Elvis 1956


sábado, 15 de abril de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 11

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 11


Embora Elvis tivesse recomendado que eu cumprimentasse meus pais com um sorriso cordial, a atitude que assumi, desde o momento em que desembarquei do avião, foi de desafio. Estava agora convencida de que meus pais representavam uma ameaça para a minha felicidade futura. Não compreendia que seus temores e preocupações eram absolutamente justos. Tudo o que me importava era o que Elvis e eu queríamos e ninguém iria se interpor em nosso caminho.

O tempo estava frio e cinzento, o que não contribuía para me animar. Passei pela alfândega para encontrar meus pais à espera no outro lado. Percebendo minhas atitudes, assumiram expressões frias, os cumprimentos foram formais. Não houve braços afetuosos a me envolverem, não houve palavras de carinho a me saudarem. Só a ordem brusca de papai:

— Vamos embora.

A viagem para Wiesbvaden pareceu mais longa do que 45 minutos. Eu estava sentada no banco traseiro, num silêncio gelado. Ninguém mencionou meu pedido para continuar em Graceland.

— Em tudo e por tudo, você se divertiu? — perguntou papai.

— Claro — respondi, olhando pela janela para as árvores desfolhadas no rigor do inverno.

— Elvis gostou do seu presente? — perguntou mamãe, esperançosa.

— Claro — murmurei. — Ele adorou.

— Estava tão frio em Menphis quanto fica? — indagou papai, mantendo a conversa amena, tentando me levar a falar.

— Não. Está mais frio aqui.

Falei asperamente, referindo-me tanto ao tempo como à minha atitude. Nossos olhos se encontraram pelo espelho retrovisor. Surpreendentemente, papai desviou os olhos, em vez de reagir ao meu comentário mordaz.


Eu sabia que estava indo longe demais, mas não podia reprimir meus sentimentos e fingir que estava tudo bem. Sentia-me tão profundamente apaixonada que toda aquela conversa parecia inútil... como tudo o mais, à exceção de Elvis, Lembrei como ele me abraçara antes de nos despedirmos, com tanta emoção e necessidade que nada podia me manter longe dele. Como poderia explicar esses sentimentos adultos a meus pais? Estava convencida de que eles nunca poderiam compreender, haveriam de me julgar apenas tola ou com uma paixonite passageira. Assim que chegamos em casa, papai disse:

— Você tem aula amanhã. Assim, procure descansar o máximo que puder esta noite.

E mamãe acrescentou:

— Deve jantar e depois ir direto para cama.

Os dois pensavam mesmo que eu poderia retornar à rotina de uma vida comum?

Rebelei-me contra a escola. Faltava às aulas, ia para o centro da cidade, tomava algumas cervejas com quem quer que quisesse me acompanhar. Minha atitude foi se tornando cada vez pior, assim como as notas na escola.

Meus pais estavam confusos, como ficariam quaisquer pais afetuosos, acalentando a esperança de que o problema acabaria desaparecendo. Mas eu não facilitava a situação para eles. O que começara como uma simples apresentação ao maior astro de rock-and-roll do mundo acabara se transformando num pesadelo para meus pais.

Elvis começou a telefonar quase que imediatamente e passávamos horas a conversar. Meus pais me ouviam sussurrando e rindo até três horas da madrugada, especulavam sobre o que poderíamos falar por tanto tempo. Nada, no fundo... mas parecia tudo. Revelei a mamãe que Elvis e eu nos amávamos e ansiávamos por ficarmos juntos. Finalmente tomei coragem e disse a ela que Elvis queria que eu terminasse a escola secundária em Menphis. Sua reação: um não categórico. Ela achava que podia esperar até que terminasse o prazo de serviço de papai na Alemanha. Seria no final do verão, disse mamãe, não havia necessidade que eu voltasse para Elvis antes disso.


— Mas você não entende, mamãe! — supliquei .— Ele me quer ao seu lado!

— Por que você? — indagou mamãe, a voz trêmula de emoção. — Por que ele não pode arrumar alguma garota de sua idade? Você só tem dezesseis anos. O que esse homem está fazendo com nossa família? Ela pôs o rosto nas nãos e desatou a chorar.

Senti pena de mamãe. Sempre fôramos íntimas, ela sempre me apoiara em tudo, mas desta vez não podia compreender. Eu detestava vê-la angustiada, mas nada era mais importante do que Elvis para mim. Nem mesmo minha mãe.

— Ele não é como você imagina e precisa de mim, mamãe. Não se preocupe que nada de terrível me acontecerá. Converse com papai, por favor.

Bem devagar, ela levantou a cabeça e me fitou nos olhos.

— Cilla, nunca me perdoarei se deixá-la partir e você voltar com o coração partido. É jovem demais. Não tem a menor idéia do que a espera. Tudo o que você sabe é que está apaixonada. Sabe como é difícil lutar?

Ela suspirou.

— Eu não desejaria esta situação a qualquer outra mãe.

Ela removeu as lágrimas e, depois de uma pausa, acrescentou:

— Está certo, falarei com seu pai... mas não agora. Ainda é muito cedo.

Abracei-a, murmurando:

— Obrigada, mamãe. Sei que pode conseguir. Amo você.

Eu tinha agora de esperar pela interferência de mamãe. Sabia o quanto papai era contra a idéia. Meus pais ainda não conheciam as verdadeiras intenções de Elvis em relação a mim. Só sabiam o que lhes dissera. Mas também liam as notícias nos jornais de que Elvis namorava todas as estrelas de seus filmes e por isso se mostravam desconfiados, como era natural. Um dia, pelo telefone, eu disse a Elvis:

— Se quer que eu volte e fique estudando aí, terá de conversar com meu pai diretamente.

— Ponha-o na linha — respondeu Elvis. — Não sou Mac-Arthur, mas sempre posso tentar.


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ELVIS E EU

Usando todo o seu charme, Elvis garantiu a meu pai que eu não ficaria com ele em Graceland, se tivesse permissão para me mudar para Menphis, mas sim com seu pai, Vernon e a esposa dele, Dee. Elvis prometeu que me matricularia numa boa escola católica — iria escolhê-la pessoalmente — e tudo faria para que eu me formasse.

Disse que eu estaria sempre devidamente acompanhada por toda parte e que ele cuidaria bem de mim por todos os modos. Declarando que suas intenções eram as mais honradas possíveis, ele jurou que me amava, precisava de mim e me respeitava. E não podia viver sem mim, acrescentou, insinuando que um dia nos casaríamos. Isso deixou meus pais num dilema. Se Elvis era tão sincero quanto parecia, havia uma possibilidade de que nosso relacionamento pudesse dar certo. Mas se isso não acontecesse, havia o risco da minha volta desiludida e desolada. Se negassem permissão à minha partida, talvez eu nunca mais os perdoasse e me arrependesse amargamente, durante o resto da vida, por esse amor não consumado. Sob esse ponto de vista, não havia praticamente qualquer outra coisa que eles pudessem fazer senão concordar com a minha viagem. E foi o que acabou acontecendo.

Na verdade, eu estava tão aturdida quanto meus pais sobre os motivos pelos quais Elvis queria que eu fosse viver em Menphis. Acho que ele se sentia atraído pelo fato de eu ter tido uma infância normal e estável e ser muito responsável, ajudando meus pais a criarem meus irmãos menores. Eu estava mais amadurecida aos dezesseis anos do que aos quatorze, quando ele me conhecera, não apenas porque passara pelo estágio de crescimento normal, mas também experimentara o sofrimento de viver longe dele durante dois anos.

Acima de tudo, Elvis sabia que podia contar comigo. Eu não estava interessada numa carreira, em Hollywood ou em qualquer outra coisa que desviasse minha atenção dele. Também possuía os atributos físicos que Elvis apreciava, os elementos fundamentais que ele poderia usar para me converter em sua mulher ideal: juventude e inocência, devoção total e nenhum problema pessoal. E não era difícil de conquistar.

Eu tencionava fazer qualquer coisa que fosse necessária para mantê-lo, porque se algum dia ele me mandasse de volta para casa isso significaria

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não apenas que eu errara ao ir ao seu encontro, mas também que meus pais erraram ao conceder permissão.

Decidi que nosso relacionamento daria certo, não importava o que acontecesse.



ELVIS E EU





CONTINUA,,,,,,,,,

 
 





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