávamos tirar o melhor proveito do que tínhamos.

O jantar era sempre uma atividade de grupo: mamãe cozinhava, um de nós punha a mesa e o resto cuidava da limpeza. Ninguém ficava sem fazer nada, mas éramos sempre solidários uns com os outros. Eu me sentia afortunada por ter uma família tão unida.

Eu me sentia fascinada ao folhear velhos álbuns de fotografias, mostrando meus pais quando eram jovens. Sentia a maior curiosidade pelo passado. A Segunda Guerra Mundial me intrigava, especialmente porque papai lutara com os fuzileiros em Okinawa.

Ele parecia muito bonito de uniforme — dava para se perceber que estava posando para mamãe — mas de certa forma o sorriso dava a
 

impressão de estar deslocado, ainda mais quando se sabia o lugar em que se encontrava. Quando eu lia o bilhete no verso da foto, sobre o quanto ele sentia saudade de mamãe, meus olhos sempre se enchiam de lágrimas.

Vasculhando os guardados da família, deparei com uma pequena caixa de madeira. Lá dentro havia uma bandeira americana, meticulosamente dobrada, do tipo que eu sabia ser dado às viúvas de militares mortos em serviço. Havia também uma fotografia de mamãe enlaçando um estranho, com um bebê em seu colo. No verso, estava inscrito: "Mamãe, Papai e Priscilla". Eu descobrira uma família secreta.

Sentindo-me traída, fui correndo para telefonar para minha mãe, que se encontrava numa festa nas proximidades. Poucos minutos depois estava chorando, enquanto ela me acalmava e explicava que eu tinha seis meses de idade quando meu verdadeiro pai, Tenente James Wagner, um lindo piloto da marinha, morrera num acidente de avião, ao voltar para casa em licença. Dois anos e meio depois ela casara com Paul Beaulieu, que me adotara e sempre me amara como se eu fosse sua própria filha.

Mamãe sugeriu que eu não revelasse a descoberta a meus irmãos. Achava que poderia ser um risco para a intimidade da família, mas o fato é que, quando se tornou conhecido, não teve qualquer efeito sobre os nossos sentimentos. Ela me deu um medalhão de ouro que ganhara de presente de meu pai. Eu adorava esse medalhão e usei-o por muitos anos, fantasiando que meu pai morrera como um grande herói. Em momentos de angústia emocional e solidão, ele se tornara meu anjo da guarda.

Ao final do ano, eu fora indicada para concorrer ao título de Rainha da Escola. Foi minha primeira experiência de política e competição, particularmente difícil porque eu disputava contra Pam Rutherford, minha melhor amiga.

Cada uma tinha um gerente de campanha, que nos apresentava, de casa em casa. Meu gerente tentava persuadir cada pessoa a votar em mim e doar cinco cents ou mais por voto para um fundo da escola. Eu tinha certeza de que a competição poria em risco minha amizade com Pam, que para mim era mais importante do que vencer. Pensei em largar tudo, mas conclui que não poderia decepcionar meus pais ou meus partidários.



Enquanto mamãe procurava um vestido para eu usar na coroação, papai insistia para que eu decorasse o discurso de aceitação do título.

Era o último dia da votação e começou a circular o rumor de que os avós de Pam haviam dado uma nota de cem dólares para a compra de votos. Meus pais ficaram desapontados: não havia possibilidade de entrarem com tanto dinheiro e não o fariam mesmo que pudessem, por uma questão de princípio.

Na noite que anunciaram a vencedora eu vestia uma roupa nova, azul-turquesa, de tule, sem alças, que coçava tanto que me sentia ansiosa em tirá-la. Sentei ao lado de Pan no palanque do enorme auditório da escola. Podia ver que meus pais exibiam expressões felizes e confiantes, mas tinha certeza de que eles acabariam desolados. A diretora avançou para o pódio.

— E agora... — Ela fez uma pausa, a fim de aumentar o suspense. — chegou o momento pelo qual todos esperavam... a culminação de um mês de campanha por nossas duas lindas concorrentes, Priscilla Beaulieu... — Todos os olhos se viraram em minha direção. Eu corei e olhei para Pan. —... e Pam Rutherford.

Nossos olhos se encontraram por um momento breve e tenso.

— A nova Rainha da Escola Secundária Del Valley é ... — Um ressoar de tambores.

—... Priscilla Beaulieu!

A audiência pôs-se a aplaudir freneticamente. Eu estava em choque. Chamada ao palco para fazer meu discurso, fiquei desesperada, porque não tinha nenhum preparado. Tinha certeza de que ia perder, não me dera ao trabalho de escrever alguma coisa. Fui andando até o pódio, trêmula, olhei para o auditório apinhado. Tudo o que podia ver era o rosto de meu pai, cada vez mais desapontado ao perceber que eu nada tinha para dizer. Quando finalmente falei, foi para pedir desculpa.

— Senhoras e senhores, sinto muito — balbuciei. — Não estou preparada para fazer um discurso, já que não esperava vencer. Mas muito obrigada a todos por terem votado em mim. Farei o melhor possível. Uma pausa e acrescentei, olhando para meu pai: — Desculpe, papai.
 

Fiquei surpresa quando a audiência graciosamente aplaudiu, mas ainda tinha de enfrentar o meu pai e ouvi-lo dizer "Eu não falei?"

Ser eleita Rainha da Escola foi uma vitória entre doce e amarga, porque a intimidade que Pan e eu outrora partilhávamos acabou. De qualquer forma, a coroa simbolizava um sentimento desconhecido e maravilhoso: a aceitação.

Minha tranqüilidade recém-encontrada terminou abruptamente quando meu pai anunciou que estava sendo transferido para Wiesbaden, na Alemanha Ocidental. Fiquei desesperada. A Alemanha era no outro lado do mundo. Todos os meus medos voltaram. Meu primeiro pensamento foi: O que vou fazer com meus amigos? Falei com mamãe, que se mostrou compreensiva, mas lembrou que estávamos na Força Aérea e a mudança era uma parte inevitável de nossas vidas.

Concluí a primeira parte do curso secundário, Jeff nasceu e nos despedimos dos vizinhos e amigos. Todos prometeram escrever ou telefonar, mas eu sabia que isso dificilmente aconteceria, pois recordava promessas similares anteriores. Minha amiga Ângela me disse, em tom de brincadeira, que Elvis Presley estava fazendo o serviço militar em Bad Neuheim, Alemanha Ocidental.

— Já pensou nisso? Você estará no mesmo país que Elvis Presley. Examinamos um mapa e descobrimos que Bad Neuheim ficava perto de Wiesbaden. E comentei:

— Vou até lá para conhecer Elvis.

Nós rimos, nos abraçamos e despedimos. O vôo de quinze horas para a Alemanha Ocidental pareceu interminável, mas finalmente chegamos à linda e antiga cidade de Wiesbaden, sede da Força Aérea dos Estados Unidos na Europa. Fomos nos hospedar no Hotel Helene, um prédio enorme e venerável na rua principal. Depois de três meses, a vida no hotel estava muito cara e começamos a procurar uma casa para alugar. Tivemos sorte de encontrar um apartamento grande num prédio clássico, construído muito antes da Primeira Guerra Mundial. Mudamos logo depois e notamos que todos os outros apartamentos estavam alugados para moças solteiras. As "Fräuleins" andavam durante o dia todo em roupões e negligês e à noite


se vestiam a capricho. Assim que aprendemos um pouco de alemão, compreendemos que, embora a pensão fosse bastante discreta, estávamos vivendo num bordel.

Era impossível mudar, pois havia uma escassez de moradias. Mas o local em nada contribuiu para meu ajustamento. Não apenas estava isolada das outras famílias americanas, mas também havia a barreira da língua. Já estava acostumada a mudar de escola com freqüência, mas um país estrangeiro apresentava problemas inteiramente novos — e o principal era o fato de não ter ninguém com quem pudesse partilhar meus pensamentos. Comecei a sentir que minha vida parara por completo. Setembro chegou e as aulas começaram. Mais uma vez eu era a garota nova. Não era mais popular e segura como me sentira na Del.

Havia um lugar chamado Eagles Club, onde as famílias dos militares americanos costumavam fazer refeições e se encontrar socialmente. Dava para ir a pé da pensão e logo se tornou uma descoberta importante para mim. Todos os dias, depois das aulas, eu ia à lanchonete que havia ali, ficava escutando a vitrola automática e escrevia cartas para minhas amigas em Austin, dizendo como sentia saudade de todo mundo. Desmanchando-me em lágrimas, gastava a minha mesada tocando as músicas mais populares nos Estados Unidos, como "Venus", de Frankie Avalon, e "All I Have to Do Is Dream", dos Everly Brothers.

Numa tarde quente de verão eu estava sentada ali com meu irmão Don quando notei um homem bonito, na casa dos vinte anos, que não tirava os olhos de mim. Já o vira me observando antes, mas nunca lhe prestara qualquer atenção. Desta vez, porém, ele se levantou e aproximou-se de mim. Apresentou-se como Currie Grant e perguntou meu nome.

— Priscilla Beaulieu— respondi, imediatamente desconfiada, pois ele era muito mais velho.

Ele perguntou de que lugar dos Estados Unidos eu vinha, se estava gostando da Alemanha e se apreciava Elvis Presley.

— Claro — respondi, rindo. — Quem não gosta dele?

— Sou grande amigo de Elvis. Minha mulher e eu estamos sempre indo à casa dele. Não gostaria de nos acompanhar uma noite? Despreparada para um convite tão extraordinário, eu me senti ainda mais


cética e cautelosa. E declarei que teria de pedir permissão a meus pais. Durante as duas semanas seguintes Currie conheceu meus pais. Ele estava também na Força Aérea e papai verificou suas credenciais, descobrindo que conhecia seu comandante. Isso pareceu romper o gelo entre os dois. Currie garantiu a papai que eu seria devidamente vigiada quando visitássemos Elvis, que vivia numa casa perto da base, em Bad Neuheim.

Vasculhei meu armário na noite marcada, tentando encontrar uma roupa apropriada. Nada parecia bastante elegante para um encontro com Elvis Presley. Acabei escolhendo um vestido branco e azul, sapatos e meias brancas. Contemplando-me no espelho, achei que estava atraente, mas estava convencida de que não causaria qualquer impressão em Elvis, já que tinha apenas quatorze anos.

Currie Grant apareceu às oito horas, em companhia de sua atraente esposa, Carole. Ansiosa, mal falei com qualquer dos dois, durante a viagem de carro de 45 minutos. Entramos na cidadezinha de Bad Neuheim, com suas ruas estreitas, calçamento de pedras, casas feias e antigas. Eu me mantinha atenta, à espera de avistar o que presumia ser a enorme mansão de Elvis. Em vez disso, Currie parou o carro diante de uma casa de aparência comum, de três andares, com uma cerca de madeira branca. Havia uma placa em alemão no portão que avisava:

AUTÓGRAFOS SOMENTE ENTRE SETE E OITO HORAS DA NOITE.

Embora já passasse de oito horas, havia um grupo grande de moças alemãs por ali, expectantes. Quando interroguei Currie a respeito, ele explicou que sempre havia muitas fãs na frente da casa, esperando por um vislumbre de Elvis.

Segui Currie pelo portão e subimos pelo pequeno caminho até a casa. Fomos recebidos por Vernon Preley, o pai de Elvis, um homem alto, atraente, de cabelos grisalhos, que nos levou por um corredor comprido até a sala de estar, de onde eu podia ouvir Brenda Lee na vitrola, cantando "Sweet Nothin's".

A sala simples, quase insípida, estava cheia de pessoas, mas avistei Elvis no mesmo instante. Era mais bonito do que parecia nos filmes, mais
 

jovem e com uma aparência mais vulnerável, os cabelos bem curtos de soldado. Estava à paisana, com uma suéter vermelha e calça castanha amarelada, sentado com a perna por cima do braço de uma poltrona grande, com um charuto pendendo dos lábios.

Quando Currie me levou em sua direção, Elvis levantou-se e sorriu.

— Ora, ora, o que temos aqui? — disse ele.

Não falei nada. Não podia. Só tinha condição de fitá-lo fixamente.

— Elvis — disse Currie — esta é Priscilla Beaulieu. A garota de quem lhe falei.

Trocamos um aperto de mão e ele disse:

— Oi. Sou Elvis Presley.

Depois, houve um silêncio entre nós, até que Elvis convidou-me a sentar a seu lado e Currie afastou-se.

— Está na escola? — perguntou Elvis.

— Estou.

— E está no começo ou no final da escola secundária?

Corei e não respondi, não querendo revelar que estava apenas no nono ano.

— E então? — insistiu Elvis;

— Estou no nono.

— Ele ficou confuso.

— Nono o quê?

— Nono ano — balbuciei.

— Nono ano! — exclamou ele, rindo, — Ora você não passa de uma criança!

— Obrigada — respondi, bruscamente, pois nem mesmo Elvis Presley tinha o direito de falar assim.

— Parece que a garotinha não é fácil — comentou ele, rindo de novo, divertido com a minha reação.

Elvis me presenteou com o seu sorriso encantador e todo o meu ressentimento se derreteu.

Conversamos mais um pouco. Depois, Elvis levantou-se, foi para o piano e sentou-se. A sala ficou em silêncio. Todos os olhos se fixaram nele. Elvis cantou "Rags to Riches" e "Are You Lonesome Tonight?" e depois, com
 
amigos cantando em harmonia,"End of the Rainbow". Também ofereceu uma interpretação de Jerry Lee Lewis. Martelando as teclas com tanta força que um copo com água que pusera em cima do piano começou a escorregar. Quando Elvis pegou-o, sem perder uma nota da canção, todos riram e aplaudiram — menos eu. Estava nervosa. Olhei ao redor e vi um pôster intimidativo, em tamanho natural, de Brigite Bardot semi nua, preso na parede. Ela era a última pessoa que eu queria ver, com seu corpo sedutor, lábios espichados e cabelos desgrenhados. Imaginando o gosto de Elvis em mulheres, eu me senti muito jovem e deslocada.

Levantei os olhos e deparei com Elvis tentando atrair minha atenção. Percebi que quanto menos reação demonstrava, mais ele passava a cantar só para mim. Mas não podia acreditar que Elvis Presley estava tentando me impressionar.

Mais tarde, ele pediu-me que o acompanhasse até a cozinha, onde me apresentou à sua avó, Minnie Mae Presley, que estava no fogão, fritando bacon numa enorme panela. Sentamos à mesa e eu disse a Elvis que não estava com fome. Na verdade, sentia-me nervosa demais para comer.

— Você é a primeira garota dos Estados Unidos que encontro em muito tempo — disse ele, enquanto começava a devorar o primeiro de cinco imensos sanduíches de bacon, todos com mostarda.

— Quem é que a turma por lá está ouvindo?

Soltei uma risada.

— Está brincando? Todo mundo ouve você!

Elvis não ficou convencido. Fez-me uma porção de perguntas sobre Fabian e Ricky Nelson. Comentou que estava preocupado com a aceitação das fãs quando voltasse aos Estados Unidos. Como estava ausente há algum tempo, não aparecia em espetáculos públicos nem em filmes, embora tivesse cinco músicas nas paradas de sucesso, todas gravadas antes de sua partida.

Parecia que mal começáramos a conversar quando Currie entrou na cozinha e apontou para o relógio. Eu receara aquele momento; a noite correra muito depressa. Parecia que acabara de chegar e agora já tinha de ir embora. Elvis e eu mal começávamos a nos conhecer. Sentia-me como a cinderela, sabendo que toda a magia terminaria quando soasse o toque de


ELVIS E EU

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recolher. Fiquei surpresa quando Elvis perguntou a Currie se eu poderia permanecer por mais algum tempo. Currie explicou o acordo com meu pai e Elvis sugeriu então que eu poderia voltar outro dia. Embora fosse a coisa que eu mais queria no mundo, não acreditava que pudesse acontecer. O nevoeiro era tão denso na auto-estrada, durante a volta a Wiesbaden, que só cheguei em casa às duas da madrugada. Meus pais estavam acordados e quiseram saber tudo o que acontecera. Contei que Elvis era um cavalheiro, muito divertido, cantara para os amigos, eu adorara a noite.

No dia seguinte, na escola, eu não consegui me concentrar. Os pensamentos fixavam-se exclusivamente em Elvis. Tentei recordar todas as palavras que ele me dissera, cada canção que cantara, cada expressão em seus olhos ao me fitar. Reconstituí interminavelmente nossa conversa. Seu charme era fascinante. Não contei a ninguém. Quem poderia acreditar que eu estivera com Elvis Presley na noite anterior?



CONTINUA,,,,,,,,,,,

 
 
 





 
 
 

quarta-feira, 22 de março de 2017

LIVRO ELVIS WHAT HAPPENED? CAPITULO FINAL



LIVRO ELVIS WHAT HAPPENED? CAPITULO FINAL

e aqui chegamos ao capitulo final do livro mais polemico do Blog Elvis The Man, muitos pensaram que este livro já mais seria postado aqui em sua totalidade mas se enganaram tudo o que eu me ponho há começar eu faço questão em terminar levou um bom tempo é verdade por problemas pessoais e também problemas que este livro me causou fui acusado das piores coisas falso fã de querer me aproveitar das coisas que o livro diz para trazer visibilidade para meu blog mas eu não preciso disso eu sei da luta que faço todos os dias e do valor de meu trabalho, mas isso não vem ao caso o que importa é que o livro agora esta completo e eu cumpri minha palavra e espero que todos tenham uma boa leitura,,,,,,

ASS DIEGO ELVIS


ELVIS O QUE ACONTECEU?

Era manhã de 13 de Julho de 1976, e Sonny
West estava no escritório do seu dentista
em Memphis. Red West estava no
escritório de um investigador particular
discutindo um processo que havia sido
interposto contra Presley. Dave Hebler
estava na piscina do "Hotel Travel Lodge,"
perto do Aeroporto de Memphis.
Judy, minha esposa me ligou, diz Sonny, e
me disse que "Vernon Presley" tinha ligado
para o "Hotel Travel Lodge" querendo falar
comigo sobre "um assunto muito
importante." Eu liguei para o "Sr. Presley"
do escritório do dentista. Ele estava em
Graceland. Ele disse que gostaria de me ver
pessoalmente. Eu lhe disse que era "um
homem adulto" e poderia lidar com
qualquer coisa que ele poderia me dizer por
telefone.
A voz de Vernonon Presley baixou e ele
disse "bem as coisas não têm ido muito

bem, e bem,vamos ter que cortar nas
despesas e vamos ter que deixar algumas
pessoas de fora."
Vernon Presley disse: "Sim, eu receio, que
haverá outros de fora também,
infelizmente." Sonny perguntou quem eram
os outros, mas Vernon se recusou a
responder, acrescentando que ele preferia
dizer a eles pessoalmente.
Atordoado, Sonny voltou para o hotel e
assistiu melancolicamente fora do seu
quarto de hotel seu jovem filho "Bryan" e
sua linda esposa sentandos perto da
piscina. Ele se perguntava como ele faria
para dar a notícia a ela. Sonny chamou
Dave e deu a a notícia para ele. Dave
respondeu que ele também tinha sido
chamado para ver Vernon. Parecia que ele
estava indo para ser despedido também, e
isso se "materializou" cerca de uma hora
mais tarde. Red foi chamado no quarto de
Sonny logo depois. Sua voz estava triste.
"Eu fui demitido, cara." Isso completou as
demissões de Sonny, Red e Dave.
Vernon Presley disse a todos eles que foi
por "razões econômicas." Mas os rapazes

acreditam que a execução aconteceu por
um "capricho" de Elvis Presley. "Mas o que
nos deixou mais "putos." disse Red, foi que
depois de todos esses anos que eu tinha
estado com ele, ele nunca teve tempo para
me dizer isso pessoalmente. Ele acabou de
nos demitir e pediu para o Pai dele fazer.
Isso foi cruel, "Cara."
Não foi tanto a "perda do trabalho" que
magoou os rapazes. "Foi que," diz Sonny,
nós acreditavamos, que Elvis nos amava,
que ele realmente nos amava. Nós
sabíamos que ele se comportou muito
"descontroladamente" e sabíamos que ele
poderia ter um "temperamento ruim," mas
nos acreditavamos que por baixo de tudo
isso, ele "nos amava" e nós amamos ele e
que nós eramos parte de uma família. "Isso
é o que mais dói."
Red, disse que no passado tinham oferecido
fortunas para ele escrever um livro sobre
Elvis, mas ele sempre recusou. Mesmo
quando tinhamos tido nossas "explosões de
raiva," eu nunca teria considerado isso. Nós
éramos como irmãos, "cara." Mas no final,
ele só provou que nós não significamos
nada para ele.

ELVIS O QUE ACONTECEU?

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Dave Hebler, quando recebeu o choque de
ser demitido, disse que estava aliviado. "No
passado," eu poderia ter começado com a
minha própria vida e não ter me amarrado
aos "caprichos e humores de outro ser
humano." Mas, francamente, a pior parte
de tudo isso foi contar para a minha mãe.
Ela como "muitas outras mães," acredita
que Elvis era um homem temente a Deus e
um bom cristão, que não fumava e não
bebia. "Ela é a única que vai levar um
choque quando ler isto, e por isso que eu
sinto muito."
Todos os três, apesar de sua "amargura
óbvia sobre a demissão" e a "compreensão
de que Presley não sentia nada por eles,"
rezam e esperam que Presley vai ler o livro
e chegar a uma "percepção" de que sua vida
está levando-o para o caminho do desastre.
"Ele vai ler," diz Sonny, "e ele vai ficar
pulando de raiva, porque ele sabe que cada
palavra que nós falamos aqui é verdadeira,
e nós vamos fazer um teste no detector de
mentiras para provar isso."
"Mas somente isso" talvez vai fazer algo de
bom, se ele puder "perceber" o que ele está

fazendo para si mesmo. Dadas as
circunstâncias, teria sido quase impossível
para um homem como Presley, dado a sua
experiência, para vir a vida sem ter a sua
estabilidade de existência ameaçada.
Pobres crianças sujas não crescem em uma
cidade de barracos e se tornam milionárias
antes que eles completem "vinte e um anos
de idade" todos os dias da semana. Presley
foi um caso "clássico" que "teve muito" em
pouco tempo.
Red, sente que se sua mãe tivesse vivido,
ela teria trazido um sentido para a vida de
Presley, que ele parece sentir tanta falta. Se
ele ainda fosse casado com Priscilla, a
mesma coisa poderia ter acontecido.
Presley, um dos homens mais
"glamourosos do mundo," hoje, é um
homem muito solitário. "Isso é um pouco
triste," diz Red. "Todo esse dinheiro, todas
as casas e todo o conforto, e ainda Elvis não
sabe se ele tem um amigo verdadeiro no
mundo." "Ele não sabe se as pessoas que
estão ao redor dele estão lá por dinheiro ou
por causa dele." Eu o amava, mas agora ele
não me tem.

Três meses depois das demissões, um
homem chamou os rapazes perguntando se
eles aceitavam colocar tudo isso para fora
escrevendo um livro sobre Presley. Os
rapazes se recusaram. No dia seguinte, Red
ligou para Graceland e falou com "Charlie
Hodge," que lhe disse que Presley fez
"besteira."

ELVIS O QUE ACONTECEU?

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LIGAÇÃO DE ELVIS PARA RED

Às sete da manhã do dia seguinte, "um
Presley com uma voz chorosa" ligou de um
Hotel em Hollywood para Red. A conversa
foi assim:
PRESLEY: O que você está fazendo, cara?
RED: Eu acabei de acordar.
PRESLEY: Eu estava apenas em uma
dessas farras cantando. Eu tenho duas
novas guitarras e estou cantando pra
caramba ..Estou assistindo "little kids
marvel." Eu estou sozinho..Linda está em
Los Angeles, ela está mudando de
apartamento. Nós tivemos naquele
apartamento, e as pessoas acharam que eu
estava morando lá, então o dono aumentou
duas vezes o preço do aluguel. Ela agora
tem um adequado na parte de baixo da rua.
"Charlie" (Hodge) me contou sobre a
conversa que todos vocês tiveram, eu acho
que eu devo uma explicação, 

RED: Eu gostaria que você tivesse vindo até
mim para me dizer.
PRESLEY: Você não faz uma coisa como
essa sem um motivo, isso é negócio do meu
Pai.
RED: Não, não é.
PRESLEY: Eu estava recebendo um monte
de excesso de pressão ..você sabe essa coisa
do racketball? [A empresa que ele entrou]
duas quadras por "um milhão e trezentos
mil dólares." Meu entendimento era que
nós iriamos apenas usar o meu nome. E
isso é tudo, esse foi o contrato que eu
assinei. Eu fiz isso como um favor para o
"Dr. Nick" [Nichopoulosl e "Joe"
[Espositoj. Eu só estou tentando dizer
algumas das coisas que levaram a isso...Eu
estava tão errado sobre "Dave Hebler."
Apenas uma coisa ruim da minha parte. Ele
foi muito fraco e sorrateiro. Ele odiava
todos vocês e todos os outros e eu continuei
escutando essa merda. Isso somente
queimou os meus ouvidos sobre esses
malditos processos, você sabe como são os
advogados. Havia "seis processos" em dois
anos. Eu não sei se você ouviu isso, mas

eles estavam tentando provar que nós
somos loucos.Estou falando de algumas
"pessoas influentes" que estavam
verificando os relatórios dos psiquiatras.
Eles estavam tentando provar que somos
loucos, o grupo inteiro.
RED: Eu não podia acreditar. Você estava
fora da cidade. Seu pai nos chamou e falou
sobre o "corte das despesas" e dando-nos
uma semana de aviso prévio. Eles dão duas
semanas para os trabalhadores chineses.
PRESLEY: Eu não sabia nada sobre isso,
fiquei sabendo a coisa de uma semana.
RED: "Minha bunda caiu," pra começar. Eu
estou um pouco magoado
PRESLEY: Bem, eu posso ver isso. Você
sabe que a minha maldita voz esta tão
fraca. Eu faço "J.D. Sumner" soar como um
tenor. Meus dedos estão com bolhas. Eu
não estou operando em um único cilindro.
Bem, você sabe, o que aconteceu foi uma
combinação de um monte de coisas que.
.Isso foi como uma queima de fusível. E
perder de vista um monte de coisas.
Especialmente você, sua família e tudo.
RED: Isso foi insensível, cara.

ELVIS: Eu amo Pat (a mulher de Red).
Você tem uma boa família e tudo.
RED: Talvez às vezes eu superprotegi você.
Você tem problemas.
PRESLEY: Bem, você sabe o que é. É como
aquele cara velho disse em "Cool Hand
Luke", "uma falha de comunicação."
RED: Nós com certeza não tivemos "muita
comunicação no último ano" ou desta
maneira.
PRESLEY: Como eu disse, isso foi apenas
uma série de coisas. Se eu pudesse colocálos
para fora para você, um por um, eu
poderia mostrar-lhe as razões do
separatismo ..Meu pai estava
doente...quase morto. Minha família está
enfiada em todos os lugares dos Estados
Unidos. São esses malditos advogados com
esses processos judiciais que estão fazendo
tempestade em copo d'água.
RED: Nós tivemos alguns momentos
difíceis. Todo mundo depois chutou nossa
bunda.
PRESLEY: Isso é o que quero dizer. Alguns
ficam de fora...ou acha que eles ficam. O

que eles tentam fazer é estabelecer um
padrão de loucura e violência. Como eu fiz
atirando naquela lâmpada lá.
VERMELHO: Onde foi isso?
PRESLEY: No Hotel Hilton com a mira de
uma pistola 22.
RED: Bem, nós somos conhecidos como o
"Bando dos Selvagens."
PRESLEY: Sim, os bons e velhos tempos
ainda são um fato.
RED: Mas a diversão foi embora.
PRESLEY: A diversão deixou de existir. Eu
não podia apontar isso. Eu não podia
localizá-lo. . essas malditas quadras de
racketball. Duas quadras por meio milhão
de dólares cada uma.
RED: Isso é demais.
PRESLEY: Que merda, cara. . o pobre Joe
teve que hipotecar a casa da mãe dele para
conseguir o dinheiro. Isso é o que ele teve
que fazer. Bem, eu fiquei estressado. Isso
começou meio inocente, foi me dito uma
coisa, como se eu não tivesse que colocar
uma moeda de dez centavos. Eu não

precisava dar dinheiro nem nada. Bem,
então o contrato foi assinado. Eu falei com
papai sobre isso só depois que ele saiu do
hospital. Nós conversamos durante um
tempo se isso poderia ajudar Joe e Nick,
então eles poderiam usar o meu nome
porque eu não podia me beneficiar com
nada daquilo lá. Ontém eu falei com meus
advogados sobre o racketball. O que
poderia acontecer é que nós estaríamos
fora, e eles começaram a bater-me para
"dez mil, mil." Bem, eu pensei porque vocês
estão pedindo esse dinheiro? Eles vieram
em turnê, fingindo estar interessado em
livros de numerologia. . Tudo se encaixa
agora...Isso significa que eles queriam que
eu desse "oitenta mil dólares." Eu disse
para quê? Disseram-me para um secretário.
RED: Porra, esses secretários, eles têm uma
ligação ou algo assim?
PRESLEY: Eu disse como diabos um
secretário vai custar oitenta mil dólares? Eu
não queria esmagar os sonhos deles. Eu
tentei agarrar isso com eles lá, você sabe.
Eles tinham todos estes cartões e essas
merdas impressas.O presidente do
conselho começou com "Presley Centro de

ELVIS O QUE ACONTECEU?

Imagem relacionada


Quadras de Racketball" e alterou para
"Elvis Presley Centro de Quadras de
Racketball" sem me perguntar nada.
RED: Mas o velho Red estava fazendo seu
trabalho.
PRESLEY: Eu não estou usando isso como
um exemplo. Eu estou apenas dizendo a
você. O que começou como uma amizade e
um favor transformou-se em um projeto de
"um milhão e trezentos mil dólares." Você
percebe quanto tempo seria necessário para
obter algum lucro? Esses empreiteiros são
empresários de sangue-frio. Eu estou no
processo de sair fora disso. Você sabe que
eu não me importo muito com racketball.
RED: Eu acho que toda essa pressão foi o
que levou ao nosso fim. Isso foi um choque.
Nós estamos todos quebrados. Eu vendi
minha casa. Eu odiei fazer isso.
PRESLEY: Você vendeu sua casa?
RED: Oh, sim, eu vendi minha casa, odiei
fazer isso. Isso foi um tempo ruim para
todos.
PRESLEY: Bem, acho que nunca existiu
realmente bons tempos. Também foi ruim

para mim. Eu não fiquei muito tempo fora
do hospital para começar a rolar isso. Meu
pai, eu quase o perdi. Ele é meu pai,
independentemente de qualquer coisa.
RED: Eu entendo, mas se eu tivesse
escutado de você, teria sido mais fácil de
entender.
PRESLEY: Bem, eu não faço negócios e
coisas dessa natureza, eu não faço isso.
RED: Você quer dizer sobre ter demitido
nós e tudo?
PRESLEY: Sim, eu tive que ir para Palm
Springs, analisar e ponderar. .as malditas
quadras de racketball. Eu ainda estou
vendo pequenas bolas distorcidas. Mas
Charlie estava dizendo. .Charlie falou com
você e você pensou que eu estava na linha
escutando. Eu estava na casa de papai
mostrandoa a ele todas essas cifras. Se eu
queria ouvir alguma coisa da conversa de
vocês, eu não faria isso. Eu faria de outra
forma.
RED: Você sabe como todo mundo fica
paranóico.

PRESLEY: Ah, claro, é como olhar por cima
do ombro e não saber o que diabos é isso,
independentemente do que seja. Como está
Pat as crianças e as coisas?
RED: Aguentando até eu conseguir alguma
coisa.
PRESLEY: Eu fiquei muito desiludido com
Hebler. Ele é falso e me contou coisas
terríveis.
RED: O que ele fez?
PRESLEY: Ele dizia coisas pequenas para
mim, coisas que ele odiava. Ed Parker me
disse para mantê-lo a distância. Isso
continou assim durante uns dois anos.
RED: Eu não sei do que você está falando.
PRESLEY: É difícil de explicar. Eu não
acho que ele gostava de ninguém do nosso
grupo. Eu acho que eu me tornei uma nota
de um dólar para ele. No processo, ele
perdeu a visão do "Elvis humano." Isso
pode acontecer facilmente. Foi o que
aconteceu, cara. Eu me tornei um "objeto,"
não uma "pessoa." Eu não sou uma
"marca," eu não sou aquela "foto na
parede" eu sou eu mesmo. Você está tão

errado em uma coisa e não ficar paranóico.
Eu estou falando com você como um amigo
em uma linha "privada" e não há nenhuma
alma aqui. Eu não estou "fodido" de
maneira nenhuma, pode ter certeza. Eu
nunca estive em melhor condição na minha
vida.
RED: Você está muito fodido. Isso é o que
eu estou falando, e você sabe muito bem em
que.
PRESLEY: Bem, eu tive um divórcio, você
sabe, você estava lá. Essa coisa do
casamento. (Referindo-se a queixa de Red
que ele não foi convidado para seu
casamento com Priscilla), eu não tive nada
a ver com isso. Que estava totalmente
pressionado. Eu nem mesmo sabia que
estava lá naquela pequena sala antiga do
tamanho de um banheiro com um Juiz da
Suprema Corte de Justiça. Isso foi feito tão
rápido que eu não sabia que eu era casado.
Eu vi isso naquela época, mas não foi culpa
minha. Eu não tive nada a ver com isso.
você sabe. De repente eu estava casado.
Quando você passa por isso, você mantem
sua mente na coisa.

ELVIS O QUE ACONTECEU?

RED: Vamos para a mais recente dupla,
três anos. Vamos enfrentar isso, você não
se divertiu..
PRESLEY: Eu gosto do meu trabalho.
RED: Eu sei disso, mas e o resto do tempo?
PRESLEY: Nós tivemos um tempo muito
bom em Vail.
RED: Eu sei que tivemos.
RED: Nós sempre estávamos preocupados
com você. Nós estávamos preocupados com
você, tomando essas coisas.
PRESLEY: Você estava "tão preocupado
comigo" que se virou contra mim e está
tentando me magoar, Você vê, eu sei o que
é isso.
RED: Bem, isso foi depois de você me
magoar. Você magoou muito ruim a mim e
a minha família. Você nos deixou de fora na
indiferença, então não vamos falar sobre eu
magoar você.
PRESLEY: As coisas passam se você não
sabe.
RED: Tudo o que eu sei é que eu fui
deixado de fora na indiferença.

PRESLEY: Tudo o que sei era que tinha
sido criado muitos atritos no grupo, as
vibrações eram tão ruim, as pessoas
ficaram assustadas com as mudanças e não
queria mudar e tudo, então quem sabe o
que diabos eles estavam ouvindo e falando.
Eu só sei que isso foi muito, muito tenso.
Uma situação que poderia ter sido divertida
e relaxada, alguma coisa deu errado, e essa
coisa de racketball e tudo o mais e todas as
coisas pessoais. Era um fato que tinhamos
que cortar nas despesas.
RED: Você faz o que você tem que fazer.
Você poderia ter cortado outra pessoa. Eu
pensei que de alguma maneira eu era
importante para a organização, e eu estou
feliz que eu descobri que eu não sou. Eu
ainda tenho um pouco de vida. Eu vou
aproveitá-la.
PRESLEY: Ah, sim .,Isso foi apenas uma
situação infeliz. É só agora que isso
começou a ficar com um pé para trás. Meu
pai perdeu quase 15kg.. Acho que agora ele
está de volta aos 68kg. Isso me chocou e me
matou de susto. Porque você sabe como me
sinto, Porque você sabe como você se sentiu
sobre o seu pai. 'Suspeitas foram lançadas

sobre o grupo ..eu não conseguia descobrir
a fonte embora." Assim como aquela
música que fizemos juntos, "Nós Não
Podemos Continuar Juntos" ou como a
música "Mentes Suspeitas". Talvez eu tenha
feito isso bruscamente "Primeiro eu quero
admitir que fiz isso sem pensar," Você sabe
que Sonny não estava por perto. Não tenho
nada contra Sonny. Hebler tentou
intimidar do jeito dele, através de tudo com
a tática dele de assustar alguns desses caras
jovens. Eles fariam perguntas e como eles
nunca receberiam uma resposta direta. Eles
foram recusados.em cada esquina. Eu senti
que eu deveria falar com você e deixá-lo ver
o meu lado.
RED: Eu agradeço. Isso é o que eu gostaria
que tivéssemos feito primeiro. Talvez eu
poderia ter entendido um pouco melhor. O
que está feito está feito. Desejo-lhe toda a
sorte e espero que você fique onde você está
para mais de quarenta anos.
PRESLEY: Eu estou trabalhando nisso.
RED: Você tem de ficar saudável, Elvis, faz
muito tempo que você não está saudável.

PRESLEY: Oh, sim, eu estou. Eu só fiquei
com um físico perfeito da cabeça aos pés,
nas últimas três semanas. Uma dequelas
coisas que é exigida pelo "Lloyds" de
Londres. Aquela coisa que eu tinha, de
"obstrução intestinal," se corrigiu. Eu fiz
uma dieta líquida estranha. Aquele grande
intestino lá embaixo tem que ter massa, eu
fiz vinte dias de dieta, e ouvi dizer que foi
outro erro. Acontece que o intestino grosso
não tinha nada para trabalhar, assim como
resultado, parou de funcionar. "Eu
continuo ouvindo essa merda sobre eu ser
gordo e de meia-idade."
RED: Não, não, você come muito, mas você
não é gordo, você pode dizer que algo
estava errado, alguma coisa dentro estava
errado. Quando eu tentei falar com você
sobre isso, você ia ficar louco, você não
queria ouvir. Nós estávamos preocupados
com isso.
PRESLEY: Você sabe, eu pensei que eu
tinha dito a vocês que era a parte inferior
do intestino. Eu deveria passar por uma
cirurgia e tomar parte disso fora. Isso
estava me esgotando psicologicamente,
porque eu não sabia o que era.

RED: Bem, eu estou feliz que está tudo
esclarecido. Eu realmente estou.
PRESLEY: essa loucura tem sido
esclarecida faz muito tempo. Isso foi
apenas uma falha de comunicação. O que
tivemos foi uma falha de comunicação.
Como aquela música de Roy Hamilton fez.
"Entendimento Resolve Todos Os
Problemas."
RED: Nós não tivemos muito entendimento
lá.
PRESLEY: Eu não sei se foi você ou eu, ou
se isso estava vindo de outra pessoa...você
sabe, "vibrações negativas."
RED: Eu não estou nessa coisa psíquica.
PRESLEY: Eu não sou qualquer um, mas
eu sei que estamos constantemente
enviando e recebendo o tempo todo. Eu
podia sentir as coisas negativas, mas eu não
podia identificar exatamente o que era. Eu
só cheguei em um ponto de ebulição,
esperava que você poderia entender isso.
Era uma coisa temporária. Isso é o que era.
Eu não sinto que eu poderia me comunicar
com ninguém. Eu me senti terrivelmente
sozinho, você sabe, como o número oito. A

única coisa que diz que eles são
intensamente sozinhos nos seus corações.
Por esta razão, eles sentem que eles se
sentem solitários, mas na realidade eles
têm corações quentes em direção aos
oprimidos. Mas eles escondem seus
sentimentos na vida, mas do que eles
desejam. Bem, eu sou pessoa de número
oito e você também.
RED: Isto foi solitário, cara. Eu posso dizer
tudo para você.
PRESLEY: Bem, eu posso ver isso. Talvez
eu estivesse ausente e ouvindo muito
rápido..Me irritou quando você estava
falando com Charlie e disse que eu estava
todo fodido. Eu não estou. Eu tenho uma
filha e uma vida. "Que proveito tem o
homem ganhar o mundo e perder a sua
alma?" Eu adoro cantar ..desde que eu
tinha dois anos. Nós estávamos sentados
aqui tocando guitarra e cantando algumas
músicas, "O amor é uma coisa
maravilhosa", e eu e Charlie estávamos
falando sobre essa parte da harmonia, que
estava faltando a parte da harmonia.

RED: Bem, o que eu posso dizer, eu sinto
falta de cantar isso.
PRESLEY: Bem, olha, você cuidar de você
mesmo e da sua família, e se precisar de
mim para qualquer coisa, eu serei mais do
que feliz em ajudar.
RED: Agradeço.
PRESLEY: Eu quero dizer isso. Eu não dou
um maldito, Isso não tem porra nenhuma a
ver com artigos ou nenhuma publicação ou
nenhuma dessa merda. .que eu já ouvi. Eu
só ouvi boatos. pedaços. Eu não sei de
nada. Eu estava em turnê a negócios . . Eu
nem sentei com ninguém, mas alguém
falou isso para mim. Eu só sei de você como
pessoa e Pat, se há alguma coisa que eu
possa fazer, alguma forma de conseguir um
emprego, qualquer outra coisa, me avise.
Eu ainda estou aqui, filho.
RED: Eu aprecio isso e vou dizer a Pat o
que você disse, porque ela ficou magoada e
as crianças também ficaram magoadas.
PRESLEY: Todos nós ficamos magoados. É
como aquela música "Desada
Deraida,"Escute os estúpidos e os
ignorantes, porque eles também têm uma

ELVIS O QUE ACONTECEU?

Imagem relacionada

história para contar" e então "Hank
Williams", escreveu, "Você nunca andou
nos sapatos daquele homem e não viu as
coisas através dos seus olhos." Depois
analizando o culpado das coisas, eu posso
fazer qualquer coisa em tudo. Preocupado
com o livro? Acho que não, não da minha
parte. Você faz tudo o que você tem que
fazer. Eu só quero que você e Pat fique
sabendo que eu ainda estou aqui.

RED: ok cuide se

PREESLEY você também




NOTA nem Red  nem Sony ou mesmo Dave voltariam há ver Elvis Com Vida Nova Mente Pois O REI morreria pouco tempo depois e alguns dizem que este livro acelerou ainda mais este momento




então amigos fãs e seguidores do Elvis The Man este foi o ultimo capitulo Do Livro ELVIS O QUE ACONTECEU tirem agora suas Próprias conclusões só não se esqueçam que Elvis antes de ser O REI DO ROCK é um ser humano de sentimentos tristezas e falhas  como todos nós


O BLOG ELVIS THE MAN DEIXA AQUI OS AGRADECIMENTO A TODOS OS SEGUIDORES E AGUARDEM OS PROXIMOS LIVROS

ASS DEIGO ELVIS ADM



AGREDCIMENTOS PARA AMIGA ROSEANE MARIA SILVA PELA VALOROSA AJUDA COM A TRADUÇAO DOS CAPITULOS FINAIS

FOTOS DIEGO ELVIS, ARQUIVO PESSOAL






 
 










 
 

sexta-feira, 10 de março de 2017

LIVRO ELVIS WHAT HAPPENED? PARTE 26



CONTINUAÇÃO DO LIVRO LIVRO ELVIS WHAT HAPPENED? CAPITULO 22



ELVIS O QUE ACONTECEU?


Se o dinheiro não significava nada para
Presley durante os seus primeiros anos
como um milionário, em 1974, ele foi
tratado com mais desprezo do que nunca.
Em um estágio entre 1974 e 1975, ele
comprou nada menos do que cinco aviões.
Nem mesmo "Howard Hughes ou
Aristóteles Onassis" eram donos de cinco
aviões.
Ele comprou um "Jet Commander, um
Falcon, um Jetstar, um Gulfstream" e o avô
de todos eles, um "Convair 880." Os
rapazes West e Dave Hebler não pretendem
saber quanto todos eles custaram. Há
contadores agora que provavelmente ainda
não sabe.
Presley não fez nenhuma tentativa de usar
os aviões de maneira profissional. Ele
poderia te-los alugado quando ele não
estava usando-os e pelo menos, ele poderia
ter algum do seu investimento de volta,

mas houve momentos em que ele
efetivamente alugava outro avião porque
era mais conveniente.
Em dado momento, ele se divertiu com a
notícia de que o cantor "John Denver"
tinha dado para o empresário dele "Jerry
Weintraub," um "Rolls-Royce" que
supostamente custou "540 mil doláres."
Presley riu e disse: "Eu vou mostrar para
este filho da puta, que eu vou dar para o
meu empresário um avião de um milhão de
dólares" O avião de um milhão de dólares
foi o "Gulfstream." Col. Tom Parker, em sua
infinita sabedoria, recusou o presente.
Dave Hebler, disse que "Dick Grob," um
dos fiéis guarda-costas, tinha sido um
piloto da Força Aérea dos EUA, e que tinha
combatido na Guerra da Coréia, ele poderia
ter voado em cada um dos aviões da frota
de Elvis. Em um estágio, havia cinco pilotos
na sua folha de pagamento.
Isso foi, diz Red, muito semelhante com as
farras das compras anteriores de Elvis.
"Você sabe, ele começou comprando um
cavalo para Priscila e acabou comprando
uma fazenda com caminhões, cavalos e

reboques para todos. Ele comprou um
avião, em seguida, ficou empolgado e
comprou cinco deles. O velho Elvis nunca
fez as coisas com moderação.
Sonny, lembra que quando Presley entrou
na onda da compra de aviões, ele estava
viajando diariamente de Memphis para
Dallas, onde os aviões foram comprados,
como se ele estivesse indo para a pizzaria
mais próxima. "Ele estava particularmente
empenhado em tentar impressionar
Priscilla," mesmo após a separação, com a
aquisição dos aviões. "Ele estava muito
orgulhoso do seu avião Convair," (batizado
de Lisa Marie) e com razão, e vôou nele
com Priscilla para Dallas para fazer uma
inspeção pessoal do avião", diz Sonny. Ele
parecia muito ansioso para ter Priscilla
usando o avião a qualquer momento que
ela queria. Foi quase como se ele estava
dizendo a ela "Olha o que você deixou, aqui
esta um homem que tem o seu próprio
avião."
O padrão bizarro do comportamento de
Presley parecia duplamente irregular após
o divórcio de Priscilla em 1973. Dave
Hebler, se lembra de um dia em 1975,

quando Presley de repente deu um tapa nas
costas dele e disse: "Eu vou comprar para
você e Joe [Esposito] um "Maserati." Dave
e Joe recusaram a oferta. Como se viu, não
houve nenhum dos Maseratis em Memphis,
mas Presley estava com bom humor para
oferecer presentes, então nos amontoamos
em um carro e fomos para a "Shilling
Motors" em Memphis, onde ele comprou
nada menos do que "nove Lincoln Mark
IVs."
Isso foi uma loucura", diz Dave. "Ele
comprou carros para todos nós, mas isso
ficou mais louco no dia seguinte." Parece
que Presley descobriu que o vendedor não
tinha lhe oferecido um desconto em virtude
da compra em massa.
"Ele tem isso em sua cabeça que o vendedor
o tinha ferrado", diz Dave,"Então ele
chamou-nos todos juntos e disse que nós
íamos devolver os carros."
Ele não queria tomar os carros de nós. Ele
só queria levá-los de volta e comprar
Cadillacs em vez disso. Bem, como isso
funcionou, nós levamos de volta sete
deles.Você pode imaginar a reação do

vendedor quando chegamos dirigindo os
sete Lincolns com quilometragem no
relógio e dizendo: "Leve-os de volta," Esse
cara quase teve um ataque cardíaco.
Bem, isso foi resolvido e acabamos indo
para outra concessionária Lincoln, e ele
também comprou alguns Cadillacs, Não me
lembro quantos.O que eu me lembro no
entanto, foi de um casal de negros que
estava na concessionária olhando os
Cadillacs. De qualquer forma, ele vê esta
senhora olhando para um "Cadillac Seville"
e ele começa a conversar com ela e de
braços cruzados pergunta: "Você gosta
desse carro?" Ela respondeu: 'Oh, sim, é
muito bom. "Presley disse:" Tudo bem,
escolha um. Eu vou comprar para você." A
senhora parecia que ia desmaiar, mas ela
escolheu um, e ele comprou para ela.
Quando a história chegou às agências de
notícias, um locutor em Vail, Colorado,
relatou a história. Ele terminou a
transmissão com uma frase: "Elvis, se você
estiver ouvindo isso, eu também gostaria de
ganhar um carro." Presley pediu para Red
ligar para o locutor e, em seguida, ele pegou

o telefone e perguntou casualmente. "Que
cor você gosta?"
Previsivelmente o locutor pensou que era
um de seus amigos brincando. "Ah, vamos
lá, quem é esse?" Não, eu estou falando
sério. Este é Elvis Presley. Eu quero
comprar um carro para você." No dia
seguinte, o locutor estava dirigindo um
Cadillac novo, pago pelo Presley.
Muita gente acha que ele faz essas coisas
pela publicidade, mas ele não faz ", diz
Red." Quando ele dá, ele realmente dá. Isto
é um dom natural e ele não anunciá-lo."
Sonny e Red lembram que Presley leu uma
história sobre uma mulher negra em
Memphis que tinha sido gravemente
mutilada. Completamente sem aviso
prévio, ele comprou para ela a cadeira de
rodas mais cara que estava disponível.
"Cara", diz Sonny. "O rosto da mulher era
uma imagem" quando ele apenas caminhou
para esta antiga casa degradada e ele nos
levou para descarregar esta cadeira de
rodas. Isso foi um belo gesto, e Elvis era
muito capaz de fazer essas coisas. E, no

entanto, ele iria virar-se e estragar tudo isso
por algum gesto impensado."
Seu dom de dar normalmente seguiu para
carros e jóias, mas ele também é um doador
muito generoso de dinheiro para as várias
igrejas católicas, protestantes e instituições
de caridades judaicas de Memphis. "Que,"
diz Red, é algo que eu nunca poderia
trabalhar para fora.
Elvis costumava nos dizer que os católicos
eram o "demônio" referido na seção de
encerramento da Bíblia. E, embora ele
contratou "judeus" e tinha muitos "amigos
judeus," ele estava convencido de que os
judeus vieram para dominar o mundo.
"Marty Lacker," que trabalhava para ele,
era "judeu," e Elvis sempre dizia: "Bem,
Marty é um dos bons judeus," Mas, no
fundo, Elvis é muito preconceituoso e ele
não fez segredo sobre isso em suas
palestras para nós.
Uma pessoa a quem ele tinha a "intenção"
de dar um presente era outro senão o Vice-
Presidente dos EUA "Spiro Agnew." Sonny
recorda: O vice-presidente estava
hospedado em Palm Springs, quando Elvis


ELVIS O QUE ACONTECEU?

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estava lá. De qualquer forma, ele marcou
um encontro com ele, Fomos todos para a
casa que ele estava hospedado e Elvis tinha
comprado um "revólver 357 Magnum de
ouro incrustado" que custou cerca de dois
mil dólares, de qualquer forma, ele vai para
a casa para presentear a arma para ele e
ficou falando com ele por cerca de meia
hora."Curiosamente, à luz de outros
eventos, o "Vice-Presidente Agnew" objetou
sobre o presente da arma, dizendo que,
como um "funcionário eleito," ele não
poderia aceitar presentes. Quando Agnew
foi retirado do cargo, Sonny lembra que
disse a Presley que o "Sr. Agnew" agora
podia aceitar o presente. Presley
respondeu: "Não, ele que vá se foder, ele
saiu como um ladrão."
Presley é particularmente generoso com
seus amigos do sexo feminino. Os rapazes
West estimam que Presley deu a namorada
"Linda Thompson" mais de "quatrocentos
mil dólares somente em jóias,"
Presley conheceu Linda em 1972, logo
depois do seu rompimento com Priscilla.
Um amigo de Presley, "George Klein," ex disc
jockey de Memphis, apresentou-os.

Linda impressionou os rapazes, como ela
era extremamente religiosa quando a
conheci. "Ela nunca iria amaldiçoar ou usar
linguagem inapropriada", diz Sonny.
Eu lembro que em vez de "xingar" ela
substituia a palavra por "Pronto" que todos
nós achava bonitinho. "Deu o maior
trabalho para Elvis convencê-la a morar
com ele em Graceland," Ela só achava que
isso não era certo. Mas ela finalmente
cedeu.
Os rapazes West lembra, no entanto, que
Linda não foi "tímida para receber os
presentes de Presley." Eu diria comenta
Sonny, "que ela tem mais vestidos e roupas
do que Elizabeth Taylor," Sempre que ela
viaja, ela leva muitas malas com ela. Ela
deve ser uma das mulheres mais bem
vestidas dos EUA. "Cara", eu lembro dela
entrando na "boutique Georgio" em Los
Angeles e comprar "dúzias de vestidos,"
esta é uma loja muito cara.
Também em Las Vegas, ela iria fazer
compras na boutique "Suzie Creme-queijo"
e comprar vestidos de todas as cores.

Suas "jóias," é outra coisa. Elvis deu a ela
pelo menos uns quatrocentos mil dólares só
em jóias, o que é uma estimativa
"modesta." Ele também comprou para os
pais dela uma casa em Memphis, e ele
também deu para ela um belo apartamento
em Los Angeles.
Linda parece ter uma atitude
"particularmente tolerante" com Presley, de
acordo com os rapazes West e Dave Hebler.
"A maiória das mulheres não suportaria o
estilo de vida de Elvis," diz Red",
particularmente agora, que ele está ficando
de uma a duas semanas trancado no quarto
sem sair para qualquer lugar. Linda parecia
não se importar.
Esse "tipo de vida" não era para Priscilla,
mas Linda parece levar isso no "seu passo,"
Ela também tem uma "tolerância para
outras mulheres na vida de Presley," Em
1974, Presley foi introduzido por Joe
Esposito para "Sheila Ryan," uma garota
incrivelmente bonita de Chicago que agora
está casada com James Cann. "Ele sempre
se alternava para levar elas nas turnês com
ele."

Sonny lembra; "Uma vez ele levaria Linda,
então na próxima vez ele levaria Sheila." Se
alguma vez Linda fez alguma "confusão"
com ele alternando ela com outra, nós
sempre ouvia Elvis dizer a ela no telefone,"
Mulher, tira a maldita faca das minhas
costas, e me deixa em paz," Eu realmente
acho que Linda quer se casar com Elvis e
você não pode culpá-la por querer isso,
mas, eu acho que "Elvis nunca vai dar o
primeiro passo."
Quando Presley estava namorando uma
rainha da beleza da Geórgia, Dave Hebler
recorda que um fotógrafo estava tirando
uma foto dele sentado com sua nova
namorada no banco de trás do seu carro. O
motorista começou a dirigir para fora,
pensando que Presley não queria uma foto
tirada dele com uma nova garota. Mas
Presley lhe disse: "Deixe-o tirar a foto. Eu
não me importo se eles usá-lo. Linda pensa
que ela é casada comigo"
Embora ainda "namorando Linda," os
rapazes se lembra que Presley apresentou
"Sheila Ryan" para o público de Las Vegas
como sua namorada e pediu-lhe para
mostrar o seu novo anel de diamante. "Isso

não foi tudo." Na platéia estava sua exmulher,
Priscilla. "Isso foi estranho", conta
Red. "Ele tinha Priscila e Sheila sentadas
em uma cabine ao lado uma da outra."
Presley apresentou Sheila como sua "nova
namorada", então apresentou Priscilla e
acrescentou: "Nós nos damos muito bem.
Não há problemas." Então ele virou-se para
a banda e disse: "Mas Mike Stone não tem
bolas. Mike Stone não tem bolas. Mike
Stone é um garanhão?, minha bunda que
ele é."
Dave Hebler estava incrédulo. "Havia
pessoas na platéia que ouviram." Isso foi
uma coisa selvagem para se dizer, mas Elvis
não poderia ajudar a fazer o estrago. Claro,
Mike Stone é um inferno de um cara de boa
aparência e Elvis sabe disso. Mas quando
ele disse isso, meu queixo caiu. "Pobre de
Priscila e de Sheila" pareciam muito
envergonhadas, mas ambas trataram o
assunto com muita classe.
Priscilla disse na época, que ela deveria
saber que isso poderia ter acontecido antes
dela assistir o show. "Deus," isso foi
embaraçoso!. "Mike Stone" se tornou uma

"obsessão" para Presley, "compreensível,"
talvez, sob as circunstâncias.
Red relembra com uma risada: "Nós
tinhamos a maldita certeza de que o
programa de televisão "The Streets of San
Francisco" nunca mais seria o mesmo se
Elvis estivesse por perto. "Mike Stone"
estava interpretando o papel do detetive
"Karl Malden," e eu prometo, Elvis era
muito propenso a "explodir" um aparelho
de televisão com sua arma se ele tivesse
visto isso na tela.
"Houve um incidente no palco em Las
Vegas," diz Sonny. Foi na noite de 18 de
Fevereiro." Elvis, estava na metade do seu
ato no Hotel Internacional, e de repente
esse cara que estava sentado com um grupo
na frente pula no palco. Ele tinha um
casaco pendurado no braço e não sabíamos
o que estava acontecendo. Nós pensamos
que poderia ser uma arma escondida no
casaco. De qualquer forma, ele vem
correndo do lado esquerdo do palco em
direção a Elvis. Red dá uma chave de braço
no pescoço dele e o arrasta para fora do
palco, entregando ele para os guardas de

segurança. Entretanto, um dos amigos do
cara, também pula para o palco.
J.D. Sumner, tocou-lhe no ombro e disse
para ele se sentar. Esse cara levanta o
punho para bater em "J.D." e, em seguida,
nós todos estamos no palco e se iniciou
uma grande confusão. Um cara atrás do
palco quebrou uma mesa e há copos e
coisas se quebrando.
De qualquer forma, limpamos o lugar dos
caras. "Elvis, entretanto, estava pulando
por todos os lados do palco, chutando o ar
com chutes de karatê." Ele não atingiu
ninguém. "Ele só estava chutando o ar."
Tudo se acalmou e Elvis disse ao público
que ele deveria ter "quebrado o maldito
pescoço do cara."
O público aplaudiu e estava tudo acabado.
Mas depois do show, "Elvis nos chama e diz
que os caras que causaram o problema
tinham sido enviados por Mike Stone para
interromper seu ato."
O homem que levantou o punho para bater
em "J.D." tinha fita de karatê no punho
dele, e Elvis estava convencido de que ele
era um perito de karatê enviado pelo Mike.

E foi quando ele nos pediu para bater em
Mike Stone. Ele estava absolutamente
convencido que Mike tinha planejando
fazer isso com ele. Francamente isso é
ridículo. Eu não acho que Mike deu a Elvis
um segundo pensamento.
Os rapazes West e Dave Hebler viram um
declínio constante em Presley, tanto
físicamente como emocionalmente, nos
últimos três anos. Ele teve graves
problemas de intestino, e seu peso parecia
ir para cima e para baixo como um "iô-iô."
Ele perdeu todo o interesse nos aspectos
físicos do karate. Os rapazes lembram que
quando eles trabalhavam para ele. Presley
passaria pela meditação inicial para o
treino adequado do karatê, e, então, ele
perdia o interesse e sentava no chão para
comer e assistir o treinamento dos outros.
"Apesar do seu peso inchado e com um
queixo duplo," Presley ainda estava
convencido de sua boa aparência. Ele
acredita;' diz Sonny," que ele tem um rosto
como o "rei Davi." Ele é muito vaidoso,
embora ele não cuidar de si mesmo.
Quando ele sobe ao palco, ele muitas vezes
usa um desses cintos do tipo elástico para

diminuir a barriga. Ele usa saltos em seus
sapatos para fazê-lo parecer mais alto. Ele
também usa saltos em seus chinelos na
casa dele.
Mais uma vez, o problema é simplesmente
"tédio." Presley não tem nada a interessálo.
Infelizmente o desafio que os rapazes
acreditam que poderia ter mudado a vida
de Presley não foi tomado.
Sonny recorda que, em 1975, "Barbra
Streisand e seu namorado, Jon Peters,"
visitou Presley em seu camarim em Las
Vegas. "Ela entrou e felicitou-o por seu
show", diz Sonny. Eles conversaram
longamente, e no decorrer da conversa,
Srta Streisand anunciou que ela estava
produzindo o remake do filme "Nasce um
Estrela", que ela, eventualmente, estrelou
com "Kris Kristofferson," a escolha original
de Miss Streisand, no entanto, foi Presley.
"Ela queria ele para desempenhar o papel",
disse Red ", e eu digo uma coisa, isso foi
uma maldita tragédia ele não fazer esse
filme, porque Elvis teria sido grande na
parte de super estrela da música, isso teria
sido um grande alavancada na carreira dele


ELVIS O QUE ACONTECEU?

Imagem relacionada

e de sua amiga. Agora, eles estavam muito
sérios sobre a oferta. Eu lembro que ambos
estavam brincando sobre o peso de cada
um. Elvis estava muito interessado em
fazer isso. Você podia ver o interesse em
seu rosto. Isso poderia ter sido um grande
desafio para ele. Como isso foi para baixo?
creio eu, que foi porque o dinheiro não
estava certo.
Eu acredito que o Coronel queria "um
milhão de dólares adiantado" de Streisand,
ele queria ter uma porcentagem no negócio.
De qualquer forma, isso foi para baixo, o
que foi uma maldita de uma vergonha. Eu
acho que o Coronel disse depois, "Nós não
precisamos de Streisand." E, em seguida,
Elvis começou a falar que ele não queria
fazer o filme. Você sabe, "ele disse que a
foto dele não apareceria nos principais
cartazes do filme, que a foto de Barbra
apareceria em tudo."
Após a discussão com a senhorita
Streisand, Presley deve ter ficado
preocupado com sua aparência, porque ele
fez uma cirurgia estética. Ele fez isso no
"Mid-South Hospital in

Memphis,Tennessee," disse Sonny. Ele fez
em 1975, porque eu tenho a conta.
Ele entrou no hospital com o meu nome e a
conta veio no meu cartão de crédito "Blue
Shield Cross-Blue". O hospital informou
que o "Blue Cross" não cobre a cirurgia
estética. Depois que ele tinha feito, ele me
levou para o seu quarto e perguntou se eu
notei alguma diferença. Na verdade, eu não
sabia até que ele me disse. Ele tinha os
olhos feitos e há uma fina cicatriz em torno
das orelhas, onde ele teve o rosto apertado.
Você dificilmente pode notar. Depois que
ele fez isso, ele tentou me convencer a fazer
também, mas eu não estava interessado."
O comportamento de Presley parecia
atingir um pico de imprevisibilidade em
1975. "Eu me lembro," diz Dave, em Las
Vegas que apenas o menor incidente iria
deixá-furioso. Uma vez um cara tirou uma
foto dele em uma loja de armas em Las
Vegas. "Sheila Ryan estava conosco no
momento." Nós pedimos para o fotógrafo
não tirar uma foto com ele segurando uma
arma. De qualquer forma, o cara ficou um
pouco agressivo, mas esquecemos disso.
Elvis, quando voltou para o hotel.. .. "Ele

gritou e gritou como um louco dizendo que
o cara fez recuar todos nós que eramos
peritos em caratê." Eu lembro que Sheila
Ryan saiu correndo do quarto dele
chorando com as mãos na cabeça.
Dave lembra, que em um hotel em Taho,
Presley tinha se bombardeado com tantas
pílulas que ele não podia andar. "Isso foi
assustador", diz Dave, porque ele estava no
telhado e nós estávamos tentando levar ele
para tomar "um pouco de sol." Mas, cara,
ele quase caiu do telhado, ele estava "tão
fora dele." Ele quase caiu de lado. Eu tive
que levá-lo embora."
Quando o irmão de um amigo policial
morreu em Denver, Presley voou para
cantar no funeral. Ele também pagou um
colossal tributo de flores. Em seguida, ele
compareceu ao funeral vestido com um
uniforme de capitão da polícia com calças
de boca larga especialmente adaptadas. Ele
também usou este uniforme de capitão da
polícia para uma sessão de gravação em
Memphis.
Os rapazes lembram que em Janeiro de
1976, Presley parecia estar tendo mais e

mais flashes de temperamento
incontrolável. Sonny relata: "Ele nos levou
para Vail, Colorado, para o que ele disse
que seria um sonho de férias." Bem, foi um
pesadelo. Ele estava pegando pesado nas
pílulas. Em 8 de Janeiro era aniversário
dele. Nós fomos para Vail em um ônibus e
nós felicitou-o por seu quadragésimo
primeiro aniversário que seria
comemorado naquela noite. Bem, Linda
trouxe um bolo, mas ela se hospedou em
outro condomínio, então não sabiamos que
ela estava indo fazer uma surpresa para dar
o bolo de presente para ele. Bem, ela fez, e
ele fez uma "grande reunião" para reclamar
porque nenhum dos guarda-costas
participou da surpresa do bolo de
aniversário. "Ele era como uma criança
mimada."
Então, Dave Hebler estava envolvido em
uma discussão com outro membro do
grupo, que acusou os guarda-costas de não
fazer o seu trabalho correto. Dave
argumentou de volta dizendo que a
segurança foi a parte mais apertada de toda
a organização. Presley se irritou com Dave e
disse; "Eu não quero mais essa besteira de

bullying. Isso vai parar agora ou alguém vai
morrer."
"A coisa realmente ficou preta", diz Red.
"Ele estava olhando para todos. Ele tinha
um monte de coisas nele." Isso chegou a
um "clímax dramático" quando Presley
decidiu se mudar para um quarto ocupado
por "Jerry Schilling." Presley decidiu isso às
três da manhã, ele queria sair dos seus
aposentos e se mudar para o quarto de
Jerry. Ele acordou Schilling e ordenou para
ele se mover. Schilling protestou com um
movimento e perguntou se ele poderia
esperar até a manhã.
Presley recrutou Red para passar as coisas
dele para o quarto de Schilling. Schilling
estava com raiva e deixou isso bem claro
para Presley. "A próxima coisa", diz Red,
foi ele me pedir para bater em Jerry. Eu
consegui conversar com ele pedindo para
ele ter calma. Bem, eu pensei que eu tinha
conseguido. Então eu vejo ele colocando
balas em uma arma e inclinando-a para
cima. "Isto estava ficando muito peludo.
Elvis estava descontrolado."

ELVIS O QUE ACONTECEU?

Durante a mesma viagem, Dave recorda
que "Susan Ford," a filha do Presidente da
Ford, também estava em Vail. "A amiga
dela estava fazendo uma festa para ela e
queria levar Elvis juntamente como uma
surpresa." Os caras da segurança da festa se
aproximou e tentou organizar isso, mas
Elvis não aceitou. Ele disse que estaria
disposto a conhecê-la, se ela aceitar vim em
seu chalé, mas ele não iria a festa dela. Ele
estava tentando fazer isso como se ele fosse
mais importante do que a filha do
Presidente da Ford.
"Mais e mais," dizem os rapazes West,
"Presley parecia perder o interesse em tudo
sobre ele." Ele só falava sobre suas jóias,
seus carros e suas roupas, diz Sonny. Ele
não parece ter qualquer outra conversa.
Outras estrelas viria nos bastidores e só ele
poderia falar sobre os "bens" dele. Ele não
estava interessado nos outros artistas. Na
verdade, ele não gostava dos outros
artistas. Ele sempre tinha algo malicioso
para dizer sobre eles. Se eles vinha para seu
camarim para vê-lo, ele iria deixá-los
esperando por uma hora, antes que ele iria
fazer a sua entrada."

Red continua: Eu lembro que uma noite
"Jimmy Dean," um cara legal, estava
esperando por ele. Elvis saiu do seu quarto
depois de manter Jimmy esperando lá fora
por uma hora. Jimmy cumprimentou Elvis
com um grande sorriso e disse em tom de
brincadeira, 'Eu já estava me preparando
para rasgar um quintal inteiro com o seu
traseiro, só porque você me fez ficar
esperando uma hora." Então, Elvis puxou
seu revólver calibre 22 e apontando o cano
para o queixo de Jimmy disse; "E eu
deveria explodir a sua cabeça por falar
assim comigo." Jimmy sorriu e se tremeu,
mas ele ficou envergonhado quando Elvis
fez isso."
Os rapazes relata que Presley não gosta de
ficar perto de outros artistas, a menos que
ele está no comando. "Nós costumávamos
assistir um monte de shows de "Tom
Jones" em Las Vegas e ele foi um
verdadeiro cavalheiro," diz Sonny."
Nós fomos em todos os seus shows e Elvis
sempre dizia algo assim para derrubá-lo:
"Tom veste calças muito apertadas e ele
enfia uma maldita meia nas calças dele
para ter volume." Ele comentava sobre a

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ELVIS O QUE ACONTECEU?

voz de Tom cantando, e durante uma
performance, quando ele estava na platéia,
ele iria cantar as músicas junto com Tom,
ele ficava dando umas indiretas dizendo
que ele podia cantar melhor as notas altas,
que Tom não podia.
"A menos que ele seja o centro das
atenções," diz Sonny, ele simplesmente não
está interessado em mais nada. "Seu ego
está fora de controle"... e é uma pena,
porque ele não era assim.... "Dói muito ver
alguém que você ama tanto mudar desta
forma."


CONTINUA,,,,,,,..


AGRADECIMENTOS  Roseane maria silva pela valorosa ajuda na tradução

FOTOS Diego Elvis Arquivo Pessoal