Elvis 1956


terça-feira, 16 de maio de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 35

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 35


Entrei na sala e encontrei Elvis e Vernon discutindo sobre o Coronel Parker.

— Ligue para ele e diga que está acabado, papai. Vamos cancelar os contratos e eu pagarei qualquer porcentagem que estivermos lhe devendo.

— Tem certeza de que é isso o que quer, filho?

— Claro que tenho. Detesto o que estou fazendo e não agüento mais. Elvis saiu furioso pela porta da frente, não voltou naquela noite nem nos dias subseqüentes. Todos ficamos aturdidos. Era a primeira vez que ele viajava sozinho — sem levar sequer um guarda-costas. Elvis nem mesmo sabia o seu próprio telefone, não andava com dinheiro. Como poderia se arrumar? Tudo sempre fora providenciado para ele.

Segundo Jerry Schilling, Elvis embarcou num vôo comercial para Washington, D.C., com a intenção de se encontrar com o Presidente Nixon. Ao chegar, teve uma súbita reação à penicilina que tomara para uma gripe e resolvera voltar a Los Angeles. Telefonou durante uma escala em Dallas, pedindo a Jerry que fosse encontrá-lo no aeroporto de Los Angeles com um médico. Queria um tratamento para a reação. Ele descansou dois dias em Los Angeles e depois voltou a Washington, em companhia de Jerry. Levavam quinhentos dólares, de um cheque que Jerry conseguira descontar.

Durante o vôo, Elvis puxou conversa com um jovem soldado, que acabara de voltar do Vietnam. O soldado devia ter contado a história de sua vida. Antes do avião pousar, Elvis pediu os quinhentos dólares a Jerry e entregou ao jovem, desejando-lhe boa sorte. Jerry protestou:

— Isso é tudo o que temos, Elvis.

Ao que Elvis respondeu:

— mas ele precisa mais do que eu, Schilling.



Depois, ainda durante o vôo, ele pediu à aeromoça papel e caneta. Elvis nunca foi muito de escrever cartas, mas agora escreveu uma ao Presidente Nixon, explicando como poderia ajudar a juventude a se livrar das drogas. Era uma súplica fervorosa, os erros apressadamente riscados e corrigidos, enquanto ele passava seus pensamentos para o papel.

Jerry providenciou para que uma limusine fosse buscá-los no aeroporto e os levasse à Casa Branca. Eram seis e meia da manhã e Elvis estava vestido de preto, óculos escuros, o cinto largo de ouro do International e uma bengala. Aproximou-se do portão, nas palavras de Jerry, parecendo Drácula. O rosto estava um pouco inchado e Jerry temia que sua aparência pudesse despertar suspeitas.

Assim que Elvis explicou quem era e que tinha uma mensagem para o Presidente, foi-lhe prometido que a carta seria entregue a Nixon por volta das nove horas da manhã. Elvis determinou então que Jerry providenciasse um encontro seu com John Finlator, Vice-Diretor de Narcóticos, em washington. Elvis queria realmente ajudar os garotos a se livrarem das drogas. Outro propósito de sua viagem era obter para si mesmo um emblema de agente da Divisão Federal de Narcóticos.

Elvis era um grande colecionador de emblemas. Tinha emblemas de detetive, guarda e xerife de todas as partes da nação; o emblema de agente de narcóticos representava para ele um espécie de poder supremo. Em sua imaginação, esse emblema lhe proporcionaria o direito de carregar qualquer droga. Também daria a ele e sua Máfia de Menphis o direito de portar armas. Com o emblema de agente federal de narcóticos, poderia entrar legalmente em qualquer país, portando armas e carregando todas as drogas que desejasse.

Sua obsessão em obter esse emblema fora causada por um detetive particular chamado Jonh O'Grady, a quem Elvis contratara para trabalhar num processo de paternidade. O'Grady informara que John Fillator era o homem que deveria procurar. Elvis determinou que Jerry ficasse esperando no hotel, para o caso do Presidente Nixon telefonar enquanto ele ia falar com Finlator. Uma hora depois Jerry recebeu um telefonema de Elvis, dizendo que Finlator negara seu pedido. Jerry ficou surpreso pelo
estado emocional de Elvis. Ele parecia à beira das lágrimas quando disse:


ELVIS E EU



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— Ele não quer me dar o emblema!

Jerry conseguiu animá-lo um pouco com a informação de que acabara de receber um telefonema da Casa Branca.

— O Presidente leu sua carta e vai recebê-lo dentro de vinte minutos. Entrar na Casa Branca não era fácil, nem mesmo para Elvis Presley. Os guardas se mostraram cordiais, mas cautelosos, revistando-o meticulosamente. Jerry também foi revistado antes de terem acesso ao Gabinete Oval, assim como Sonny West, a quem Jerry chamara e tornou-se atordoado quando compreendeu que ia se encontrar pessoalmente com o Presidente dos Estados Unidos.

Elvis foi conduzido sozinho ao Gabinete Oval. Jerry e Sonny foram informados de que deveriam esperar do lado de fora, mas que havia alguma possibilidade de serem apresentados ao Presidente depois. Segundo Jerry, eles foram introduzidos no Gabinete Oval menos de um minuto depois. Jerry sabia que se houvesse algum meio de introduzi-los, Elvis daria um jeito. Nem mesmo o Presidente era imune a seu charme. Ao entrarem, Jerry e Sonny constataram no mesmo instante que Elvis estava inteiramente à vontade. Apresentou a todos e exortou o Presidente a dar a Jerry e Sonny abotoaduras de presente, até mesmo pediu por lembranças para levarem para as esposas. Quando ele deixou o Gabinete Oval, acrescentara à sua coleção o emblema que considerava mais importante. Saiu sorrindo, um Elvis diferente do que poucas horas antes estava tão transtornado emocionalmente. Nixon revogara a decisão de Finlator e determinara que um emblema fosse levado ao Gabinete Oval, a fim de presenteá-lo a Elvis.

A discussão sobre o Coronel que desencadeara aquela aventura nunca mais foi mencionada.



ELVIS E EU


CONTINUA,,,,,,






 




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