Elvis 1956


quinta-feira, 20 de abril de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 17

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 17


A teoria do Coronel Parker era simples: Se você quer ver Elvis Presley, compre um ingresso." A partir do momento em que se começava a distribuir entradas gratuitas, perdia-se uma receita considerável. Ele apegou-se a essa política até o dia em que Elvis morreu. Elvis concordava plenamente, convencido de que o Coronel sabia o que era melhor. E dizia:

— O Coronel não se importa de arcar com a culpa. Quando a vida começava a se tornar tediosa, podia-se contar com Elvis para inventar uma nova aventura. Ele era extraordinariamente inventivo. Num dia particularmente melancólico ele decidiu de repente que não gostava da aparência de uma velha casa localizada nos fundos da propriedade, por trás da mansão. Seu tio Travis ocupara outrora a casa, que agora era usada como depósito. Elvis contemplou-a em silêncio por um longo tempo, depois chamou o pai e disse-lhe que providenciasse um trator para demolir a casa.

Pude imaginar o que se passou pela cabeça de Vernon: Santo Deus, o que ele está querendo agora? Vernon sabia que se Elvis ficava em casa entediado, nos intervalos entre os filmes, qualquer coisa podia acontecer. Quando o trator apareceu, Elvis insistiu que poderia guiá-lo, convencendo o pai — e os representantes do departamento de demolições e do corpo de bombeiros — de que poderia realizar todo o trabalho pessoalmente.

Usando seu capacete de futebol americano e um casaco peludo de esquimó, Elvis entrou em ação, sob as aclamações do círculo íntimo, derrubando a casa e depois incendiando-a. Isso atraiu os caminhões dos bombeiros aos portões, com as sirenes ligadas.

— Chegaram

um pouco atrasados — disse-lhes Elvis, com um sorriso feliz e malicioso.


Em outra ocasião, ele ordenou que seus Karts fossem aprontados para uma corrida. Elvis, é claro, detinha o record da volta mais rápida pelo caminho circular.

Tentando provar que era tão boa quanto os rapazes, eu me esforcei em igualar o seu tempo. Apavorada, fui aumentando a velocidade, enquanto Elvis marcava o tempo com um cronômetro, concedendo-me um sorriso de aprovação quando alcancei a velocidade de 25 quilômetros horários.

— Ele transformava Graceland num parque de diversões para nós. Promovia concursos de tiro ao alvo e também "corridas da emoção", em que várias pessoas se amontoavam pelo terreno, em alta velocidade. O quintal dos fundos de Graceland tinha mais buracos do que a lua tem crateras — tudo das lutas de pistolões. No Quatro de julho Elvis sempre gastava uma fortuna em fogos de artifício, que chegavam de caminhão. Os rapazes se dividiam em dois grupos e miravam os rojões uns contra os outros.

Embora houvesse baixas — dedos queimados, cabelos chamuscados — ninguém parecia se importar. O próprio Elvis se mostrava tão despreocupado quanto um garotinho, escondendo-se e depois esgueirando-se contra o grupo adversário em ataque de surpresa. Elvis sabia como se divertir. E eu adorava aqueles momentos.

Infelizmente, chegou o momento em que ele tinha de voltar a Hollywood. Deveria iniciar seu novo filme, Viva Las Vegas. O ônibus foi estacionado na frente dos leões brancos de pedra que flanqueavam os degraus da frente de Graceland, devidamente carregado e pronto para partir.

Eu detestava a idéia se Vê-lo partir. De braços dados, saímos pela porta. Subitamente, puxei-o para trás e tentei dizer o que estava sentindo, mas havia muitas distrações ao redor — pessoas se despedindo, a música tocando alta no interior do ônibus, Alan gritando para George Klein aumentar o volume.

Pensei: Se ao menos fosse um pouco mais sossegado, se Elvis pudesse me levar para um canto e tivéssemos alguma privacidade... Mas a atenção


ELVIS E EU


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de Elvis se concentrava em toda a atividade e ele estava contagiado pelo excitamento de voltar ao trabalho.

— O que é, Baby? — perguntou ele.

— Eu apenas gostaria que você não partisse tão cedo — murmurei, ainda incapaz de dizer o que estava realmente pensando. — Logo agora que estávamos começando a nos acostumar um ao outro, você tem de ir embora. Eu gostaria que tivéssemos mais tempo.

— Sei disso, garotinha. Dê-me duas semanas para iniciar o filme e talvez você possa passar algum tempo comigo em Hollywood. Agora, seja uma boa menina. Telefonarei amanhã.

Ele me deu um beijo rápido nos lábios e embarcou no ônibus, a porta se fechando no instante seguinte. E logo ouvi o grito familiar:

— Muito bem, vamos embora!

O ônibus desceu a encosta e passou pelo Portão da Música, onde suas fãs, como sempre, lealmente acenavam em despedida e o exortavam a "voltar depressa para casa".

Fiquei observando até que não podia mais ver as luzes vermelhas traseiras, desaparecendo na Rodovia 51. Censurando-me, especulei por que não fora capaz de lhe dizer o que temia. Estava transtornada desde que soubera que a estrela do novo filme seria Ann-Margret, a starlet em ascensão mais rápida de Hollywood. Ann-Margret fizera apenas uns poucos filmes, inclusive Bye Bye Birdie, mas já fora apelidada de "Elvis Presley de saia". Elvis estava curioso em relação a ela, tendo comentado que "a imitação é a forma mais sincera de lisonja". Compreendi que se lhe revelasse meus temores, ele podia não dizer nada para me tranqüilizar. Uma noite ele cometera o erro de me falar sobre os seus romances com diversas estrelas de seus filmes.

Tentando escutar as histórias, justificara seu comportamento dizendo a mim mesma que eu residia na Alemanha na ocasião e não havia vínculos reais entre nós.

Agora, no entanto, eu me encontrava em seu próprio território, morando em sua casa, com os amigos, a família e as lembranças do passado. Não me ocorreu então, mas estava vivendo justamente como Elvis queria — longe da sociedade de Hollywood, a namoradinha que ele
 
deixava em casa. Tratei de me adaptar. Não estava em sua companhia, mas de certa forma continuava ao seu lado. E presumi que Elvis seria tão fiel a mim quanto eu era a ele.

Por que então tinha tanta certeza de que no instante em que Elvis estivesse longe de mim — e perto de Ann Margret — surgiria um romance entre os dois?
 


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CONTINUA,,,,,,,,,,,

 

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