Elvis 1956


segunda-feira, 3 de abril de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 5

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 5


Era 1 de março de 1960, a noite anterior à partida de Elvis para os Estados Unidos. Estávamos deitados em sua cama,abraçados, eu me encontrava num estado de absoluto desespero.

— Oh, Elvis, como eu gostaria que houvesse algum meio de você poder me levar junto! Não posso suportar a perspectiva de uma vida sem você! Eu o amo demais!

Comecei a chorar, a angústia predominando sobre o controle.

— Calma, Baby, calma — murmurou Elvis. — Tente se controlar. Não há nada que possamos fazer agora.

— Tenho medo que você possa me esquecer no instante em que desembarcar.

Ele sorriu e beijou-me, gentilmente.

— Não vou esquecer você. Cilla. Nunca me senti assim com qualquer outra garota. Amo você.

— É mesmo?

Eu estava atordoada. Elvis já dissera antes que eu era muito especial, mas nunca declarara que me amava. Eu queria desesperadamente acreditar nele, mas tinha medo de sair magoada. Lera algumas das cartas de Anita e estava convencida de que Elvis voltaria para os braços estendidos dela. Apertando-me, ele murmurou:

— Estou angustiado pelos sentimentos que tenho por você. Não sei o que fazer. Talvez a distância me ajude a compreender o que realmente sinto.

Naquela noite nosso amor assumiu uma súbita premência. Será que algum dia eu tornaria a vê-lo, ficaria em seus braços, como vinha acontecendo quase todas as noite, durante os últimos seis meses? Eu já sentia saudade de Elvis.

Não podia suportar o pensamento da noite terminar e nos despedirmos, do que eu pensava ser o nosso último encontro. Chorei e

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chorei, até que meu corpo estava todo dolorido, de tanta angústia. Pela última vez, supliquei-lhe que consumasse o nosso amor. Teria sido fácil para ele. Eu era jovem, vulnerável, estava perdidamente apaixonada, Elvis poderia se aproveitar ao máximo. Mas ele disse, suavemente:

— Não. Algum dia chegaremos a isso, Priscilla, mas não agora. Você ainda é muito jovem.

Passei a noite inteira acordada e na manhã seguinte, bem cedo, estava de volta ao prédio na Goethestrasse, 14, perdida no meio de uma multidão, comprimida na sala de estar, esperando para se despedir de Elvis, que estava lá em cima, acabando de arrumar as malas. Saber que eu seria a única pessoa que o acompanharia ao aeroporto me proporcionava algum consolo.

Ao descer, Elvis riu e gracejou porque todos estavam ali. Finalmente, depois de se despedir de todos, Elvis virou-se para mim e disse:

— Muito bem, menina, está na hora de irmos.

Acenei com a cabeça, desesperada, saí atrás dele. Indiferente à chuva miúda, centenas de fãs esperavam na rua. Ao verem Elvis, as pessoas pareceram enlouquecer, suplicando por autógrafos. Ele atendeu algumas e depois embarcou no carro à espera, puxando-me para o seu lado. Assim que a porta bateu, o motorista deu a partida e seguimos em alta velocidade para o aeroporto.

Permanecemos em silêncio por um longo tempo, ambos imersos nos próprios pensamentos. Elvis olhava pela janela, franzindo o rosto para a chuva.

— Sei que não será fácil para você voltar a ser apenas uma colegial, depois de passar tanto tempo comigo, Cilla,mas tem de fazer isso. Não quero que fique sentada a se lastimar depois que eu for embora, Honey. Fiz menção de protestar, mas ele me silenciou com um gesto e acrescentou:

— Procure se divertir e me escreva sempre que tiver uma oportunidade. Ficarei aguardando as suas cartas com a maior ansiedade. Arrume um papel de carta rosa. E mande as cartas para Joe. Saberei assim que são suas.

Quero que me prometa que continuará como é. Permaneça intacta, como a deixei.


ELVIS E EU


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— Prometo.

— Olharei para você do alto da escada. Não quero ver uma cara triste. Dê-me um sorriso para eu levar na viagem.

Depois, entregando-me seu blusão de combate e as divisas de sargento que ganhara antes da baixa, Elvis arrematou:

— Quero que fique com isto. Serve para mostrar que você me pertence.

E ele me abraçou firmemente. Ao nos aproximarmos do aeroporto, os gritos da multidão à espera foram se tornando mais altos. Chegamos o mais perto possível da pista. Elvis virou-se para mim e murmurou:

— Chegou a hora, Baby.

Saímos do carro, sob o espocar dos flashes dos fotógrafos, as perguntas dos repórteres e os gritos das fãs que nos cercavam. Elvis pegou-me pela não e fomos andando para a pista, até que o guarda, que ali estava para escoltá-lo ao avião, impediu-me de seguir adiante. Elvis deu-me um último abraço e sussurrou:

— Não se preocupe, querida. Prometo que telefonarei para você assim que chegar em casa.

Balancei a cabeça, mas fomos separados pala multidão frenética antes que eu pudesse responder. Fui empurrada por centenas de fãs,se cutucando e acotovelando. Gritei "Elvis!", mas ele não ouviu.

Elvis subiu correndo os degraus da escada de embarque. Lá em cima, virou-se e acenou para a multidão, esquadrinhando-a à minha procura. Acenei freneticamente, como centenas de outras fãs. Ele conseguiu me localizar e nossos olhos se encontraram por um instante. E, depois, ele desapareceu.

Meus pais foram ao aeroporto para me levar de carro de volta a Wiesbaden. Permaneci em silêncio durante a longa viagem.


ELVIS E EU



CONTINUA,,,,,,,,,


 
 




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