Elvis 1956




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Elvis não morreu e estará em Londrina em tributo



 
 
A Elvisback Big Band sobe ao palco do Teatro Ouro Verde (rua Maranhão, 85) no próximo 19 de agosto, às 21h, para realizar um tributo ao Rei do Rock. O ''Elvis in Concert'' também faz menção ao aniversário de 34 anos da morte de Elvis Presley, uma vez que a apresentação acontece três dias após a data.

Desde 2006 na estrada, o grupo se destaca pela alta qualidade de suas performances, que trazem um conjunto completo de instrumentistas para interpretar as canções que fizeram sucesso na voz marcante de Elvis. Além disso, o vocalista, Adam Presley, preza pela caracterização fidedigna, que faz o público ter a impressão de estar diante do cantor norte-americano.

A Elvisback Big Band figura entre as melhores formações que fazem cover do ícone na América Latina. Originário de São Paulo, o grupo já realizou, em cinco anos de trabalho, diversas turnês pelo Brasil, com apresentações nas principais cidades do País.

Os ingressos para o show já estão sendo comercializados. Eles podem ser encontrados na loja Trapézio (rua Paranaguá, 921-loja 3) e nas Livrarias Curitiba do Shopping Catuaí. A entrada inteira custa R$50,00 e a meia R$25,00. Assinantes da Folha de Londrina pagam R$35,00.

Serviço:

''Elvis in Concert''

Onde: Teatro Ouro Verde (rua Maranhão, 85)

Quando: 19/8, às 21h

Quanto: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia); R$35,00 com o bônus da Folha de Londrina

Postos de venda: Trapézio (rua Paranaguá, 921-loja 3, telefone 3324-6905) e Livrarias Curitiba (Shopping Catuaí, telefone 3294-8300)

livro Elvis What Happened? completo parte 2



 
continuaçáo do livro Elvis What Happened?
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


ele não iria desistir, ele teria morrido em vez de cortar aquele cabelo.”
Na verdade, ao longo do caminho Red lembra-se, houve uma época que Elvis pensou que seu cabelo ia ser cortado, ele tinha um olhar em seu rosto que deu a impressão que ia morrer. Não foi muito depois da primeira operação resgate de Red. Naqueles dias, quando as crianças foram proibidas de fumar nas dependências da escola, o banheiro era o fumódromo. Era lá que todos os fumantes se reuniam para dar os seus tragos, longe dos olhos vigilantes dos professores. Red entrou para urinar.
“O lugar estava cheio de fumaça, você mal podia ver um palmo a sua frente além da névoa fumarenta,” Red relembra, “Mas eu podia ver longe o bastante para perceber que o velho ‘E’ estava cheio de problemas novamente. Cerca de quatro ou cinco rapazes cercavam-no, e eles o seguravam e empurravam-o contra a parede e, em seguida, agarravam-o por trás. Eles gritavam e riam e debochavam dele e de seu cabelo. Eles decidiram que iriam cortar o seu cabelo.
“Agora, um cara inteligente normalmente mantém o nariz fora dos problemas das outras pessoas. Eu conhecia os caras que estavam molestando Elvis. Eles estavam no time de futebol. Suponho que eles adquiriram essa idéia de cortar o cabelo do velho Coach Boyce. Os caras que estavam importunando Elvis não eram rapazes totalmente maus, apenas um pouco barulhentos e essas coisas. Mas quando eu vi a expressão de Elvis, aquilo provocou algo dentro de mim. Quero dizer, nós éramos crianças e eles não iam matá-lo nem nada, mas havia aquele olhar apavorado em seu rosto. Ele parecia um pequeno animal assustado e eu não agüentava vê-lo assim. Quando você é muito pobre, você tende a deixar o mundo cuidar de suas próprias preocupações, mas aquela cara do Elvis posso vê-la ainda agora. E há vi muitas vezes depois, e ela sempre tinha o mesmo efeito sobre mim. Simplesmente tocava algo dentro de mim. É o rosto de uma criança que pede ajuda.”
Red rapidamente caminhou até a parede onde
a turma tinha imobilizado Elvis. “Agora, veja,” disse Red ao bando, “isto não vai fazer bem a ninguém. Não há necessidade disto. Se ele gosta de seu cabelo assim, bem, não há sentido em cortá-lo. Agora, se vocês cortarem o seu cabelo, isto vai se transformar em outra coisa.” Mais uma vez aquela fala arrastada, preguiçosa, tranqüila tinha um efeito dramático. O bando deixou Elvis ir. Antes que Elvis partisse, ele dirigiu um olhar para Red que lhe agradecia um milhão de vezes.
Dave Hebler, que conheceu Red como alguém comum, resume Red desta forma: “Você sabe, se um cara me aborrece, eu vou embora. Se ele me seguir e insistir, então, tudo bem irei para cima dele. Agora com Sonny, se alguém o aborrecer, ele tentará falar com o cara, e se isso não funcionar, então ele vai para cima dele. Mas com Red, se alguém o aborrecer, ele lhe dá um aviso de dois minutos. Se você não entender a mensagem rápido o bastante, boom, tudo está acabado.” Durante os dias posteriores, os três juntos pareciam os Três Mosqueteiros.
Elvis viu Red no dia seguinte e lhe agradeceu timidamente. Não deve ter sido fácil para Elvis, um ano mais velho do que Red e um ano a frente dele na escola, ter que agradecer a ele duas vezes por livrá-lo de problemas.
“Nos anos posteriores”, diz Red, “ele recordava aqueles dois incidentes, embora nunca os mencionasse. Elvis nunca se esquece de porra nenhuma; ele tem uma memória de elefante. De qualquer maneira, você sabe naquele ano de 1952 me coloquei no papel de protetor de Elvis. Não foi um papel que procurei, apenas aconteceu dessa maneira.”
Foi um papel que Red assumiu durante os vinte e quatro anos seguintes de uma forma ou de outra. “Elvis tinha um sistema comigo. Às vezes ele se parecia com uma criança mimada que precisava ser repreendida, outras vezes ele era tão desamparado e precisava de ajuda que era como se fosse meu próprio filho. Foi um trabalho que eu prontamente assumi e que tinha muita diversão e muita mágoa. E mesmo agora, ainda sinto que é a minha função, mesmo que nunca volte a vê-lo novamente.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?




Delbert “Sonny” West passou as mãos em seu corte de cabelo eriçado da U.S. Air Force e assistiu ao espetáculo diante dele com admiração. Apenas meia hora antes, ele havia entrado pelos portões principais do Rodeo Grounds em Tucson, Arizona. Com ele estava uma garota tranqüila, caipira do Sudoeste cuja conduta sugeria que quando alguém inventou a virgindade e a torta de maça, devia tê-la em mente. O rosto delicado e o melhor vestido de domingo que ela usava disseram-lhe imediatamente para resistir à tentação e evitar qualquer mau pensamento.
No entanto, apenas meia hora depois, ela estava se comportando totalmente fora do personagem – como uma ninfeta sedenta pelo sexo. Talvez ele estivesse errado, depois de tudo a noite não terminaria sem recompensa. A razão para a sua transformação estava lá no palco – Elvis Aron Presley, o garoto da Humes School, onde Sonny West também esteve quatro anos atrás.
Elvis Presley, com seu cabelo que brilha como couro envernizado, escancarava sobre o microfone as mais sugestivas maneiras. A sua virilha girava a polegadas do pedestal do microfone, e ele tremia em movimentos convulsivos, como se possuído por um espírito alienígena. Quando ele cantava devagar ele soluçava. Quando ele cantava acelerado ele hipnotizava seus adoradores. As mulheres pareciam ser atacadas por emoções diversas, da compaixão maternal a obediência parecida a de um escravo. Os seus lábios pendendo para o lado direito de sua boca, arrogantemente fazendo uma expressão de triunfo. Então sua boca entortava de dor, e mil mulheres gritavam em compaixão e queriam embalar a pobre criança em seus braços.
“Since mah babeeee left me...” As palavras de “Heartbreak Hotel”, já um fenômeno em vendas, tinham as mulheres chorando a dor de sua perda.
Meu Deus pensou Sonny West, este é o Elvis Presley de rosto espinhento, que há apenas quatro anos teve que recorrer ao meu primo Red para livrá-lo de problemas. “Era difícil de eu acreditar”, recordou ele.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Sonny estava tendo problemas consideráveis para manter a Miss maçã em seu assento. Sonny estava na força aérea e tinha ido ao Rodeo Ground, que não ficava longe de sua base, para ver porque todo esse reboliço em torno do garoto que havia freqüentado a mesma escola que ele. “Acredite-me esta moça se transformou diante dos meus olhos. Eu tinha ouvido toda a publicidade e eu sabia que Red era muito próximo a Elvis, mas realmente não pareceu ter qualquer impacto sobre mim. Ele era apenas um cantor de country and western que tinha a batida do rock ‘n’ roll. Mas esta menina, estou lhe dizendo, se alguém a tivesse coagido ao ato, e em seguida, arrastado-a para a cama, teria acontecido naquele momento. Toda vez que ele se mexia parecia que duzentas meninas ficavam fora de si. Então, depois do show, a minha garota voltou a ser o que era antes. Era como se todas naquele instante enxergassem somente Elvis e ninguém mais.”
Sonny nunca marcara gol com a moça, mas o incidente deu-lhe uma visualização do controle impressionante que Elvis tinha sobre o público feminino, um poder que Sonny viu potencializado mil vezes nos anos seguintes. Sonny nunca conheceu Elvis na escola. “Somente o via no corredor de vez em quando,” ele lembra. “Estava cerca de quatro anos atrás dele, assim não cheguei a conhecê-lo. Talvez se ele tivesse sido um grande herói do futebol ou se tivesse sido um valentão bom de briga, talvez ficasse interessado em saber mais sobre ele, mas na realidade ele era apenas um garoto mais velho que passou a ser notado porque ele tinha aquele cabelo comprido e roupas extravagantes. Ele não era mais do que um João ninguém.”
Mas agora Elvis Presley era de fato alguém – Sonny percebia, tinha algo escondido dentro dele quando esteve na Humes High School. Que agora transbordava.
Sonny quis ir aos bastidores naquela noite e tentar ver Elvis, mas ele era muito tímido, e de qualquer maneira ele provavelmente não teria sido capaz de chegar perto dele. O ano era 1956, e “Heartbreak Hotel” batia recordes de vendas em todo o país.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?




Os religiosos estavam pregando sobre o mal de Elvis Presley. Mesmo a imprensa Comunista da Europa Oriental viu Elvis Presley como a razão principal para o alto índice de degeneração dos jovens americanos. Na verdade, eles disseram, Elvis Presley era a melhor razão para que os jovens comunistas permanecessem comunistas.
No apelo popular, Elvis Presley superou até Valentino. Havia Frank Sinatra, também, é claro, mas Elvis era alguém que a juventude americana poderia chamar de um dos seus. Mais dois anos de histeria mundial sobre Elvis passariam antes que Sonny West o conhecesse.
“Eu sabia que o meu primo Red estava muito próximo de Elvis,” Sonny lembra. “Eles se tornaram como irmãos. Mas quando eles estavam se unindo eu estava em outro lugar. Então eu entrei na Força Aérea, por isso não estive junto no começo, como Red. Conheci-o em 1958. Elvis estava muito perto de entrar no exército, e Red havia feito uma tarefa nos fuzileiros navais
“Quando Red voltou a Memphis de licença, ele sempre estaria com Elvis em seus shows, na verdade qualquer lugar que fosse Red estava com ele. Eu acabava de sair da força aérea, e disse a Red que queria conhecê-lo. Eu era um garoto típico do Sul na época. Um caipira que era muito fácil de impressionar.”
Se Sonny esperava ver um sofisticado superstar com óculos escuros e uma taça de champanhe nas mãos com outras celebridades, ele se decepcionaria. “Red me disse que iria me apresentar”, lembra Sonny. “Então ele me disse para ir até o Rainbow Roller Skating Rink. A patinação era um sucesso naqueles dias em Memphis. Se você não ia ao cinema então você ia ao Rainbow.” Elvis estava com vinte e três na época e era a maior estrela da música no país.
Hoje os superstars de vinte e três anos de idade iriam para uma pista de patinação com o mesmo entusiasmo que iriam a uma igreja. Mas Elvis era um tipo diferente de superstar. Apesar de suas rotações ultrajantes no palco, ele era muito fiel às suas profundas raízes do Sul.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Ele vivia com os seus pais, a quem ele adorava. Ele era educado ao ponto da humildade, com os mais velhos, e os seus prazeres eram bastante simples.
“Naqueles dias”, diz Sonny, “Elvis alugaria a pista de patinação para ele e os seus rapazes da meia-noite para frente. Muitas vezes haveria fãs, e ocasionalmente eles participariam. Ele sempre foi educado e atencioso para com eles.” Para a maioria com vinte e três anos a patinação provavelmente teria parecido um pouco juvenil. Mas foi como se Elvis tentasse compensar as coisas que ele tinha perdido. Elvis continuaria visitando aquele rinque ao longo dos anos 60.
Outras noites, ele iria alugar o Memphis fairgrounds direto com o proprietário, uma personalidade local chamado Wimpy Adams. Ele se divertiria na montanha russa e nos carros bate-bate com seus amigos de Memphis, até a alvorada em algumas manhãs. “Era uma brincadeira simples, divertida, mas estiveram entre os melhores dias de nossas vidas. A vida de Red, a minha vida e eu sei que a vida de Elvis também.”
Sonny conheceu Elvis em uma noite de primavera de 1958. Ele foi ao rinque com o seu cunhado, Bill Thorpe, um excelente atleta, que foi campeão de boxe na Memphis All-Schools Boxing. “Era um pouco antes da meia-noite, e nós apenas passávamos o tempo em torno da borda da pista até Red chegar patinando com Elvis. Ele nos apresentou e Elvis não poderia ter sido melhor. Ele apertou minha mão e perguntou sobre o meu tempo na força aérea. Patinamos durante algum tempo. Ele parecia genuinamente interessado em mim e o que eu tinha a dizer. Ele foi apesar de quem era um rapaz muito comum. Ele era tão bonito como o inferno, mas ele parecia não levar muito a sério todas as garotas que caiam em cima dele. Não tinha subido a sua cabeça. Você simplesmente não conseguia encontrar um cara mais agradável.” Nos anos que se seguiram, Red sempre se lembraria da primeira impressão de Sonny, ele teria um nó na garganta, porque Elvis, de fato se modificou; mesmo que não fosse por sua culpa, ele mudou.
Elvis virou-se para a pista, estendeu um caloroso aperto de mão, deu aquele sorriso com os lábios para o lado e começou a rir olhando para Sonny e Bil Thorpe. Ele os deixou com o comentário “Carne nova, hein?”
Red sorriu para Elvis, esfregou as mãos e disse, “Sim, Elvis, carne nova.” E nem Sonny nem Bill entenderam o que significava, embora em breve compreendessem.
Elvis, Red e uma multidão de pessoas íntimas, incluindo os primos de Elvis, Bobby e Junior Smith, começaram a patinar em torno do ringue. Sonny reconheceu os meninos Smith. Eles tinham outro irmão, Billy, que passaria a fazer parte da comitiva de Presley quando Sonny deu o fora. Bobby e Júnior não foram tão afortunados. Eles eram a ovelha negra da família Presley e posteriormente foram exilados para os limites externos do grupo, mas naquele tempo eles eram tão hábeis patinadores como se poderia encontrar em Memphis.
Um pouco depois da meia-noite, Sonny e Bill Thorpe perceberam que várias caixas de papelão foram trazidas a cena. Dentro havia uma variedade de proteções almofadadas para as canelas, ombros, cotovelos e joelhos.
“Parecia uma idéia bastante razoável,” relembra Sonny. “Não éramos patinadores muito bons, portanto começamos a colocá-los. Se caíssemos não nos machucaríamos, e em vista que a maioria de nós jogava futebol, era uma boa idéia para evitar ferimentos.”
Então Sonny e Bill viram para que as proteções serviriam realmente, e eles perceberam o que significava a expressão de Elvis “carne nova”. O grupo tinha se dividido em duas equipes e jogavam um jogo chamado “guerra”. O jogo tinha regras extremamente simples. Ambas as equipes atacavam um ao outro, e o objetivo era bater na base dos pés.
Sonny lembra-se de Bill Thorpe observando: “Nós dissemos, ‘Você está louco, eu não vou participar desta coisa.” Sonny não foi tão prudente, em particular como o seu primo, Red atreveu-se a subir na pista.
Sonny diz: “Eu devia estar louco, mas já era tarde demais. A próxima coisa que eu sabia é que estava na pista.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Junior Smith foi o árbitro. Ele soprou o apito e a guerra começou.”
Sonny estava no time oposto a Red e Elvis. Não havia regras, exceto um acordo entre cavalheiros de que não haveria golpes. Apesar do fato que o cara mais duro da equipe adversária era Red West, Sonny não tinha nenhuma grande preocupação em relação a ele.
“Mas, céus, havia uma garota eu nunca vou esquecê-la... ela tinha um corpo achatado e quase me mata”, disse Sonny. “Eu estava patinando, então zás, essa menina me derrubava. Elvis se deu conta e deu uma gargalhada. Levantava-me e, zás para o chão eu iria de novo. Quando eu vi a mulher do outro lado, eu estava pronto para ir para cima dela, eu queria matá-la.
“Aproximadamente depois de meia hora que ela tinha me partido ao meio. Ela me fez derrapar sobre a grade e rasguei o meu rosto. Elvis sempre tinha um homem para os primeiros socorros ali. Então ele me ajudou a levantar e fui novamente para o chão.
“Por fim, eu a vi vindo em minha direção, e eu me preparei para mandá-la pelos ares.
“Bem, man, foi um erro. Quando ela me acertou, me deixou mais plano que uma moeda. Eu, seis pés e duas polegadas e uma garota achatada me bate na bunda. Desta vez, ela me bateu tão forte que eu bati a minha cabeça no chão e foi isso. Eu perdi os sentidos. Quando recuperei os sentidos, Elvis estava em pé em cima de mim, rindo aquele riso infantil. Ele olhou para baixo e disse, ‘Carne nova, hein?’ Aqueles filhos da puta sabiam desde o início o que ela pode fazer. Mas foi muito divertido e era divertido estar com Elvis.”
Sonny e Red relembram que Elvis jogou duro e com muita resistência naquelas noites, e deleitou-se com as adversidades e quedas. Finalmente, Elvis Aron Presley era um dos caras.
“Bem, não exatamente,” corrige Red. Nós assegurávamos que ele nunca se machucasse. Sempre cuidávamos dele. Ninguém pegou Elvis. A maioria de nós
ELVIS: O QUE ACONTECEU?





amigos muito próximos. Ocasionalmente, um estranho tentaria se mostrar para sua namorada, tentando tirar Elvis.
“Aproximadamente uma semana depois que Sonny veio à pista. Houve um sujeito que estava fazendo a si mesmo de idiota. Indo para cima de Elvis e ninguém mais. Bem, nós cuidamos dele direitinho. Depois da primeira noite, Sonny e eu estávamos sempre na equipe de Elvis.
“Bem, esse cara, Sonny e eu lhe ensinamos uma lição. Nós o acertamos e o enviamos a cerca de quinze pés de altura. Sorte ele não ter batido na grade, ou teríamos que matá-lo. Elvis gostava desse tipo de lealdade.”
Elvis estava a apenas algumas semanas de ir para o exército. Ele teve uma afinidade imediata pelo estilo rude de Sonny. Red sabia que Sonny ia estar na equipe de Elvis por um longo tempo. Elvis tinha dito a Sonny que quando ele desse baixa no exército, ele gostaria de vê-lo mais.
Houve apenas uma pequena nota de discórdia. Elvis disse a Red, uma semana antes de partir para a Alemanha, “Ele é um bom rapaz, o seu primo Sonny. Mas ele nunca para de dizer ‘filho da puta’. Ele chama a todos de ‘filho da puta’. Eu apenas queria que ele parasse de dizer isso o tempo todo.”
 
 
" Elvis luta pela proibição do livro que diz tudo."
Capílulo - 3


“Elvis acha que você é um bom sujeito,” Red disse a Sonny, “mas a sua maneira de xingar muito, dizendo ‘maldição’ e chamando a todos de filho da puta.” Ambos riram. Mas como Sonny tornou-se mais intimo, muito mais intimo, ele percebeu que o palavrão filho da puta para Elvis consistia em um insulto particularmente profundo. Se Priscilla Presley foi, como aponta Red, uma das duas pessoas a quem Presley verdadeiramente amou, então a outra era a sua mãe, Gladys Presley.
Sonny diz: “Era como se o palavrão fosse um insulto imediato a sua mãe, e, o homem, pisava em terreno perigoso com Elvis.” Foi em 1963 que Sonny viu o palavrão provocar um flash incontrolável de temperamento.
Até então, Presley estava faturando cerca de três milhões de dólares por ano, e os seus hábitos de gastos tinham conseguido proporções exóticas. O seu compromisso com os filmes fez com que ele passasse mais tempo em Hollywood. Junto com uma frota espantosa de carros, Presley alugou, e posteriormente comprou algumas das melhores e mais elegantes casas que Tinseltown pode oferecer. Uma em particular que ele alugou ficava em Bel Air, na Belagio Road. Era o tipo de casa que as crianças pobres de Memphis sonhavam quando eles folheavam vorazmente as revistas de cinema.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Elvis era especialmente generoso com a sua hospitalidade. Suas casas estavam sempre à disposição de seus amigos e do bando sempre fiel de sulistas que tinham sido apelidados pela imprensa de “A Máfia de Memphis.” Se ele gostasse de você, você estava dentro, e quando Elvis gostava de você, não havia meia medida. Roupas, festas, Cadillacs, faziam parte do pacote de ser “um amigo.” Em troca ele exigia lealdade cega e uma fé que tudo o que ele fizesse era o certo.
Nesta determinada noite, que está indelevelmente impressa na mente de Sonny, Elvis manteve a casa aberta. O lugar foi feito para diversão e jogos. Além de sua decoração luxuosa, havia uma sala especial para festas que continha todos os tipos imagináveis de jogos de pimball. No centro da sala havia uma mesa de bilhar tamanho grande de competição. A sala ficava em um nível mais baixo. A poucos passos da sala de jogos, você era levado para uma sala gigantesca. Sonny sabia que haveria alguns rapazes jogando em torno de uma festa improvisada. As filmagens de Fun in Acapulco tinham terminado e todos estavam relaxando. “Eu estava no International House of Pancakes on the Strip, e trouxe essas duas garotas bonitas. Uma das meninas mais tarde tornou-se uma atriz bastante conhecida, e a outra – vamos chamá-la de Judy (que não é o seu nome real) – era um coisinha doce. Eu acho que ela provavelmente está casada agora, então eu não quero embaraçá-la, identificando-a.
“De qualquer modo eu as levei até a casa, e há um movimento intenso acontecendo lá em cima. Dependendo do seu humor, Elvis em uma noite dessas, pode dizer olá a todos e ir direto para a cama. Outras noites ele não iria sequer descer, mas se ele estava à procura de um pouco de ação, ele bajularia alguma moça durante algum tempo e logo a levaria para cima. Nesta noite, Elvis não parece estar fazendo qualquer dessas coisas. Ele estava muito cansado e parecia um pouco agitado. Eu entrei e lhe dei um grande olá. Ele queria que eu jogasse bilhar com ele. Agora eu tinha essas senhoras comigo, mas quando Elvis
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


quer que você faça alguma coisa, você faz. Então eu deixei estas duas pequenas para os outros abutres lá em cima e comecei a jogar bilhar com Elvis.
“Depois de um tempo começamos a jogar parceria com dois outros caras da festa. O humor de Elvis não estava sendo ajudado pelo fato que ele errava as suas tacadas o tempo todo. Como em todos estes casos, fiquei um pouco tenso, sabendo que Elvis pode se irritar nestas situações. O que me deixou mais preocupado foi o fato que havia um monte de gente lá, várias garotas, e eu estava com medo que ele fizesse algo na frente de todos eles.” A intuição de Sonny foi chocantemente precisa.
Por esta altura, Judy tinha ficado um pouco entediada com a festa. O homem que tinha vindo com ela, Sonny, parecia muito ocupado jogando sinuca para tomar conhecimento dela. Ela decidiu partir. “De qualquer forma, Elvis estava prestes a dar uma tacada e a pequena Judy vem descendo as escadas para a sala de jogos.”
Ela chamou-lhe, “Eu acho melhor eu ir embora agora, Sonny. Você pode manobrar o seu carro, por favor? Ele está bloqueando o meu e não posso sair.”
Sonny respondeu, “sim, querida, apenas um minuto.”

Elvis levantou-se lentamente da mesa onde ele estava prestes a acertar uma tacada. “Sonny que diabos ela quer?”
Sonny deu de ombros. “Nada, chefe. Ela só quer que eu manobre o meu carro para que ela possa sair.”
Isso não satisfez Elvis. “Para o inferno, man, você está jogando. Deixe que ela ache outra pessoa para manobrar o maldito carro.”
Judy corou com o embaraço. Ela nunca teve a oportunidade de conhecer Elvis, embora ela o admirasse, e agora aqui ele a mandava par o inferno. Judy respondeu, “Olhe, me desculpe somente não conheço ninguém mais aqui. Por isso eu pedi para Sonny. E Sonny, se você apenas manobrá-lo, eu partirei. Sinto muito incomodá-lo.” Judy parecia que queria pular em um buraco em qualquer lugar. Os olhos de Elvis Presley estreitaram-se, ele se levantou e seus lábios entortaram para trás. Sonny conhecia os sinais.
“Maldição!” Elvis gritou. “Maldição, você não ouviu o que eu disse? Consiga alguém para manobrá-lo.”
Judy já tinha aturado bastante constrangimento e retrucou de volta. “Vá para o inferno você, filho da puta.” que o fez. Aconteceu muito rápido.
“Ele tomou o taco de sinuca na mão,” Sonny lembra. “Então, como se ele lançasse uma lança, ele apenas inclinou-se e jogou-o direto através da mesa de sinuca. Ela não teve tempo de desviar. A ponta do taco de sinuca apontou diretamente em seu corpo. Bateu um pouco acima do mamilo do peito esquerdo. Ela não gritou. Pareceu mais com uma respiração aguda, e ela se contorceu para trás no chão.”
Sonny arremessou-se em volta da mesa onde Judy estava deitada no chão. “Judy, Judy, você está bem, querida?” Sonny estava preocupado. “Ela estava muito pálida. E ela estava lá soluçando baixinho. Seu rosto estava mais branco do que sorvete de baunilha. Eu estava com medo de que algo ruim pudesse ter acontecido. Foi um golpe em tanto.”
Quando Sonny gritou e perguntou a Judy se estava tudo bem, Presley pegou outro taco e respondeu, “Inferno sim, ela está muito bem. Foi apenas uma daquelas quedas dramáticas. Arraste o rabo para fora daqui.”
Sonny apanhou Judy, que soluçava baixinho em seus braços e levou-a para o nível superior da toca, e deitou-a suavemente em um sofá. Um silêncio caiu sobre a festa. Todo mundo parecia estar embaraçado. Elvis chamou Sonny para que ele voltasse para a mesa de sinuca, “ela estava sofrendo,” lembrou Sonny. “A sua cara estava toda contorcida de dor. E ela soluçava. Jesus, eu me senti horrível. Eu falei com ela, tentando acalmá-la. Mas ela estava com dor e estava louca, e eu não a culpo por estar louca.”
Ela olhou para Sonny e repetiu, “Esse filho da puta, por que ele fez isso? Eu nunca fiz nada para ele. Ele não precisava ter feito isso.”
Ela estava segurando o seu peito e chorando. “Puxa querida”, disse Sonny, “Lamento o que aconteceu. Eu sei que ele não quis fazer isso. Foi uma daquelas reações
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


sem pensar, você sabe. Foi o temperamento. Ele não quis fazer isso. Vai dar tudo certo. “Sonny estava com raiva de si mesmo. Aqui ele estava encobrindo Elvis no que ele pensava ser um ato particularmente brutal. Se qualquer outro homem tivesse feito isso na presença de Sonny, ele o teria esquartejado.
“Então,” relembra Sonny, “Ela começou a falar sobre processar Elvis. Eu estava preocupado com isso no fundo de minha mente. Ela tinha cada maldito direito de processá-lo. Eu disse-lhe para não ser boba. Ela devia esquecer isso. Então, eu muito gentilmente disse que ele estava em sua casa, e ela realmente o insultou, e havia muitos amigos em volta como testemunha e logo eu disse, ‘Quem você pensa que eles vão defender?’”
Judy soltava faíscas. “Eu não me importo a quem eles irão defender. Vou processá-lo. Ele merece.” Sonny sentia vergonha de si mesmo. Realmente não era o seu estilo. Aqui estava esta pequena, vítima de uma reação súbita de temperamento sádico, e ele estava tentando convencê-la de não processá-lo.
“Eu não a culparia nem um pouco,” ele diz, “mas eu estava tão próximo de Elvis. Era para mim uma segunda natureza defendê-lo, mesmo quando eu sabia que ele estava muito errado. Fizemos todos, uma lavagem cerebral em nós mesmos naquele modo de pensar.”
Judy levantou-se e partiu. Ela nunca entrou com uma ação.
Sonny voltou à toca depois que Judy partiu. Ele estava com raiva de Presley. Ele fechou a cara para o seu chefe do outro lado da mesa de sinuca, que agora tinha se acalmado e estava, obviamente, se sentido culpado. Ele estava tentando justificar suas ações. De jeito nenhum ele iria admitir que estivesse errado, de acordo com Sonny. “Olha Sonny,” disse ele, “se ela tivesse me batido ou me chamado de canalha ou tivesse me mandado se foder, tudo bem.”
Sonny fez uma careta. “Ei, cara, a garotinha está sofrendo. Não havia necessidade de fazer isso. Ela só queria que eu manobrasse o maldito carro.”
Elvis foi insistente dizendo que ele tinha o direito de fazer o que fez. Então ele disse timidamente. “Bem, man, ela
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


não deveria ter me chamado de filho da puta. Isso não está certo.”
Os médicos informam que um golpe particularmente severo na região sensível da mama pode provocar várias doenças, um tumor, um cisto ou um coágulo de sangue. Logo após o incidente do taco de sinuca, Sonny encontrou com Judy na Strip, em Hollywood. Ela ainda estava muito aborrecida com o que tinha acontecido.
“Pedi desculpas a ela, porque foi um mau negócio e eu gostava bastante dela. Senti-me responsável, porque eu a trouxe para o lugar. Enfim, eu não sei se é verdade ou não, mas ela me disse que o taco de sinuca tinha danificado alguns nervos do peito esquerdo. O mamilo do peito esquerdo tinha ficado mais baixo do que o mamilo do direito. Porra me deixou irritado. Ela era um docinho, uma pequena bem atraente... Filho da puta, que me deixou com raiva.”
.....continua
no video a baixo um dos trairas Dave Hebler aparece com elvis em 1974 na escola de karate de ed parker

http://www.youtube.com/watch?v=szM92dl6T5k

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

livro Elvis What Happened? completo parte 1

um dos livros mais expresivos da vida de elvis conta coisas ocultas de sua vida fora dos palcos apartir de 1977 o porque de sua queda fisica ?. de seu fim livro escrito por sony e red west que ficaráo conhecidos como traidores
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Las Vegas. É fevereiro e o ar é tão fresco e limpo, quase crepitante. A temperatura está abaixo de zero em Nova York. Está chovendo em Los Angeles. Mas, em Las Vegas, é tempo de festa, como de costume. No andar térreo desse monumento à indulgência humana denominado Las Vegas Hilton, os vendedores de New Jersey e Ohio estão cambaleando sobre mesas de blackjack, copos de uísque em suas mãos. Suas esposas estão jogando fichas nos viciantes caça níqueis.
Acima do cassino, no trigésimo andar deste gigantesco hotel, na suíte Imperial, o clima é sombrio, silencioso e tenso. Dois homens brutos com seus sapatos feito sob medida mergulhados no grosso carpete, severamente inspecionam o mundo de sonhos quatrocentos metros abaixo deles. Como uma explosão gigante em uma fábrica de tintas, as luzes piscam convulsivamente, costurando uma colcha de retalhos da loucura que parece apropriada nesta Meca da insanidade.
Normalmente, qualquer um lá embaixo no cassino teria dado os seus dentes caninos para estar na suíte de luxo. Há champanhe na geladeira, Dom Perignon resfriada a perfeição. Comidas exóticas estão à disposição a cada minuto do dia e da noite em uma cidade que não se importa com o que você quer comer, seja um pequeno breakfast ou um banquete de cinco pratos. Alguns telefonemas casuais podem lotar a suíte com algumas das mulheres mais bonitas do país.

ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Mas agora Robert “Red” West, trinta e sete anos, e Delbert “Sonny” West, trinta e cinco anos, teriam feito qualquer coisa para estarem longe da suíte. Em qualquer lugar. Cem vezes antes naquela mesma suíte tinha sido diferente. Eles haviam desfrutado das festas, as celebridades, as mulheres bonitas, a bebida, os risos. De vez em quando, eles permitiram-se um sentimento de presunçosa satisfação. Não era uma vida ruim para um par de caipiras de Memphis, Tennessee, cuja única ambição, quando deixaram a escola tinha sido a de conseguir um emprego estável. Não tinha sido mau em absoluto nas noites de abertura, esfregando os ombros com milionários e estrelas de cinema, os homens que lhe davam tapinhas nas costas, pagavam bebidas, e os chamavam pelo primeiro nome.
É diferente agora. Muito diferente. São 3h00, da madrugada do dia 19 de fevereiro de 1973, e a festa acabou. O champanhe ficou no refrigerador. Sonny e Red contentam-se com a cerveja. Não existe nenhum telefonema para garotas bonitas ou estrelas de cinema. Os dois erguem as latas de cerveja até os seus lábios, as suas jaquetas habituais abertas e seus instrumentos de oficio fora do coldre de couro que cada um usa do lado esquerdo do peito, uma calibre 38 Smith e um revolver Wesson. São armas excelentes. São guarda-costas de uma das personalidades mais valiosas do século XX. Eles ficam em silêncio, evitando olhar um para o outro. Falar só tornará as coisas ainda piores. Foi uma noite má. A adrenalina está prestes a explodir. Red e Sonny sabem muito bem que o homem que descansa na King-size no quarto principal vai despertar muito em breve e o silêncio vai acabar e a noite vai ficar muito pior. Os minutos, normalmente irrelevantes em uma cidade onde os relógios nos cassinos são proibidos, demoram a passar terrivelmente. Então o chamado surge. A voz berra do quarto.
“Sonny? Red? Sonny? Red? Estão aí? Sonny repousa a cerveja sobre o balcão planejado. “Sim, chefe, aqui.” Red grunhe, “Venham, venham.” Eles se movem rapidamente
Eles se movem rapidamente.
No enorme quarto composto por um viçoso carpete verde
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ELVIS: O QUE ACONTECEU?


encontra-se um plataforma de dois níveis. Na parte superior uma enorme cama coberta por veludo verde-escuro. É uma sala real. Os Reis, as rainhas, os presidentes e os primeiros ministros dormiram nesta cama. O ocupante pode inspecionar os domínios do quarto e ter uma visão panorâmica da cidade abaixo. Um homem está nesta cama, apoiado por quatro travesseiros fofos. As luzes suaves no teto banham a cama em uma aura reservada apenas para seres supremos.
O homem está vestindo um caro pijama de seda branca, feito a mão. Ornamentado de fora a fora com pedras brilhantes, como suas jumpsuits que estão na cadeira. Uma loira estonteante está sentada no canto da cama. Sua roupa é de boutiques de classe, onde os fregueses ignoram os preços das etiquetas. Ela é muito bonita. Mas um pouco vulgar. O homem na cama está perturbado, muito perturbado. Seus olhos estão injetados de sangue e suas pálpebras pesadas. O suor brilha através dos poros de seu rosto e na testa, como se ele estivesse sofrendo um ataque cruel de malária. A loira lança seus belos olhos nervosamente, primeiramente para Red, e então a Sonny. Red evita o seu olhar e olha para o teto, então percebe que a cena é refletida lá em um grande espelho.

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Lentamente, o homem se levanta dos travesseiros. Ele se inclina para frente e cruza suas pernas, na forma de ioga. Quando ele fala as palavras são carregadas, fundindo-se uma nas outras. “Venha aqui, Sonny,” diz o homem quietamente. “Venha aqui, Sonny.”
Sonny sobe na plataforma e ajoelha-se ao lado da cama. O Smith e o Wesson pressionam o seu peito esquerdo quando ele se inclina através da cama para ficar mais perto do homem. O homem estende as suas mãos a Sonny, e Sonny estende a mão para pegá-las. O aperto do homem é frio, seus dedos afundam nas palmas de Sonny. “Olhe em meus olhos, Sonny olhe dentro de meus olhos.” As palavras saem monótonas e cansadas. Tranqüilas e cansadas. “O homem tem que morrer. Você sabe que o homem tem que morrer, o filho da puta deve ir. Você sabe Sonny, você sabe disso. Há muita dor em mim e ele é o responsável. Você pode me ouvir? Tenho razão. Você sabe que tenho razão. Mike Stone tem que morrer. Você fará isso por mim


ELVIS: O QUE ACONTECEU?


- mate o filho da puta, Sonny, posso contar com você. Eu sei que posso.”
As gotas de suor estão escorrendo pelo rosto do homem de pijama de seda branca. A voz está beirando a histeria. As lágrimas brotam nos olhos de Sonny West, um boi de seis pés e duas polegadas em forma de homem que nunca disse não a uma luta em sua vida e nunca perdeu uma. Sonny está implorando, “Não, chefe, vamos esquecer essa conversa, chefe. Sei que ele lhe causou dor, mas você não pode falar assim. Não é certo, simplesmente não está certo.”
O homem está repetindo, “Mike Stone deve morrer, ele deve morrer. Você o fará para mim, você deve, ele não tem direito de viver.”
Há livros sobre religião e ocultismo na cama em frente ao homem. Ele puxa as cobertas e eles caem no chão. Ele sai da cama esbarra na cadeira onde estão suas roupas de show e elas caem no chão. Ele é um homem decidido agora, murmurando para si mesmo, “Ele tem que ir”. Descuidadamente ele abre uma porta do gigantesco armário. Dentro mais equipamentos que brilham.
 
A bela loira está perdendo a calma. Há desespero em seu rosto. “Qual é o problema com ele? Alguém pode fazer alguma coisa? Será que alguém pode me dizer o que aconteceu? Acalme-o pelo amor de Deus. O que está errado? Oh meu Deus, Oh meu Deus.”
Sonny parece um menino articulando com alguém que ele gosta muito para não pular de um penhasco. O homem tropeça no armário, batendo na decoração fina do interior. Ele procura algo. Ele pega um objeto grande e longo. Sonny West sabe o que é, ele pode sentir seu coração bater no estomago. Red West sente um calafrio em suas costas até o pescoço. “Oh, céus”, ele sussurra para si mesmo. “Oh, céus.”
O homem cambaleia de dentro do closet segurando um rifle M 16, cinza esverdeado. Sonny de pé e de costas para a porta. O homem se move em sua direção e pressiona a arma em sua mão. Sonny

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ELVIS: O QUE ACONTECEU?


olha para ele como se estivesse segurando uma cascavel. “Jesus Cristo, chefe, não, isso não. Por favor, não.”
O homem de pijama abandona a sua monótona insistência. “Será que ninguém entende? Oh, Deus, por que ninguém consegue entender? Porque você não pode entender que este homem deve morrer?” Ele pula embriagadamente na cama. Ele está saltando agora. Ele vira o rosto para a parede.
Ele tenta literalmente escalar a parede, seus dedos que cavam a superfície para agarrar, as suas pernas tentando algo impossível. “Ele me machucou muito, todos sabem disso. Ele destruiu minha família. Ele tirou minha esposa de mim. Ele acabou com tudo e me magoou muito e ninguém se importa. Ele é o responsável por tudo isso.”
Sonny recua segurando firmemente o M 16. Há lágrimas brotando em seus olhos. O Grande Red é embargado pela emoção.
O homem continua tentando escalar a parede do quarto. A loira está suplicando, “Baby, não faça isso, por favor, querido não.”
Sonny caminha lentamente de costas para fora do quarto, segurando o M 16. Lágrimas escorrem por seu rosto. O homem de pijama na sabe que ele se foi. Sonny se vira e lança o M 16 em um cesto de lixo no corredor, então entra na sala. Outro homem acaba de entrar na suíte. Seu nome é Lamar Fike, normalmente alegre, texano de trezentas libras que está parecendo preocupado agora. Ele cai em uma cadeira e coloca seus pés em estilo vaqueiro numa mesa. Lamar Fike é como um membro da família para Red e Sonny. Ele sabe que há uma cena ruim lá dentro.
Sonny responde antes que a pergunta seja feita, “Lamar, é horrível. Você sabe o que ele quer que eu faça? Ele quer que eu mate Mike Stone.” Ele esteve tentando me hipnotizar. Ele pôs aquele M 16 em minhas mãos e disse-me para sair e acabar com Mike Stone.
Lamar levanta os olhos, sua expressão de compaixão,




é endereçada a Sonny com o seu nome Christian raramente usado: “Delbert, primo, vai ser uma noite longa e terrível.”
Sonny responde solenemente, “Não, ela vai durar mais do que uma noite. Não somente uma noite. Isto vai levar um longo tempo... E eu não sei o que fazer.”
Elvis Presley demorou a se dar conta da rara demonstração de desobediência de Sonny. Ele não estava neste mundo. Como Sonny e Lamar analisaram a gravidade do que estavam enfrentando, Red West e a loira, Linda Thompson rainha da beleza Miss Tennessee sulista e namorada de Elvis, tentaram acalmá-lo no quarto. Suas tentativas foram inúteis.
Red recorda-se: “Havia apenas Linda, eu e ‘E’, que estava lá sozinho. Estava chateado, mas não tão mal. Linda estava nervosa como um gato. Devo confessar que estava bastante emotivo também. É muito difícil ver alguém que você ama desse jeito.”
Linda foi a primeira a agir. Ela chamou um dos médicos de Presley, Elias Ghanem, um libanês simpático, de voz baixa que ficava de plantão vinte e quatro horas sempre que Presley estava em Las Vegas. Dr. Ghanem disse a Linda que estava a caminho. Ele daria uma injeção em Presley para acalmá-lo.
Sonny contou com a presença de espírito para sair do quarto. Red estava com medo de sair, em caso de Presley fazer algo drástico. “Não se sabe o que ele poderia fazer neste estado,” ele disse.
Presley virou-se para Red e atravessou toda a sala em direção a ele. Ele repetiu a ladainha, “Maldição”, você sabe que ele tem que morrer. Red encontre alguém, alguém que o extermine. Quero o filho da puta morto... Faça algumas ligações... Encontre alguém... Eu poderia achar um homem para o serviço em dez segundos...Você pode, basta fazê-lo. “Este homem, Mike Stone, me causou muito sofrimento.” Aquelas palavras deixaram todos assustados na sala, mas ficou especialmente denso na mente de Red.

ELVIS: O QUE ACONTECEU?

Red tinha visto Presley ter esses “ataques” antes. Muitas vezes, no dia seguinte nenhuma palavra seria dita, e tudo da noite anterior seria esquecido.
Mas Elvis Presley não se esqueceu. No dia seguinte quando ele viu Red, ele estava calmo, mas ele queria saber o que Red tinha feito sobre a sua ordem. “Red, você não fez aquela ligação ainda? Quero a feita.”
Red estremeceu. “Estou trabalhando nisso,” Red estava confuso, dividido entre uma lealdade cega a Elvis Presley e a gravidade do pedido. Red West com certeza afastou muitos homens a socos, mas acabar definitivamente com alguém, não era seu estilo.
Red voltou-se para o seu amigo particular, o ator Robert Conrad. “Ele era o único cara que eu poderia me abrir,” diz Red
Conrad, generoso e atencioso, a estrela de Hawaiian Eye, Wild, Wild West e Baa Baa Black Sheep, um veterano em Hollywood que estava habituado e não se chocava fácil.
Red recorda: “Eu estava assustado, mas eu não queria sair por aí contratando qualquer um. Ouvindo-me agora, devo parecer um louco. Foi uma loucura até falar com Elvis sobre isso, mas eu fiz e, bem, eu estou dizendo a verdade.”
Conrad falou a Red, com a calma esperada dele. “Olha, homem, não entre nessa. Não se aproxime dele. Fique bem longe. Já vi coisas assim antes. Eu vejo isso apenas como reações dos comprimidos ou injeções. Basta concordar com o que ele diz e adiar até que se acalme e perceba o que está pedindo. Ele recobrará a razão e esquecerá tudo sobre isso... esperamos.”
Red escutou calmamente Conrad e recobrou a razão. “Sim, você tem razão, Bob. Muito obrigado vamos esquecer tudo isso.”
Mas Elvis ainda não tinha esquecido. Ele tinha ficado obcecado com esse homem Mike Stone. Presley
 
diria a Red, “Ei, você está trabalhando naquela coisa? Você fez as ligações?
Red sempre ganhava tempo. “Sim, eu estou fazendo algumas ligações. Claro.” Red estava mentindo, naturalmente. Ele não tinha feito qualquer chamada sobre o caso – ainda.
“Agora, neste momento, Elvis estava se apresentando no Hilton,” Red continua, e acho que havia passado seis ou sete dias depois de seus shows lá. Cerca de dois em dois dias, Elvis chegaria a mim novamente. Ele pergunta o que estou fazendo sobre o seu pedido. Eu continuava somente inventando um monte de desculpas, além do fato de eu amar o cara e simplesmente não suportar vê-lo tão mal. E deixe-me dizer que doía. Assim Red fez algumas ligações – desta vez real.
Em Las Vegas, você pode conseguir o número de telefone de um “profissional” com bastante facilidade. A cidade foi fundada sobre esse tipo de coisa. A máfia pode se organizar a partir de lá por cinco mil dólares, embora nenhum golpe deva se realizar na própria Las Vegas. Essa é a política da Máfia.
Red diz: “Olha, cara, acredite em mim, qualquer um, um padre, pode obter um número de telefone para esse tipo de coisa, em qualquer lugar em qualquer hora.
“Bem, como um grande idiota, consegui o número de um ‘profissional’”. O preço citado foi de dez mil dólares. “Eu não citei nomes. Somente liguei para esse cara e perguntei qual era o seu preço. Então eu disse que voltaria a ligar.”
Na última noite do show, Red chegou a Elvis com a informação. “Eu acho que deve ter sido por volta de 25 ou 26 de fevereiro. Estive com ele um pouco antes dele subir ao palco. Eu lhe disse, ‘Bem “E,” eu fiz aquela ligação. Não acertei nada ainda. Mas você quer que eu chame o cara?’”
Red ia fazer a ligação de um telefone público. Ele queria que Elvis soubesse que ele não o tinha deixado,


mas ele também queria enfrentar Presley com o que estava fazendo.
Foi mais ou menos vinte minutos antes de Presley subir ao palco. Ele refletiu sobre a pergunta por alguns segundos e disse, “Ah, diabos, vamos deixar isso por enquanto. Talvez seja um pouco pesado. Vamos deixar de lado por hora.”
Red ainda hoje pode se lembrar da sensação de alivio. Naquela noite ele ficou tão feliz que saiu e se embebedou. “Agora a questão era, quando Elvis me pediu para fazer isso, eu queria que “E” percebesse o que estava dizendo. Por isso enganei-o. Ao mesmo tempo eu fui tão longe ao ponto de fazer a chamada telefônica, fui um idiota, mas Elvis tinha aquela coisa comigo.
“Mas há algo aqui. Sei que alguns idiotas, mais idiotas do que eu, que se “E” pedisse para matar Mike Stone, eles sairiam e matariam Mike Stone e antes que alguém percebesse o que estava acontecendo em sua volta Mike Stone estaria morto. Agora, havia caras assim em sua volta o tempo todo. Com certeza. Abundantes como nozes.
O que Red teria feito se Presley tivesse dito, “Faça a ligação?” É uma questão que Red não gosta de perguntar a si mesmo.
Dave Hebler trinta e cinco anos na época. Ele era faixa preta em quinto grau, campeão de karate. Ele ainda não tinha começado a trabalhar para Elvis; a viajem ainda estava por vir. Mas ele era um dos muitos da karate fraternity e sempre teve um lugar entre os amigos do círculo de Presley. Ele levava Presley em uma Mercedes até sua mansão em Monovale Road, em Beverly Hills. Eles estavam conversando. Hebler acabara de se separar de sua esposa.
Ele recorda: “Elvis tinha acabado de voltar de Vegas, então eu acho que deve ter sido em março de 1973. Eu tinha ouvido muitas conversas entre os rapazes sobre Elvis, da noite que ele tinha pedido para matar Mike Stone. Elvis e eu tínhamos construído uma boa relação. Nós dois
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Ele sabia que Mike Stone era o homem que levou Priscilla Presley de Elvis Presley. Ela tinha sido um canário enjaulado durante muito tempo. Ela ansiava por uma vida normal, em volta de pessoas normais fazendo coisas normais. Ela encontrou-a em um instrutor de karate obscuramente bonito. Dave conhecia a situação muito bem.
Na verdade, poucos dias antes que Elvis tentasse envolvê-lo nesta conversa sobre Mike Stone, Dave tinha estado conversando com Mike Stone e Priscilla no Orange Coast College em Westminster, Orange Country, num torneio de karate.
Priscilla, a bonita criança do exército que durante mais de uma década teve um dos destinos mais fascinantes do mundo na ponta de seus dedos, estava vestindo apenas um par de jeans e uma blusa. Ela dava risadinhas e ria como uma líder de torcida em seu primeiro jogo de futebol. “Ela estava em pé na porta do torneio, cumprimentando os clientes pagantes que vieram prestigiar. Ela foi muito amável. Muito, muito natural,” lembra Dave. “Portanto, ali estava Priscilla Presley recepcionado as pessoas no torneio de seu namorado. Ela sustentava seu namorado instrutor de karate, que adivinho, naquele tempo, em uma boa semana estaria faturando uns duzentos e cinqüenta dólares. Talvez o que enraiveceu tanto Elvis. Se ela tivesse fugido com alguém como Frank Sinatra, talvez de alguma forma pudesse ter amenizado o ego ferido. Eu não sei. Mas um instrutor de karate que ganha duzentos e cinqüenta dólares por semana, deve ter doido.”
Red West acredita que Dave até certo ponto está certo: “Não há dúvida de que seu ego estava muito ferido. Foi o que aconteceu diante de nossos olhos. Nós sabíamos o que estava acontecendo antes dele. Agora, eu não a culpo por deixar Elvis. Ela tinha uma vida que qualquer mulher normal não poderia tolerar. Mas eu sei que ele amava aquela mulher. Mesmo hoje ele nunca falou uma palavra contra aquela mulher. Ele sempre me dizia, ‘Sempre amarei Priscilla.’ De fato, no fundo,

Acredito que Priscilla foi uma das duas pessoas que ele realmente amou na sua vida. Ele não nos amou. Pensamos que o fez. Mas ele realmente amou aquela mulher.

ELVIS: O QUE ACONTECEU? capítulo - 2

Humes High School era uma daquelas relíquias de três andares do século XIX, do sul. Um edifício de tijolos marrons situado sinistramente em Manasas Street, Memphis, Tennessee, um monumento a tudo que era estrito e sem sentido. A única coisa boa sobre a Escola secundária Humes naquele dia quente, de verão de 1952 foi que as 3H15 da tarde o sino tinha tocado, e as crianças saíam das salas como espuma de uma garrafa de cerveja.
Red West, então com dezesseis anos, esteve curvado em sua escrivaninha na sala de aula o dia inteiro, repentinamente deu um salto em seu porte esguio e se dirigiu a uma das coisas realmente importantes da vida – a prática de futebol. Para Red, o horário que passava na sala de aula era apenas uma desagradável interrupção na sua vida de adolescente composta de confusões, futebol ou baseball. Red naturalmente ganhou o seu apelido por causa de seus cabelos cor de cenoura, que ele cortava a escovinha – tipo reco – dando a Red a aparência de uma escova de dente usada. Ele era um garoto de boa índole, terrivelmente tímido e, às vezes fácil de enganar, não muito diferente do Red West de hoje. Rápido para entrar na batalha se alguém tentar tomar liberdades demais em função de sua timidez, ele tinha a reputação de ser fácil desde que deixado em paz, mas um terror absoluto se fosse provocado.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Red não era o ideal feminino da escola. Era sardento e dolorosamente magro como legado do raquitismo de infância provocado pela dieta pobre do Sul. Mas o que faltava em glamour, compensava em músculos advindos da prática de futebol e beisebol. Apesar de sua privação, ele foi um dos melhores centro avante que a Hume High School alguma vez tinha produzido.
Red para em seu armário para pegar o seu equipamento de futebol. Ainda não eram 3h30, mas os corredores da escola estavam em silêncio, nenhuma criança. Red correu ansiosamente pelos corredores de piso marrom polido. Seu olhar captou uma figura solitária desoladamente inclinada contra a parede. Red foi atingido pela aparente solidão do menino. Ele reconheceu-o como o garoto que estava um ano a frente dele, Elvis Aron Presley. Red sabia que ele dizia olá, mas nada mais.
Presley dezessete anos de idade, era um garoto bonito, mesmo que ele parecesse um pouco fora do lugar no mar de crianças, com cortes e o couro cabeludo rosa. Ele estava pálido, com um caso virulento de acne. Ele tinha longos cabelos castanhos cortados em forma de rabo de pato. A vaselina que ele colocou sobre eles fizeram-no parecer mais escuro do que era. As costeletas longas introduziam-se na acne. Ele tinha preferência por jaquetas de couro e muitas vezes amarraria um lenço vermelho no pescoço a moda popular dos caminhoneiros interestaduais da época.
Apesar de Presley estar um ano a frente de Red, de fato, em seu último ano de graduação, ele quebrou o protocolo adolescente e abordou Red primeiro. Ele murmurou um tímido “Oi, Red”.
Os olhos de Red ficam um pouco nevoados nestes dias, quando ele se lembra daquele momento: “Simplesmente olhando para ele, eu sabia que algo estava errado, algo o incomodava.”
Red parou a sua trajetória em direção à prática de futebol e simplesmente disse, “Oi, Elvis, o que há? Algo errado?”
O jovem Presley rodeou e desconfortavelmente disse,
ELVIS: O QUE ACONECEU?


“Há três caras esperando do lado de fora para me pegar.”
Red nunca hesitou em levantar seus punhos para alguém, mas era particularmente propenso a entrar em ação contra valentões. Sem olhar para ver quantas pessoas estavam esperando lá fora, Red balançou a cabeça e disse calmamente, “Vamos verificar e ver o que é.”
Red liderou o caminho ao longo do corredor, descendo as escadas e chegando a calçada de Manasas Street. Lá estava, três meninos mais velhos da escola secundária, como Elvis. Parece que havia alguma coisa real na forma de falar quando Red West está com raiva. É o sotaque lento da região do Tennessee que parece demorar horas para completar uma frase.
Red olhou para o menino maior. “Eu estou notando que os três bundas gordas estão querendo surrar este cara pequeno.”
O grandalhão gaguejou uma explicação: “Ei cara, não é com você. Íamos apena falar com ele e isto é tudo.”
Red acenou com a cabeça. “Bem, isso é ótimo. Digo-lhe que: você e eu vamos ficar aqui conversando por um tempo, enquanto ele vai para casa em paz.” Elvis virou rapidamente sobre os seus calcanhares e correu para casa. O confronto parece ter terminado.
No dia seguinte, Elvis aproximou-se furtivamente de Red depois da aula e disse agradecidamente, “Caramba, Red, agradeço muito por ontem.”
Red sorriu, timidamente. “Esqueça isso, homem.”
Red tem a recordação perfeita para aqueles dias: “Quando me lembro dele naqueles dias parece que sempre alguém o estava azucrinando. Não sei porquê. Ele era bastante calmo, tranqüilo, bem educado, sempre foi respeitoso com os mais velhos, e nunca julgou ninguém. Em muitos aspectos, ele era um garoto muito bom, muito melhor do que muitos ao redor.”
Mas se Elvis não era arrogante, a sua aparência era. Ele passava horas no banheiro da escola.
 
ELVIS: O QUE ACONECEU?


“Há três caras esperando do lado de fora para me pegar.”
Red nunca hesitou em levantar seus punhos para alguém, mas era particularmente propenso a entrar em ação contra valentões. Sem olhar para ver quantas pessoas estavam esperando lá fora, Red balançou a cabeça e disse calmamente, “Vamos verificar e ver o que é.”
Red liderou o caminho ao longo do corredor, descendo as escadas e chegando a calçada de Manasas Street. Lá estava, três meninos mais velhos da escola secundária, como Elvis. Parece que havia alguma coisa real na forma de falar quando Red West está com raiva. É o sotaque lento da região do Tennessee que parece demorar horas para completar uma frase.
Red olhou para o menino maior. “Eu estou notando que os três bundas gordas estão querendo surrar este cara pequeno.”
O grandalhão gaguejou uma explicação: “Ei cara, não é com você. Íamos apena falar com ele e isto é tudo.”
Red acenou com a cabeça. “Bem, isso é ótimo. Digo-lhe que: você e eu vamos ficar aqui conversando por um tempo, enquanto ele vai para casa em paz.” Elvis virou rapidamente sobre os seus calcanhares e correu para casa. O confronto parece ter terminado.
No dia seguinte, Elvis aproximou-se furtivamente de Red depois da aula e disse agradecidamente, “Caramba, Red, agradeço muito por ontem.”
Red sorriu, timidamente. “Esqueça isso, homem.”
Red tem a recordação perfeita para aqueles dias: “Quando me lembro dele naqueles dias parece que sempre alguém o estava azucrinando. Não sei porquê. Ele era bastante calmo, tranqüilo, bem educado, sempre foi respeitoso com os mais velhos, e nunca julgou ninguém. Em muitos aspectos, ele era um garoto muito bom, muito melhor do que muitos ao redor.”
Mas se Elvis não era arrogante, a sua aparência era. Ele passava horas no banheiro da escola.

ELVIS: O QUE ACONTECEU?


penteando o seu rabo de pato a perfeição. Quando ele não estava usando uma jaqueta de couro e jeans, usava um par de calças coloridas escandalosamente marcadas. Num mar de 1.600 crianças na escola, Elvis se destacou como um camelo no Ártico. Intencionalmente ou não, sua aparência expressava um desafio que a sua conduta não correspondia.
Red diz: “Era esse cabelo, cara – ele arrumou todos os tipos de problemas. Se ele tivesse um corte regular como o resto de nós, ele provavelmente não teria sido incomodado. Mas adivinho que as outras crianças pensaram que ele estava tentando se mostrar, ou algo assim. Aquele cabelo sempre foi o cantar de sua glória. Nunca conheci outro ser humano que ficasse tanto tempo em cima do seu cabelo. Ele passava horas sobre ele, massageando e penteando e penteando novamente.”
Apesar da operação de salvamento feita por Red, ele e Elvis nunca se tornaram íntimos. “Era apenas um caloroso ‘olá’ ou um ‘oi’ e seguíamos nossos caminhos separados. Estávamos em classes diferentes, portanto nos víamos pouco. Ele sempre ia direto para casa depois da escola. Ele nunca vadiava nas ruas, apenas ia direto para casa.”

Elvis tentou entrar para a equipe de futebol, mas sem muito êxito. Com um pouco mais de peso e muito mais confiança, ele poderia ter sido um bom zagueiro, mas as coisas não pareceram funcionar. “Eu acho,” que Elvis durou no time aproximadamente três semanas. O treinador, um cara legal chamado Coach Boyce, simplesmente não agüentava Elvis e seus longos cabelos. Coach Boyce podia ser um verdadeiro filho de uma cadela e ele sempre pressionou Elvis para cortar o seu cabelo. Ele simplesmente humilhava ‘E’ tanto, que ele finalmente deixou o time.
“Eu realmente senti pena dele. Ele parecia muito solitário e não tinha amigos de verdade. Ele simplesmente não parecia capaz de se ajustar. Ma eu tenho que admirá-lo. Todos os desprezavam as crianças e alguns professores por causa de seus cabelos. Elvis nunca os cortou. Essa era a sua marca registrada. Ele seguiu seu próprio caminho, mas sem revidar





continua........

terça-feira, 9 de agosto de 2011

garota fotografada com a lingua na boca de elvis presley da entrevista

Barbara Gray, a loura que beija Elvis Presley, revelou a história desta fotografia
Barbara Gray, a loura que beija Elvis Presley, revelou a história desta fotografia (DR)“Pronto. A rapariga da fotografia sou eu”. Foi com este desabafo, passados 55 anos, que Barbara Gray, uma agente de imobiliário reformada, revelou à revista “Vanity Fair” ser a parceira ocasional no encontro com Elvis Presley (1935-1977) na escada dos bastidores do Mosque Theatre de Richmond, na Virgínia, um instante imortalizado pela câmara de Alfred Wertheimer, e que se tornou numa das mais famosas e enigmáticas fotografias da história.

Nessa noite de Junho de 1956, Elvis tinha apenas 21 anos e estava praticamente no início da carreira que o levaria ao estrelato. Preparava-se para enfrentar três mil fãs no Mosque Theatre e, como era costume, procurava distender a tensão em encontros fortuitos com as suas admiradoras. Nesse altura, acompanhava-o um jovem fotógrafo alemão imigrado, Alfred Wertheimer, que só desse encontro com uma jovem loira com um irresistível “look” à Kim Novak tirou meia centena de fotografias. A que viria a ser publicada, pela primeira vez, três meses depois, no magazine “The Amazing Elvis Presley”, tornou-se numa das mais célebres dos bastidores da carreira do intérprete de “Love me tender”. Mais ainda quando depois surgiu na “Life” e noutras revistas. Sempre com o suplemento de mistério sobre a identidade da rapariga.

“Eu nunca me preocupei em perguntar ao Elvis quem era ela. E ele também nunca mo disse”, comentou à “Vanity Fair” Alfred Wertheimer, agora com 81 anos, e que nessa altura se tinha radicado em Nova Iorque como foto-repórter tendo conseguido uma grande proximidade com Elvis, cuja carreira e mesmo vida familiar acompanhou de perto até 1958.

Entretanto, a fotografia foi conquistando também a sua posteridade, principalmente após a morte prematura de Elvis, em 1977, e ficou conhecida como “The Kiss” (“O Beijo”), rivalizando mesmo em celebridade com aquela que Alfred Eisenstaedt fez em Times Square em 1945, com uma enfermeira e um marinheiro celebrando o fim da 2ª Guerra Mundial, ou com a de Robert Doisneau e o par nas margens parisienses do Sena. A actriz Diane Keaton chegou a considerá-la, recorda o jornal “The Guardian”, “a fotografia mais sexy jamais tirada”.

Mas, da identidade daquela rapariga na Virgínia, não surgia nenhum sinal, nem sequer reivindicação ou polémica, como aconteceu com as duas outras fotografias históricas.

Em Janeiro do ano passado, quando o museu Smithsonian celebrou em Washington, com uma exposição, o 75º aniversário do nascimento de Elvis, essa fotografia foi a escolhida para o cartaz.

Barbara Gray terá achado que bastava. Até porque a própria neta, numa ida a Graceland, a casa e memorial de Elvis em Memphis, lhe trouxera uma chávena de chá, uma lancheira e um relógio... tudo com a sua fotografia impressa. “Avó, não podes pôr o teu nome na fotografia? Qualquer dia vai valer muito dinheiro...”, disse-lhe a neta.

Mesmo que a motivação não tenha sido material, Barbara Gray decidiu mesmo pôr fim ao mistério. Contactou, primeiro, o fotógrafo Alfred Wertheimer, via Facebook, e depois a Vanity Fair, que também já tinha publicado a fotografia. “Tenho uma boa história para vocês...”

Em entrevista à revista – e depois também ao programa “Today” na NBC –, Barbara Gray explica as circunstâncias do encontro com Elvis, tentando retirar-lhe – como se isso fosse possível – alguma da carga erótica que se lhe associa a partir da fotografia.
Eu era muito magra e fisicamente bem dotada”, recorda Barbara. Não poderia, por isso, ter escapado à atenção do jovem e fogoso Elvis. “Ele era um rapaz muito divertido, muito louco, e corríamos de um lado para o outro a perseguir-nos um ao outro, e sendo jovens, apenas”. Mas Barbara acrescentou que tudo se passou com “o melhor bom gosto possível”. A uma pergunta da NBC sobre se a troca de beijos (de línguas) tinha feito faísca, Barbara disse que não: “Talvez ele tenha sentido faísca, mas eu nem sequer sabia quem ele era verdadeiramente”. Admitiu, contudo, que a noite terminou com ambos no camarim de Elvis a beijarem-se, e com o cantor a abraçá-la e apalpá-la. Mas alguém bateu à porta a dizer que o comboio para Nova Iorque estava de partida... E Barbara regressou a casa ao encontro do seu namorado, e de uma vida de anonimato. Que não impediria, contudo, que a jovem tivesse cultivado amizade com o cantor Pat Boone – “Tu apareces em fotografias por todo o lado com o meu maior rival”, disse-lhe o cantor entretanto tornado pastor, quando “The Kiss” começou a sair nas revistas –, e tido mesmo algumas paixonetas com namorados do músico e “showman” Liberace. Do belo rapaz nascido no Mississípi, Barbara diz ter recebido apenas um cartaz de Boas Festas pelo Natal. Nada que a tivesse impedido de continuar a viver a sua vida, anónima mas animadamente – vai já no quarto marido.

Mas, agora, e pondo uma vez mais de parte qualquer intenção económica, achou que era tempo de revelar o seu segredo. “Eu só queria colocar o meu nome no raio da fotografia”, explica Bobbi Owens, usando o seu nome de solteira. Como quando era uma rapariga irresistível a pôr a cabeça à roda a um jovem músico de rock ‘n’ roll.
na foto a baixo Barbara Gray como esta hoje


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

lançamento FTD "FASHION FOR A KING

 Elvis Presley - Fashion For A King - Ftd Book/cd Capa Dura | LOJA DO SIMKA
 
 
Em agosto a Follow That Dream (FTD) estará lançando "Fashion for a King" um livro acompanhado de 2 CDs. O livro de 512 páginas retrata com detalhes os trajes que Elvis usou entre 1968 e 1977. Haverá muitas fotos ainda inéditas para a alegria dos fãs! A forma de Elvis se vestir foi tema de outro livro lançado em 2003 intitulado "Elvis Fashion". Assim como o lançamento da FTD aborda o impacto cultural que Elvis gerou com sua forma bem particular de se vestir! Para acompanhar o livro, dois CDs aumentarão a coleção dos fãs. O primeiro CD apresenta um show em Nebraska de 1º. de julho de 1974 no Auditorium Arena, apenas a faixa 21 foi gravada em Salt Lake City em 2 de julho de 1974. O segundo CD contém um show em Las Vegas do dia 14 de dezembro. A FTD pelo que se sabe, possui ainda grande acervo de shows ao vivo para lançar. Veja abaixo a relação das canções de cada CD:
 
 Fashion For A King - FTD Book CD. EIN in-depth review

CD 1

1) See See Rider
2) I Got A Woman / Amen
3) Love Me
4) Trying To Get To You
5) All Shook Up
6) Love Me Tender
7) Hound Dog
8) Fever
9) Polk Salad Annie
10) Why Me Lord
11) Suspicious Minds
12) Introductions
13) I Can’t Stop Loving You
14) Help Me
15) You Don’t Have To Say You Love Me
16) Bridge Over Troubled Water
17) Let Me Be There
18) Funny How Time Slips Away
19) Big Boss Man
20) Can’t Help Fallling In Love
21) Steamroller Blues
Gravado em 1º. de julho de 1974 no Auditorium Arena em Omaha (Nebraska). Faixa 21 gravada em 2 de julho de 1974 em Salt Palace, Salt Lake City, Utah.
 

CD 2

1) See See Rider
2) I Got A Woman / Amen
 3) Love Me
4) Trying To Get To You
5) And I Love You So
6) All Shook Up
7) (Let Me Be Your) Teddy Bear / Don’t Be Cruel
8) Hound Dog
9) Until It’s Time For You To Go
10) You Gave Me A Mountain
11) Polk Salad Annie
12) Introductions
13) Just Pretend
14) How Great Thou Art
15) Burning Love
16) Softly As I Leave You
17) America
18) Little Sister
19) Heartbreak Hotel
20) O Sole Mio / It’s Now Or Never
21) Can’t Help Falling In Love
Gravado no dia 14 de dezembro de 1975 no Las Vegas Hilton
 
 
FONTE DE INFORMAÇÕES E AGRADECIMENTOS AO SITE ELVIS TRIUNFAL



lançamento He Touched Me : FTD Special Edition 2 CD

 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo informações de sites estrangeiros, o álbum "He Touched Me" será relançado em setembro de 2011 com takes
alternativos. Este foi um grande trabalho na carreira de Elvis que acabou ganhando um Grammy na categoria de música religiosa. Como Elvis adorava aquele repertório facilitou em muito o processo de gravação na época.

domingo, 24 de julho de 2011

elvis presley em desenhos e pinturas

Elvis Presley CD: Cartoons & Rock'n'Roll - Ger Rijff (Book&CD) - Bear  Family Records

 

Não é de hoje que a figura de Elvis Presley é usada de todo o tipo de forma em filmes videos musicas e tudo o que se pode imaginar nesta sessáo temos Elvis em varios desenho e pinturas esta é mais uma forma de carinho ao rei

The King ELVIS PRESLEY Caricature Artwork Print Signed by | Etsy Hong Kong



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