Elvis 1956


segunda-feira, 15 de maio de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 33

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 33


Voltamos a Los Angeles, onde Elvis estava filmando Live a Little, Love a little. Ele começou a readquirir seus antigos hábitos. Frustrada, passei a procurar cursos de dança para me matricular. Procurei nas páginas amarelas, até encontrar um curso que me atraiu a atenção, uma escola para jazz e balé, não muito longe de nossa casa. O estúdio era pequeno e despretensioso; o proprietário, Mark, era um homem extremamente atraente e dinâmico, 45 anos. Era um excelente dançarino e um ótimo mestre; ao sair de lá, naquela tarde, eu me matriculara para aulas particulares.

Ainda muito inibida para dançar na presença de um grupo, queria esperar até me certificar de que queria acompanhar os outros. Tinha aulas particulares três vezes por semana. O interesse pessoal e a atenção de Mark eram lisonjeiros e não demorou muito para que eu estivesse realizando passos que nunca imaginara que poderia conseguir. Mark disse que eu possuía o potencial de uma boa bailarina e me exigia até os limites. Por frustração e dor, tive vontade de largar tudo. Exigindo que eu continuasse, Mark assegurou-me que eu estava assim desenvolvendo o meu caráter. Forçava-me a repetir a mesma rotina até que era quase perfeita. Isso me levou a compreender que poderia ir além do que jamais sonhara. Ele acreditava em mim e eu estava realizando alguma coisa. Pela primeira vez, estava criando, sentindo-me bem comigo mesma, e ficava ansiosa pela próxima aula.

Mark era carismático e eu me encontrava bastante vulnerável. No lugar de um casamento apaixonado, a dança estava se tornando minha vida; sentia-me obcecada, levando todas as minhas frustrações e sentimentos para o estúdio. Descobri-me a pensar em Mark até mesmo



quando estava em casa. Só o vira umas poucas vezes em toda minha vida e já me sentia incapaz de tirá-lo dos pensamentos. Racionalizei, dizendo a mim mesma que isso acontecia porque ele estava sempre à minha disposição. Parecia me compreender, enquanto o homem que eu realmente amava se encontrava absorvido em seu próprio mundo. Comecei a relaxar, divertindo-me quase contra a minha vontade. Já se passara algum tempo que eu não me encontrava com um homem que dava valor aos meus talentos e apreciava ficar a sós em minha companhia. Era também a primeira vez que eu não estava competindo por minha própria identidade. Era um experiência emocionante que há muito tempo eu não tinha.

Tivemos uma breve ligação e resolvi encerrá-la. Saí desse caso com certeza de precisava muito mais do meu relacionamento com Elvis. Nós dois resolvemos fazer uma viagem ao Havaí. Era a primeira vez que saíamos em férias e eu esperava que fosse uma segunda lua-de-mel, que a experiência com Mark seria esquecida. Levamos Lisa, sua babá, Joe, Joanie, Patsy e o marido, Gee Gee, Lamar e sua esposa, Nora, e Charlie. Fomos para IIikai Hotel, em Waikiki, mas logo descobrimos que Elvis não podia ir à praia sem atrair uma multidão. Resolvemos alugar uma casa com uma praia particular e passamos lá o resto das férias.

Foi maravilhoso e Elvis e eu éramos outra vez como duas crianças, longe das pressões e das filmagens — e longe de Mark, para quem minha atenção de vez em quando se desviava.

Foi lá que conhecemos Tom Jones e Elvis se afeiçoou muito a ele. Sempre gostara do estilo vocal de Tom, especialmente em "Gren, Gren Grass of Home", que Elvis ouvira pela primeira vez viajando de Los Angeles para Memphis. Ele me ligara ao pararem no Arizona, dizendo-me para comprar o disco.

Elvis tinha certeza de que Tom era preto; nenhum cantor branco poderia cantar assim, à exceção dos Righteous Brothers, que para sua grande surpresa também eram brancos.

Tom Jones e Elvis experimentaram uma simpatia mútua instantânea. Depois de uma apresentação no IIikai, Tom convidou-nos para sua suíte, juntamente com o nosso grupo. Poucos minutos depois o champanhe estourou e a festa começou. Rimos, bebemos, gracejamos, bebemos ainda
 


ELVIS E EU

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mais (muito mais), cantamos... e deixamos o IIkai ao amanhecer. Elvis gostou tanto que pessoalmente convidou Tom e seu grupo a se juntarem a nós na casa da praia, no dia seguinte, uma amizade cresceu assim, uma amizade feita de admiração e respeito mútuo.

Um dos atributos mais destacados de Elvis era a sua convicção de que havia espaço no mundo das diversões para qualquer um que tivesse talento. Em minha experiência, somente uns poucos astros são tão generosos. A ganância, insegurança, inveja e o ego geralmente impedem as celebridades de se concederem um apoio mútuo.

Elvis era capaz de reconhecer o talento imediatamente. Em Las Vegas assistíamos regularmente aos espetáculos de artistas em ascensão; se Elvis gostava, passava a freqüentar o lugar, estimulando os artistas a prosseguirem em suas carreiras, incutindo-lhes confiança e entusiasmo. Alguns de seus prediletos eram Ike e Tina Turner, Gary Puckett e o Union Gap, os dançarinos Tybe e Bracia e os veteranos Fats Domino e os Ink Spots, todos talentosos, merecendo reconhecimento em sua arte.

Uma noite visitamos Barba Streisand nos bastidores do Internacional Hotel, que é agora Hilton. Fora um desempenho clássico de Streisand e Elvis, depois de tomar Bloody Marys demais, queria lhe transmitir suas impressões. Fomos levados ao seu camarim e as primeiras palavras de Elvis foram:

— O que você viu em Elliott Gould? Nunca fui capaz de suportá-lo!

À sua típica maneira, Barba respondeu, deixando Elvis com a cara no chão:

— Mas que história é essa? Ele é o pai do meu filho!

Elvis tinha alguns outros favoritos especiais — Arthur Prysock, John Gary, o astro da ópera Robert Merrill, Brook Benton, Roy Orbison e a gravação de "Where Has Love Gone?" por Charles Boyer. Não suportava os cantores que, em suas palavras, eram "todos técnica e nenhum sentimento emocional", incluindo nessa categoria Mel Torme e Robert Goulet. Ambos

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ELVIS E EU

foram responsáveis por dois aparelhos de televisão sendo destruídos com uma Magnum 357.





CONTINUA,,,,,,,,,,
 

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