Elvis 1956


segunda-feira, 8 de maio de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 28

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 28



Minha atitude em relação às formalidades normais do casamento era ingênua, sem qualquer sofisticação. Se não fosse por minha boa amiga Joan Esposito, não posso imaginar o que teria feito. Joanie foi sensacional. Fora criada no Missouri, onde a mãe estava de alguma forma metida em política.

Joanie sabia de tudo sobre etiqueta social. Antes do casamento, nunca houvera uma ocasião para formalidades — as mesmas pessoas nos visitavam há anos e estavam sempre presentes quando havia uma festa especial, como o reveillon num clube local, ou as guerras de fogos de artifício em Graceland.

Ela me lembrou de encomendar meu papel de carta personalizado, a fim de enviar bilhetes de agradecimento posteriores. Enviou nossos nomes para as melhores lojas de prataria e cristal da cidade, para que fosse mais conveniente a compra de presentes de casamento pela família e amigos. Eu jamais comparecera a qualquer casamento tão grande quanto o nosso... nem de longe. Sentia-me muito nervosa. Fui tomada de surpresa pela generosidade dos chás de panela. Sempre me parecera que Graceland tinha tudo o que uma pessoa podia desejar. Estávamos satisfeitos com o que havia ali, mais algumas coisinhas que eu comprara ao longo dos anos, como pratos lisos e copos simples (para o caso de reposição).

— O que há de errado com estas coisas? — indaguei.

Fora criada para ser prática e isso estava se tornando evidente. Joanie introduziu-me aos aparelhos de luxo, o que havia de melhor em prata, cristal e porcelana — Bacarat, Lenox, Steuben.

A cerimônia de casamento foi a primeiro de maio de 1967. O Coronel Parker cuidou de tudo. Seu plano era que Elvis e eu seguíssemos de carro de Los Angeles para nossa casa alugada em Palm Springs no dia anterior ao casamento, a fim de que quaisquer repórteres inquisitivos que suspeitassem do evento pensassem que a cerimônia ocorreria lá.



Na verdade, planejávamos levantar antes do amanhecer no dia do casamento e voar de Palm Springs para Las Vegas, onde passaríamos pelo cartório às sete da manhã, a fim de pegar a licença para o casamento. De lá seguiríamos imediatamente para o Aladdin Hotel. Ali trocaríamos de roupa, faríamos uma pequena cerimônia na suíte do proprietário do hotel e depois — era o que esperávamos — deixaríamos a cidade antes que a notícia se espalhasse.

O tempo era essencial. Sabíamos que a notícia se espalharia pelo mundo assim que solicitássemos a licença para o casamento. Foi justamente o que aconteceu. Poucas horas depois de obtermos a licença, o escritório de Rona Barrett começou a telefonar para indagar se os rumores sobre o casamento eram verdadeiros.

Elvis e eu seguimos o plano do Coronel, mas enquanto corríamos de um lado para o outro, durante o dia, não pudemos deixar de pensar que nos daríamos mais tempo se tivéssemos de fazer tudo de novo. Ficamos particularmente aborrecidos pela maneira como nossos amigos e parentes acabaram sendo afastados. O Coronel até disse a alguns dos rapazes que a sala era muito pequena para caber a maioria e suas esposas e não havia tempo de mudar para uma sala maior. Infelizmente, já era tarde demais para mudar qualquer coisa quando Elvis descobriu.

Agora, recordo às vezes a confusão daquela semana e me pergunto como foi possível que as coisas escapassem inteiramente ao nosso controle. Eu gostaria de ter tido a força para declarar na ocasião: "Vamos com calma. Este é o nosso casamento, com ou sem fãs, com ou sem imprensa. Vamos convidar quem quisermos e realizá-lo onde quisermos!"

A impressão foi de que a cerimônia acabou um instante depois de começar. Fizemos as promessas. Éramos agora marido e mulher. Lembro dos flashes espocando, os parabéns de papai, as lágrimas de felicidade de mamãe.

Eu daria qualquer coisa por um momento a sós com meu marido. Mas fomos imediatamente levados a uma sessão fotográfica, depois a uma entrevista coletiva e finalmente a uma recepção, com mais fotógrafos.

Sra. Elvis Presley. Era diferente, soava muito melhor que os rótulos anteriores, como "companheira constante", "namorada adolescente", "Lolita



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de plantão", "amante". Pela primeira vez, eu era aceita por todos os nossos conhecidos e pela maioria do público. Havia exceções, é claro — as que acalentavam alguma esperança de que poderiam um dia conquistar Elvis. Eu não podia compreender isso na ocasião. Estava apaixonada e imaginava que todas seriam felizes por nós.

Senti-me orgulhosa quando li nos jornais que eu fora o segredo mais bem guardado de Hollywood; era maravilhoso ser reconhecida. Estavam encerrados os anos de dúvida e insegurança, sem saber se eu pertencia e a que lugar.

Eu estava ao mesmo tempo exausta e aliviada quando finalmente voltamos a Palm Springs, no Learjet de Frank Sinatra, o Christina. Havia mais fotógrafos e repórteres à nossa espera quando desembarcamos e outros se postavam diante de nossa casa. Fiquei surpresa ao constatar que Elvis estava se comportando muito bem, levando em consideração o nervosismo que demonstrava por aquele compromisso supremo. Contudo, ele foi simpático com a imprensa e enfrentou tranqüilo os intermináveis pedidos de poses dos fotógrafos, algo que normalmente só podia suportar por curtos períodos. Além de todo o resto, não dormíamos há quase 48 horas.

À sua maneira, Elvis estava determinado a fazer com que o dia do casamento fosse especial para nós. Ele gracejou com Joe Esposito, indagando:

— É assim que se faz?

Ele carregou-me no colo pelo limiar da casa, cantando "The Hawaiian Wedding Song". Parou e deu-me um beijo longo e apaixonado, depois subiu a escada e levou-me para o quarto, com toda a turma rindo e aplaudindo.

Ainda era dia e o sol brilhava forte pelas janelas do quarto quando Elvis colocou-me no meio da cama enorme, com extremo cuidado. Tenho a impressão de que ele não sabia realmente o que fazer comigo. Afinal, Elvis me protegera e salvara por muito tempo. Estava agora compreensivelmente hesitante em consumar todas as promessas sobre a excelência daquele momento.


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Recordando agora, não posso deixar de rir ao pensar como nós dois estávamos nervosos. Poder-se-ia até imaginar que era a primeira vez em que ficávamos juntos em circunstâncias tão íntimas.

Gentilmente, os lábios de Elvis se encontraram com os meus. Depois, ele me fitou fundo nos olhos e disse, a voz suave, enquanto me puxava contra o seu corpo:

— Minha esposa... amo você, Cilla...

Ele cobriu meu corpo com o seu. A intensidade da emoção que eu experimentava era eletrizante. O desejo e ansiedade que haviam se acumulado em mim ao longo dos anos explodiram num frenesi de paixão. Ele teria imaginado como seria para mim? Planejara durante todo o temo? Jamais saberei. Mas sei com certeza que, ao passar de moça para mulher, toda a longa, romântica e ao mesmo tempo frustrante aventura que Elvis e eu partilháramos parecia ter valido a pena. Tão antiquado quanto isso possa parecer, éramos agora um só. Era algo especial. Ele fez com que fosse especial, como acontecia com qualquer coisa de que se orgulhasse.




ELVIS E EU




CONTINUA,,,,,,,,,
 
 





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