Elvis 1956


sexta-feira, 5 de maio de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 23

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 23


Em abril de 1964 Larry Geller foi contratado para substituir o barbeiro de Elvis, Sal Office. Não podíamos imaginar na ocasião que o novo relacionamento não apenas acarretaria uma mudança drástica em Elvis, mas também criaria tensão, ciúme e medo no grupo. Eu estava em Menphis quando ele conheceu Larry, mas soube de tudo a seu respeito através de nossas conversas telefônicas noturnas. O entusiasmo de Elvis por seu novo amigo era contagiante.

— Você não vai acreditar no cara, Sattnim — disse ele. — Larry sabe mais sobre o mundo espiritual do que todos os pregadores, padres católicos e fanáticos religiosos juntos. Temos discussões que se prolongam por horas, falando sobre os grandes mestres e o propósito da minha presença neste mundo. Estou convidando-o a ir para Graceland. Ele vai aprofundar o seu desenvolvimento espiritual.

Quando Larry e a esposa, Stevie Geller, se juntaram a nós, fiquei surpresa ao descobrir que eram jovens e atraentes. Ele era jovial e gentil. Ela era doce, tranqüila e retraída. Contudo, muitos do grupo, inclusive eu, ficaram desconfiados. Todos estávamos ameaçados pelo envolvimento de Elvis com Larry. Estava afastando-o de nós. Parecia que Elvis estava sempre apartado, lendo livros esotéricos ou absorvido em conversas com Larry sobre o plano de Deus para o universo.

Elvis descobriu que havia muitos grandes mestres além de Jesus. Havia Buda, Maomé, Moisés e outros, "escolhidos por Deus para servirem a um propósito". O que eu testemunhava agora em Elvis era o afloramento da parte de sua natureza ansiosa por respostas para todas as questões fundamentais da vida.

Ele perguntou a Larry por que, entre todas as pessoas do universo, fora escolhido para influenciar milhões de almas. Instalado nessa posição singular, como ele podia contribuir para salvar um mundo assoberbado


pela fome, doença e pobreza? E antes de mais nada, por que havia tanto sofrimento humano? E por que ele não era feliz, quando tinha mais do que qualquer um podia querer?

Achava que estava faltando alguma coisa em sua vida. Através da percepção de Larry, ele esperava encontrar o caminho que o levaria às respostas. Elvis estava ansioso que todos nós — especialmente eu — absorvêssemos o conhecimento que ele estava consumindo. Feliz em partilhar tudo, exatamente como fizera com as análises da Bíblia em Los Angeles, ele lia para nós por horas a fio, distribuindo os livros que julgava que nos interessariam. Anunciou que eu teria de acompanhá-lo na busca das respostas para o universo, a fim de que pudéssemos nos tornar perfeitas almas-irmãs. Para ajudar-me, ele deu-me vários livros, inclusive A Iniciação do Mundo, de Vera Stanley Adler.

Ele sugeriu que eu assistisse às conferências do filósofo e autor metafísico Manley P. Hall. Foi o que fiz. Achei que as conferências eram difíceis de compreender e penosas de suportar, mas consegui sobreviver, com a esperança de que "isto também vai passar".

Depois, Elvis interessou-se pelo Livro dos Números, de Cheiro, que definia as características das personalidades das pessoas de acordo com o dia do mês em que haviam nascido. A fim de descobrir quem era compatível com quem, Elvis calculou os números dos dias de nascimento de todos no grupo. Fiquei apavorada, rezando para que meu número fosse seis, sete ou oito, a fim de ser compatível com Elvis, que era um oito.

Felizmente, meu número combinava com o dele. Embora eu estivesse me esforçando para ser a alma-irmã de Elvis e sutilmente me tornasse cada vez mais consciente de mim mesma como um ser espiritual, meu coração ansiava pelas próprias tentações que ele se empenhava em dominar. Enquanto eu esperava pacientemente em Graceland por suas voltas, planejando interlúdios românticos, Elvis tentava superar as tentações do mundo e estava convencido de que passava por um período de purificação, física e espiritual. Quaisquer tentações sexuais eram contra tudo o que ele estava buscando e não desejava me trair, a garota que o esperava em casa, preparando-se para ser sua esposa.



ELVIS E EU

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Elvis sentia-se culpado e confuso por sua reação natural aos avanços femininos e creio que esse era o seu maior medo no casamento. Ele me amava e queria muito ser-me fiel, mas nunca teve certeza de que poderia resistir às tentações. Era uma batalha persistente e ele chegou a um ponto em que estava convencido de que devia resistir até a mim. Uma noite, antes de deitarmos, ele disse:

— Cilla, você terá de ser muito compreensiva nas próximas semanas ou por quanto tempo mais for necessário. Sinto que devo me afastar das tentações do sexo.

— Mas por quê? E por que comigo?

Ele estava absolutamente solene.

— Temos de controlar nossos desejos, a fim de podermos nos controlar. Se pudermos controlar o sexo, então poderemos dominar todos os outros desejos.

Quando deitamos, ele tomou a sua dose habitual de pílulas para dormir, entregou a minha e depois, lutando contra a sonolência, pôs-se a ler seus livros metafísicos.

Como sua alma-irmã, eu deveria procurar as respostas tão fervorosamente quanto ele, mas não suportava ler os livros empolados que nos cercavam na cama todas as noites. De um modo geral, cinco minutos depois de abrir um eu já estava profundamente adormecida. Irritado com meu desinteresse óbvio, Elvis me acordava para partilhar uma passagem profunda. Se eu manifestasse o menor protesto, ele dizia:

— As coisas entre nós nunca darão certo, Cilla, porque você não demonstra o menor interesse por mim ou minha filosofia. — E depois, ele acrescentava, incisivo: — Há muitas mulheres por aí que gostariam de partilhar essas coisas comigo.

Confrontada com essa ameaça, eu me forçava a sentar na cama e tentava ler a passagem. As letras se embaralhavam diante de meus olhos, borradas. Eu queria partilhar com ele inspirações românticas e não religiosas. Tentava me aconchegar contra ele ao máximo possível, sentindo o calor de seu corpo. Ele me mandava sentar direito e escutar, lia outro trecho, repetindo-o várias vezes, para ter certeza de que eu aprendia o seu significado. Uma noite, perdi o controle e comecei a gritar.


— Não agüento mais! Não quero ouvir mais nada! Estou cansada de sua voz falando interminavelmente! Está me levando à loucura! Eu estava histérica, puxando os cabelos como uma mulher desvairada.

— O que você está vendo, Elvis? Vamos responda: o que está vendo?

Ele fitou-me, os olhos parcialmente fechados.

— Uma louca, uma louca delirante — respondeu, a voz meio engrolada por causa das pílulas para dormir. Fiquei de joelhos ao seu lado, gritando:

— Não, Elvis, não é uma louca, mas sim uma mulher que precisa fazer amor e se sentir desejada por seu homem. Elvis, você pode ter seus livros e a mim também. Por favor, não me faça suplicar. Juro que preciso de você e quero você.

Quando eu concluí a tirada, tudo o que podia ouvir era o som suave de música religiosa tocando no rádio. Olhei para Elvis. Ele mergulhara num sono profundo.

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ELVIS E EU





CONTINUA,,,,,,,,,,,
 




 

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