Elvis 1956


terça-feira, 9 de maio de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 30

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 30


Elvis e eu conversávamos com freqüência sobre filhos, mas não planejávamos nenhum imediatamente. E veio aquele dia no rancho. Era o início da tarde e Elvis estava profundamente adormecido. Deitada na cama, experimentei uma estranha sensação na barriga, algo que nunca sentira antes. Fiquei olhando fixamente para o teto. Não... não era possível. A sensação se repetiu. Saí da cama. Vou falar com Patsy, pensei. Ela saberia. Fui para o telefone na sala.

— Patsy, você se sentiu esquisita quando descobriu que estava grávida?

— Esquisita como?

— Você sabe. O que sentiu?

— Perdi a regra.

— Mas não sentiu alguma coisa no corpo... algo estranho?

— Não me lembro, Priscilla. Por que?

— Porque acho que estou grávida. Sei que estou. Nunca me senti assim antes.

— Talvez sejam os nervos.

— Não... apenas tenho uma sensação esquisita. Tornarei a falar com você mais tarde.

Não contei a Elvis imediatamente; Não podia. Mas ele percebeu que eu andava muito quieta e preocupada. Se eu estivesse grávida, sabia que nossos planos de viajar teriam de ser adiados. Não seria capaz de ir para algum lugar exótico e deixar meu bebê aos cuidados de babás. Durante o primeiro ano, queria ficar a sós com Elvis, sem responsabilidades ou obrigações.

Por alguns dias me senti zangada com Elvis. Antes do casamento, eu lhe perguntara se deveria começar a tomar pílulas anticoncepcionais, mas ele se mostrava intransigentemente contra.


— Não são boas para você Baby. Não quero que as tome. Ainda não foram aperfeiçoadas e há muitos efeitos colaterais.

Uma semana transcorreu antes que eu revelasse minhas suspeitas a Elvis. Esperava que sua reação fosse tão contraditória quanto a minha, mas Elvis ficou extasiado. Marcou imediatamente uma consulta com um médico, acompanhou-me ao consultório, ficou sentado nervoso na sala de espera, enquanto eu era examinada. Quando saí, abracei-o e disse:

— Adivinhe!

— O que é ? O que é?

Ele mal conseguia se controlar.

— Você vai ser papai!


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Elvis ficou na maior felicidade e queria contar a todo mundo o mais depressa possível. Foi nesse momento que Vernon, que nos acompanhara, entrou na sala. Elvis agarrou-o pelo braço.

— Não vai acreditar, papai! Cilla vai ter um filho! Você vai ser avô!

— Deus Todo-Poderoso! — exclamou Vernon, atordoado. — Está brincando!

— Não estou, não papai. É a pura verdade. — Uma pausa e Elvis acrescentou, zombando: — Você vai virar um vovô de cabeça branca.

Adorei ver Elvis tão feliz, mas ainda estava incerta sobre a maneira como aquela gravidez inesperada afetaria nosso casamento. Aquele deveria ser o tempo em que ficaríamos a sós. Eu queria ser linda para Elvis; em vez disso, minha estréia como esposa de Elvis seria prejudicada por uma barriga estufada, o rosto balofo, os pés inchados.

Para mim, quanto menos as pessoas comentassem que eu parecia grávida, melhor seria. Tencionava provar que uma mulher grávida não precisa ficar enorme de gorda. Queria refutar a afirmação de Elvis de que "as mulheres usam a desculpa da gravidez para relaxarem". Embora o médico dissesse que um ganho de doze quilos seria ótimo, baixei imediatamente do meu peso normal de 50 quilos para 45. Durante os quatros meses seguintes recuperei cerca de dois quilos e somente mais outros quatro por ocasião do parto. Comendo apenas uma refeição por dia e matando a fome no resto do tempo com maças e ovos cozidos, eu me orgulhava de jamais precisar comprar uma bata. O médico aconselhou-me



ELVIS E EU

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a consumir muitos laticínios, além de vitaminas múltiplas. Sendo vaidosa, resolvi alterar as instruções do médico e reduzi o consumo de laticínios. Não queria engordar e depois ficar com estrias. Como uma precaução adicional, resolvi passar manteiga de cacau na pele pelos oito meses seguintes.

Poucos dias depois de eu saber que estava grávida, deixamos Memphis e seguimos para Los Angeles, onde Elvis iniciaria a pré-produção de um novo filme, Speedway. Seria a última viagem em nosso ônibus fabricado sob encomenda, antes de ser vendido. Durante a viagem, Elvis e os rapazes se divertiram a valer, socando-se a todo instante, fazendo uma porção de brincadeiras. Embora eu não parasse de rir, sentia-me ambivalente em relação à gravidez. Queria um filho, mas não tão cedo. Elvis era extremamente sensível ao meu ânimo. Sentia falta dos "olhos faiscantes" de sua garotinha, o "rosto iluminado e risonho". Finalmente, em Flagstaff, Arizona, num hotelzinho à beira da estrada, ele me sentou e indagou:

— O que você quer fazer, Baby?

Desatei a chorar e balbuciei:

— Não sei. O que posso fazer?

— O que você acha? Apoiarei qualquer coisa que você queira fazer. Compreendi do que ele estava falando. A decisão teria de ser minha. E murmurei, ainda chorando:

— É nosso filho... eu nunca poderia me perdoar... e você também não...

Elvis não disse nada, apenas me ofereceu um sorriso de aprovação. Abraçou-me firmemente, enquanto eu chorava. Nós dois, unidos pelo amor, aceitávamos nossa pequena criação com a maior satisfação.
 




ELVIS E EU





CONTINUA,,,,,,,,,,,


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