Elvis 1956


sábado, 6 de maio de 2017

LIVRO ELVIS EU CAPITULO 27

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 27


Elvis ficou tão desolado com Clambake que seu peso subiu dos 75 quilos habituais para noventa à altura em que se apresentou para o trabalho. O estúdio ordenou-lhe que emagrecesse... e depressa. Ele começou a tomar pílulas de dieta, a única maneira pela qual podia reprimir o apetite e emagrecer em tão curto prazo. O Coronel conseguiu apaziguar os chefões do estúdio.

Na manhã em que devia começar as filmagens ele acordou meio grogue e foi para o banheiro, enquanto eu continuava na cama. Ouvi um baque alto e depois os seus gritos:

— Mas que merda! Quem pôs este fio aqui?

Pulei da cama e corri para o banheiro, indagando:

— O que aconteceu?

Elvis estava caído no chão, esfregando a cabeça.

— Tropecei no fio da televisão. Estava tão escuro aqui que não vi nada. Ajude-me a levantar... tenho de ir para a cama.

Embora ele estivesse tonto, sem equilíbrio, conseguimos chegar à cama. Sentindo um caroço em sua cabeça, liguei no mesmo instante para Joe Esposito, que chamou o Coronel e um médico. Poucos minutos depois o quarto estava cheio de gente — o médico, sua enfermeira, o Coronel sugeriu que todos, menos ele, esperassem lá fora, enquanto o médico fazia o diagnóstico.

Poucas horas depois foi anunciado que Elvis tinha uma grave concussão cerebral e que o início das filmagens estava adiado por prazo indeterminado. O Coronel resolveu aproveitar o acidente para cortar algumas das outras atividades de Elvis. Queria que ele abandonasse o envolvimento com as filosofias esotéricas, que em sua opinião eram irrelevantes para a carreira de Elvis e prejudiciais a seu pensamento objetivo.


A busca espiritual de Elvis não passara desapercebida. Todas as pessoas, do círculo íntimo à turma das filmagens, estavam conscientes de uma mudança em sua personalidade, ao longo dos anos em que ele vinha estudando com Larry Geller. A personalidade antes vibrante de Elvis se tornara agora passiva, ele era cada vez mais introvertido. As brincadeiras travessas que outrora fazia no estúdio haviam sido suplantadas por suas buscas diligentes. Elvis passava cada momento de folga absorvido nos livros que levava para o estúdio.

A pessoa mais preocupada com essa mudança era o Coronel Parker. Ele achava que Larry hipnotizara Elvis, cuja carreira de ator e cantor estava sofrendo em conseqüência. A "concussão" de Elvis era uma oportunidade para acabar com a "exploração da alma".

Poucos dias depois do acidente ele reuniu Elvis e os rapazes. Disse que eles estavam sobrecarregando Elvis com problemas demais, comentando:

— Lidar com uma pessoa é uma coisa, mas cuidar de onze e mais os próprios problemas pessoais é suficiente para fazer qualquer homem vergar.

O Coronel acrescentou que haveria algumas mudanças, da redução da folha de pagamento à determinação de que todos os problemas fossem encaminhados a Joe Esposito, em vez de Elvis. Sua mensagem básica foi a seguinte: Deixem Elvis em paz.

— Elvis deve se concentrar em sua carreira. É um artista, não um ombro amigo para os outros chorarem. Deixem-no em paz, para que ele possa realizar o seu trabalho. O Coronel olhou para Larry; era evidente que ali estava o principal alvo de sua mensagem. — Não quero que ele leia mais livros e se envolva com coisas que deixam sua mente confusa.

Elvis permaneceu sentado a escutar como um menino obediente, parecendo abatido, sem dizer nada. Não assumiu a defesa de Larry; ninguém o fez. Mais tarde, o Coronel disse a Elvis que deveria afastar Larry de sua vida, que Larry usava alguma técnica para manipular o pensamento dele. Elvis alegou que isso não acontecia; estava realmente interessado em suas leituras.


ELVIS E EU


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— Você não estaria nesse estado se sua cabeça estivesse em ordem! — gritou o Coronel. — Posso lhe garantir, Elvis: Larry está interferindo em sua mente!

Fiquei surpresa ao observar como Elvis escutava atentamente. Ele sempre discutira com qualquer um, até mesmo comigo, que se atrevesse a falar alguma coisa contra Larry. Mas agora Elvis prometeu ao Coronel que não passaria mais tempo do que o necessário com Larry. E cumpriu a promessa. Só usava Larry para arrumar seus cabelos e nunca mais tornou a ficar a sós com ele.

Depois dessa reunião, os rapazes passaram a ser abertamente hostis com Larry, até mesmo Elvis fazia alguns comentários mordazes a seu respeito.

Larry era uma espécie de pária e acabou indo embora. O Coronel Parker ficou exultante. Recuperava seu pupilo. Elvis estava pronto para uma grande mudança, e já era tempo que ocorresse. O Coronel disse que seus filmes estavam indo muito mal e que ele precisava revitalizar sua carreira. Estaria casando em breve e antes disso tinha de repor sua carreira e sua vida no caminho certo.

Depois que Larry partiu, Elvis guardou muitos dos seus livros. Eu disse a ele que me sentia contente por isso, pois aqueles livros estavam literalmente nos destruindo. Estávamos noivos, íamos casar.

— Você se sentiria ainda melhor se eu me livrasse de todos os livros? — perguntou Elvis.

Acenei com a cabeça afirmativamente. Naquele dia, às três horas da madrugada, Elvis e eu fizemos uma pilha grande, e fomos jogar tudo num poço abandonado, por trás de Graceland. Despejamos gasolina por cima, Elvis riscou um fósforo e jogou-o, despedindo-se do passado.

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ELVIS E EU



CONTINUA,,,,,,,,,,
 
 

Um comentário:

  1. Ja compartilhei para todos! Esse blog é incrivel !! Continue a postar ! Amo esse livro !!! <3

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